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Saudações, concurseiros policiais! So exemplos as impresses digitais, as manchas de material orgnico, plos, cinzas, fibras, sinais de luta, a posio do corpo. Estatuto do Desarmamento -Lei Prova todo meio legal, usado no processo, capaz de demonstrar a verdade dos fatos alegados em Juzo. Devido natureza avascular da epiderme, no ocorre sangramento. Como exemplos, as ossadas, os danos decorrentes de acidentes automobilsticos, mossas, projteis. O Perito parte de um local esttico e pela leitura dos vestgios reconstri a dinmica do evento, assinalando os instrumentos e objetos utilizados e determinando suas posies e devidas participaes; c Trabalhar para a identificao da vtima; d Trabalhar os vestgios recolhidos para a identificao dos autores e co-autores, apenas de forma real nunca de forma presumida , demonstrando materialmente por meio de provas tcnico cientficas, o grau de participao de cada um deles. Geralmente, o sulco serve somente para delinear a trajetria do veculo, posteriormente coliso. O livro é direcionado aos estudantes de Direito,. A coleta deve ser feita com pina e algodo umedecido na salina se possvel, com luva para evitar contaminao do perito. O operrio sofreu uma queimadura de: a primeiro grau b segundo grau c terceiro grau d quarto grau 2- Ensandecido pelo cime, Paulo cravou o punhal no perito de Ana, transfixando-lhe o corao. Neste contexto, a preservao conseqncia do isolamento. Na busca de informaes afetas ao veculo sinistrado, alm dos elementos do prprio veculo, a percia tambm deve atentar-se para as marcas pneumticas impressas no leito da via, para detalhes deixados na via e apropriados para a identificao de um veculo evasor, por exemplo, para as avarias dos veculos sinistrados, bem como para as partes mecnicas dos veculos, tais como o estado de conservao do sistema de freios, de iluminao e de direo. Sufocao indireta compresso do trax ; C. Ao mesmo tempo, infere-se que toda evidncia um indcio, porm o contrrio nem sempre verdadeiro, pois o segundo incorpora, alm do primeiro, elementos outros de ordem subjetiva.

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Neste caso, a melhor conduta do motorista no frear e nem mudar de direo. Esse fenmeno ocorre tanto com pneus com derrapantes em bom estado frisados , quanto com os mesmos estando lisos, todavia, tem maior possibilidade de sua ocorrncia quando pelo menos um dos pneus estiver liso.

O perito ao examinar um local de acidente, com a pista molhada e com filetes ou depsito de gua ao longo da mesma nas proximidades do local do acidente, deve atentar para o registro da situao dos pneumticos, bem como da existncia de filetes dgua.

Identificao do Veculo Evasor s vezes, um veculo se ausenta do local de acidente, geralmente associado aos casos de atropelamento. Nestes casos, o perito dever ficar atento para os vestgios que possam ser ligados ao acidente, tais como: as marcas pneumticas impressas no piso determinam o estado de conservao dos pneus e atravs do processo de excluso, poder-se- se determinar o tipo do veculo evasor. Peas, crostas de tinta e fragmentos de vidros despendidos do veculo, podem ajudar a identific-lo, atravs do exame de justaposio ou ainda, reduzir o nmero de suspeitos, em casos de determinar a cor ou marca do veculo.

Vestgios transportados pelo veculo, tais como: manchas, impregnao de tinta, fibras, tecidos, sangue e cabelo, so sinais que quase sempre permanecem no veculo evasor.

Em relao aos meios de sinalizao o perito deve observar todos os meios de sinalizao existentes nas imediaes do ambiente do sinistro. No caso de veculo transitar em sentido oposto ao estabelecido para a via, deve-se verificar a presena de sinalizao no cruzamento anterior ao local do acidente, considerando o sentido desenvolvido pelo mesmo.

Em caso de sinistro, com vtima fatal presente no local, o procedimento inicial deve ser voltado para o cadver, identificando-o, descrevendo sua posio de inrcia, ao produtora do ferimento, secrees e rgos expostos e ferimentos. Os crimes sexuais, via de regra, so bastante traumticos e complicados para as vtimas. Nas ltimas dcadas ganharam um novo contorno jurdico aos olhos dos Tribunais e Doutrinadores, no que diz respeito temtica da verificao e reconhecimento dos mesmos, no mbito social, no qual, o Direito Penal passa a puni-los de forma mais rigorosa e apontar os agentes de maneira mais especfica, para que haja o seu enquadramento e tipificao.

A histria do estupro est intimamente ligada presena de uma violncia difundida, bem como sua extenso e seus graus durante a evoluo dos tempos. Era freqente, e por vez ainda o , a sensao a legitimidade do agente, numa realidade de violncia relativamente tolerada, raridade de queixas e postura de apropriao ou posse da vtima. A violncia sexual por ser um crime cometido na sua maioria contra as mulheres normalmente no so denunciados.

Mesmo por que, muitos deles so cometidos dentro da prpria famlia, seja do companheiro contra a companheira, pai contra as filhas ou de padrastos contra enteadas.

O Cdigo Penal trata da liberdade sexual ao lado dos costumes, entendidos como valores morais. Todavia, as circunstncias que envolvem o crime de estupro, bem como os demais delitos sexuais, possvel concluir que a preocupao do direito penal no campo da sexualidade entre adultos se concentra na falta de consentimento.

O estupro, por ser um crime que deixa vestgios, considera-se indispensvel realizao do exame pericial para sua devida comprovao, feita atravs do exame de corpo de delito, buscando sempre a presena de leses corporais, alm da busca de testemunhas dos choros ou gritos da vtima. So fundamentais para a investigao, uma vez que h o desdobramento da mesma, o depoimento pessoal e a percia mdica.

Um dos principais exames utilizados na anlise dos vestgios o exame de DNA. O DNA constitui parte dos cromossomos, sendo encontrado no ncleo das clulas e sua estrutura responsvel pela transmisso das caractersticas genticas dos seres vivos, de gerao para gerao, resultando no cdigo gentico individual.

Sabe-se que o DNA de uma pessoa igual em todas as clulas do seu organismo e se compe a partir da informao gentica proveniente de seus genitores, metade da me e metade do pai biolgico. Vale dizer, o exame de DNA mostra-se apto a confirmar, ou no, com inigualvel garantia de certeza, a autoria de crimes diversos, e, desse modo, transforma-se em meio de prova eficaz para o descobrimento da verdade no processo penal.

A partir desta constatao, concluise que a funo deste tipo de exame de corpo de delito extrapola a simples comprovao da materialidade do crime, podendo adentrar no campo da autoria e at mesmo atingir o espao reservado culpabilidade. A associao de todas as evidncias e da prpria investigao tornam o resultado do exame de. A anlise de DNA poder ser feita em material orgnico que possua clulas nucleadas como: sangue, fluidos smen, saliva, urina , tecidos moles rgos, pele, msculos , tecidos rgidos dentes, ossos , plos com bulbo.

Segundo Couto, R. Durante os exames perinecroscpicos podem ser estudados os seguintes elementos: Tipos de ferimentos: escoriaes, fraturas, luxaes, equimoses, contuses, perfuraes, incises, hematomas, etc. Nmero de ferimentos: a determinao do nmero de ferimentos apresentados pela vitima, fornecer ao Perito a possibilidade de verificar o nmero de golpes sofridos pela mesma, ou, em se tratando de arma de fogo, o nmero de disparos efetivados.

Localizao dos ferimentos. Assim poderia estar o agente localizado pela frente, pelas costas ou em outras posies, o que depender, evidentemente, da localizao da leso. H tambm de se considerar, para essa anlise, a distino entre os ferimentos de entrada e sada. Determinao do tempo de morte: de suma importncia nos locais de crimes contra a pessoa, com a presena de cadveres, que os responsveis pelo levantamento procurem determinar, to exato quanto possvel, o tempo de morte, tambm denominado cronotanatognose.

A morte pode ser interpretada como a cessao das atividades metablicas e bioqumica que mantinham a organizao org nica. A realidade da morte se manifesta por sinais biticos transformativos e abiticos. Sinais abiticos imediatos - perda conscincia; - parada cardaca irreversvel; - perda dos reflexos; - ausncia de pulsos; - parada respiratria; - parada da atividade enceflica.

Sinais abiticos consecutivos. Sinais transformativos. Perda de temperatura a temperatura do cadver pode determinar o tempo da morte, para isso preciso quantos graus o cadver perdeu. Desta maneira a morte ocorreu entre 13 horas e 16 horas. Se a temperatura do cadver e do ambiente estiverem iguais, descarta-se o parmetro menor assim considera-se que a morte ocorreu antes das 16 horas.

Rigidez cadavrica a rigidez passa a ser percebida 2 a 3 horas aps a morte, sendo que seu pice ocorre cerca de 18 horas aps a morte, seguido do incio do desaparecimento da rigidez.

Tanto o processo de aparecimento e desaparecimento ocorre de cima para baixo. Manchas de hipstases com a morte ocorre a sedimentao do sangue em virtude da gravidade as partes slidas do sangue saem dos vasos sanguneos em direo parte mais baixa do corpo.

Em virtude disso, na parte mais prxima do cho, aparecem manchas vermelhas que com o tempo ficam de colorao vinho. Isso permite verificar se o cadver foi modificado da posio inicial. O incio da manchas ocorre por volta de 2 a 3 horas aps a morte, no sendo fixas.

Tornam-se fixas na pele e em rgos internos aps 8 horas. Espasmos cadavricos trata-se de uma rigidez rara, abrupta, generalizada e violenta.

Difere da rigidez cadavrica, na qual a instalao progressiva. Sua fisiopatologia ainda desconhecida. Autlise trata-se de uma fase ainda sem a atuao de bactrias, onde as prprias enzimas celulares provocam a quebra dessas clulas, devido interrupo da circulao, diminuindo o pH do meio. Putrefao aparece aps a autlise, atravs d ao de germes anaerbicos, aerbicos e facultativos, iniciando-se pelo intestino, onde possui elevada quantidade de bactrias e gases, que provocam no abdmen a mancha verde abdominal, que o primeiro sinal de putrefao.

Alguns venenos como o arsnico e medicamentos como os antibiticos retardam a putrefao. J vtimas de infeces, extensas mutilaes e afogamentos, apresentam acelerao da putrefao.

O processo de putrefao ocorre em quatro fases: - Primeira fase perodo de colorao inicia-se a formao da mancha verde abdominal, a partir da 18 hora do bito.

Figura Mancha verde abdominal - Segunda fase perodo gasoso ocorre o surgimento de gases superficiais, com formao de flictenas e enfisema cutneo. Ocorre uma projeo acentuada dos olhos e da lngua, aumento do volume do pnis e da bolsa escrotal e posio de lutador pela distenso dos braos.

Surgem desenhos cutaneovasculares devido ao deslocamento do sangue pelos gases, chamados de circulao pstuma de Brouardel. Figura Desenhos cutaneovasculares - Terceira fase perodo coliquativo ocorre decomposio putrefeita dos tecidos, perdendo suas formas, destacamento da epiderme e formao de bolhas devido aos gases, grande nmero de larvas.

Essa fase varia de, tendo incio cerca de trs semanas aps a morte e pode durar semanas ou meses, dependendo do local em que o corpo est depositado. Figura Esqueletizao Macerao ocorre a transformao destrutiva do corpo, de forma sptica, quando o corpo est submerso em meio lquido, como os afogados, ou assptica, nos casos de fetos que permanecem dentro do tero por algum tempo.

Como este meio assptico, no ocorre a putrefao, mas sim um fenmeno de autlise e embebio da pele, com amolecimento da epiderme, que se destaca e forma bolhas. Figura Macerao afogamento Mumificao Pode ser natural ou artificial. Nos casos naturais so necessrias algumas condies climticas e de solo como, locais quentes, secos, muito ventilados e com solo arenoso. Ocorre uma desidratao rpida e como a temperatura alta as bactrias tm dificultada sua ao.

O cadver apresenta acentuada reduo do peso, com a pele dura, seca e enrugada, tendes se transformam em fibras quebradias. Figura Mumificao Fonte: www. Saponificao adipocera um processo gradativo durante a putrefao, ao contrrio da mumificao, que se inicia rapidamente antes da putrefao.

O cadver transformado em substncia de consistncia untuosa, mole e quebradia, lembrando sabo. Est relacionado a um local com solo argiloso, mido e pouco aerado. Processo qumico revelando a presena de cidos graxos, como os palmtico, esterico, olico e sabes. Tipo dos ferimentos e caracterizao de instrumentos Antes de iniciar este assunto necessrio se definir o que sejam objeto e instrumento, para se evitar que o Perito extrapole sua competncia tcnica.

Objeto a coisa, o utenslio em geral, na sua forma natural ou principal, como a faca, por exemplo, que uma pea destinada ao corte, portanto objeto cortante, por sua prpria natureza. Instrumento ou meio, refere-se maneira ou forma de utilizao da coisa. Assim, a faca, objeto essencialmente cortante, pode constituir-se em instrumento cortante quando usada para o corte , perfurocortante quando pressionada com sua extremidade , contundente quando o agressor, apoiando lmina percute o cabo contra o alvo e cortocontundente quando utilizada por presso com o lado contrario ao do corte.

Dentre os diferentes tipos de energia descritos anteriormente tm-se aquelas de ordem mecnica, as quais so capazes de modificar o estado de repouso ou de movimento de um corpo, produzindo leses em parte ou no todo, causando danos interna e externamente. Desta forma, os ferimentos estaro relacionados ao instrumento e no ao objeto, como se segue: Instrumento contundente Ferida contusa. A ao contundente resulta da transferncia de energia cintica para o corpo por meio de uma superfcie, produzindo leso contusa.

Ocorre de modo ativo o objeto atinge o corpo, por exemplo cassetete ou passivo o corpo atinge o objeto, por exemplo queda da prpria altura. Os instrumentos contundentes so os maiores causadores de dano, principalmente externamente.

Agem predominantemente por presso, exploso, deslizamento, percusso, trao, toro, exploso, compresso mais comum e descompresso, determinando leses superficiais ou profundas, tais como rubefao, escoriaes, tumefaes, hematomas, bossa, entorse, equimoses, fraturas, luxaes e verdadeiras avulses chamadas feridas contusas, que mostram soluo de continuidade da pele, com bordas esmagadas, superfcie irregular e presena de pontas de tecidos, mais ou menos ntegros.

As feridas contusas so produzidas por meios ou instrumentos de superfcie e no de gume, mais ou menos afiados. Exemplo: porrete, pedra, cassetete, pedra, basto, coronha de arma de fogo, barra metlica, martelo, tijolo.

Os instrumentos cortantes transferem sua energia cintica por deslizamento e leve presso, agindo pelo deslizamento de gumes cortes mais ou menos afiados, determinando leso maior em superfcie que profundidade, com bordos regulares, sem sinais de esmagamento, forma linear, hemorragia acentuada, afastamento das bordas e ausncia de vestgios traumticos em torno da ferida devido ao rpida e deslizante do instrumento.

Exemplo: faca, bisturi, canivete, navalha, lmina de barbear, pedao de vidro, linha com cerol, punhal. Figura Ferida incisa Fonte: www. Este ato est ligado quase sempre ao fato do autor livrar-se do cadver, alm de dificultar a identificao da vtima.

Figura Esquartejamento Fonte: www. Observa-se que a decapitao mais comum aps a morte, como forma de prejudicar a identificao da vtima. Figura Decapitao Fonte: www.

Quando se tratar de natureza suicida, as leses na laringe e traquia so menos acentuadas, sendo mais profunda no incio da leso, pois no final a vtima comea a perder foras.

Quando se trata de natureza homicida, o ferimento da esquerda para a direita, em sentido horizontal, uniforme, com a mesma profundidade em toda a sua extenso. Figura Esgorjamento Fonte: www. Pode ocorres em casos de homicdio ou suicdio, no sendo usual em casos de acidentes. A transferncia da energia cintica se d por presso ou percusso em determinada superfcie. As leses oriundas desse tipo de ao denominam-se feridas puntiformes ou punctrias, pela sua exteriorizao em forma de ponto. Os instrumentos perfurantes apenas afastam as fibras dos tecidos, sem determinarem cortes ou contuses.

Atuam por presso, ocasionando pouco dano superfcie, porm com grande acometimento em profundidade. Geralmente o dimetro do instrumento pequeno e pode dificultar o exame do orifcio de entrada no corpo, dada a elasticidade dos tecidos. Desta maneira, os orifcios de entrada so normalmente mnimos, com pouco sangramento. Exemplo: agulha, furador de gelo, prego, estilete, alfinete. Os instrumentos perfurocortantes agem atravs de presso e seco, que atuando por uma ponta ou gume, promovem perfurao associada a corte.

Superficialmente, aparenta leso incisa, mas mostra continuidade para o interior, a exemplo das leses perfurantes. Existem instrumentos de um s gume, como a faca-peixeira, que provocam uma ferida com ngulo agudo de um lado e arredondado do outro, e aqueles que apresentam dois gumes, como o punhal, cujos cantos so bilateralmente agudos, e ainda a lima, que provoca ferida de formato triangular ou estrelado.

Exemplo: punhal, faca, canivete, espada. A transferncia de energia cintica ocorre de forma mista, com ao cortante e contundente. Este tipo de ferida influenciado mais pela presso do que o deslizamento, sendo que as caractersticas das leses dependem da fora exercida pelo agente e das condies da lmina, com maior ou menor capacidade de corte.

Sua gravidade depende do ngulo de incidncia, da superfcie atingida e pela fora de impacto. Os instrumentos cortocontundentes atuam por gumes no afiados, mas influenciando, sobretudo na produo da leso, o peso do instrumento ou a fora de quem o maneja. Produzem avulso dos tecidos e concomitante esmagamento, acometendo todos os planos atingidos, no permanecendo pontas de tecidos mais ou menos ntegros.

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Apresentam menor sangramento do que as feridas incisas. Exemplo: faco, machado, foice, enxada, moto-serra, rodas de trem. Figura Ferida cortocontusa Fonte: dn1noticias. Os instrumentos perfurocontundentes atuam por presso, e determinam perfurao associada contuso, com prevalncia da ao perfurante.

Superficialmente, aparenta contuso, com bordos esmagados, porm mostram continuidade para o interior dos tecidos. Exemplo: projtil de arma de fogo, chave de fenda, vergalhes de metal. Figura Ferida perfurocontusa entrada de projtil de arma de fogo Fonte: www.

A importncia dos ferimentos na determinao da dinmica do fato O tipo, localizao e caractersticas dos ferimentos determinam grande parte da dinmica do fato.

Podem indicar situaes de tocaia vtima, ao opressora, combate, reao de defesa da vtima, ataque pelas costas, etc. As caractersticas das feridas produzidas pelo emprego de arma de fogo merecem ateno especial, uma vez que podem indicar a distncia do disparo.

Alm disso, o projtil o mais tpico agente perfurocontundente. Os disparos apresentam efeitos primrios e secundrios.

Os efeitos primrios so exclusivamente aqueles produzidos pela ao mecnica do impacto do projtil, no dependendo da distncia do tiro. Efeitos primrios Resultam da ao dos projteis e so caractersticas dos pontos de impacto.

Os efeitos. No alvo animado o projtil atinge a pessoa produzindo orlas de impacto ou embate, formando as zonas de contorno seguintes: a Orla de enxugo orla de limpeza : produzida nos alvos vivos, pela passagem do projtil, que ao atravessar o corpo, provoca o arrancamento da epiderme, contundindo-o e nele limpa, ou seja, se enxuga de seus detritos, apresentando-se seja qual for a distncia do disparo, embora menos pronunciada nos disparos encostados. Por esse mecanismo explica-se o aparecimento desta orla, que margeia como um anel o orifcio de entrada, no tiro perpendicular, tendo forma de meia lua, no tiro inclinado.

Por isso, o orifcio da epiderme fica maior que o da derme, exibindo, assim, esta uma pequena orla escoriada, contundida e de colorao escura. A orla de contuso se apresenta seja qual for a distncia do tiro, tornando-se mais pronunciada quanto mais prximo for o disparo.

Apresenta forma circular ou concntrica quando o projtil incide perpendicularmente sobre a pele, e ovalada ou fusiforme nos casos de incidncia oblqua.

Tal mancha possui um colorido varivel, podendo evoluir do vermelho ao amarelo. A orla equimtica no possui caractersticas prprias capazes de diagnosticar a distncia, a direo do tiro e o orifcio de entrada. Entretanto, serve para concluir se a leso foi produzida ainda em vida. Efeitos secundrios Os efeitos secundrios resultam da ao explosiva contra um alvo animado ou no. Os efeitos secundrios so os que resultam nos tiros curta distncia, assim como, da ao dos gases e resduos da combusto da plvora.

Zona de tatuagem: ocasionada pelos grnulos da plvora combusta ou incombusta, que se incrustam em torno do orifcio de entrada, mais ou menos profundamente na regio atingida.

Quando se trata de alvo vivo, esses grnulos na derme se encravam podendo inclusive produzir na regio um dano deformante. As vestes, muitas vezes, podem reter os grnulos de plvora, impedindo que estes se incrustem no corpo. A zona de tatuagem margeia o orifcio de entrada nos tiros encostados e a queima-roupa, sendo importante para se determinar a distncia do disparo, a incidncia do tiro e a natureza da carga.

Entretanto, importante salientar que a mesma no se verifica em nenhuma hiptese no orifcio de sada. Sua colorao varivel de acordo com a plvora empregada na munio; tendo a colorao uniformemente escura no emprego da plvora negra, e cor variada com a plvora piroxilada, sem fumaa.

Sua forma varia segundo a inclinao do tiro; nos tiros perpendiculares, a tatuagem se deposita uniformemente, em extenso e quantidade, ao redor do orifcio de entrada, tomando o aspecto circular; enquanto que nos tiros oblquos, a tatuagem mais intensa e menos extensa do lado do ngulo menor da inclinao, sendo mais extensa e menos intensa do lado oposto, tomando o aspecto ovalar. Figura Ferida perfurocontusa com zona de tatuagem Fonte: www. Se a regio for coberta pelas vestes e natural que estas retenham o depsito de fuligem.

A zona de esfumaamento tambm serve para determinar o orifcio de entrada, a distncia e a direo do tiro, porm sua importncia menor do que a da zona de tatuagem, por ser removvel.

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Sua forma obedece ao mesmo mecanismo da zona de tatuagem, com apenas uma diferena, nos tiros perpendiculares a sua forma estrelada e no circular. Convm ressaltar que possvel o aparecimento da mesma ao redor do orifcio de sada nos. Figura Ferida perfurocontusa com zona de esfumaamento Fonte: www. Figura Ferida perfurocontusa com zona de chamuscamento Fonte: www. De acordo com a distncia que medeia entre arma e o alvo, os tiros podem ser classificados da seguinte forma: distncia, curta-distncia e encostados.

Nos tiros distncia atua apenas o projtil, que ao percutir o alvo, representado pela pele, esta o envolve e s depois de forada pelo movimento de propulso do mesmo sua resistncia cede, esgotada a elasticidade, e se rompe. O orifcio de entrada produzido quase sempre de bordas invertidas e circulares, quando tratam de tiros perpendiculares, posto que a forma deste orifcio variar consoante maneira com que o projtil atinge o alvo, podendo ser.

As feridas podem apresentar cone de disperso do tiro, forma arredondada ou circular, orla de contuso, orla equimtica, orla de enxugo, zona de tatuagem, zona de esfumaamento removvel e zona de queimadura chamuscamento. Nos tiros encostados a boca do cano da arma se apia no alvo, e alm do projtil, atuam os gases resultantes da deflagrao da plvora, que rompem e dilaceram os tecidos, produzindo leses externas. Forma-se em torno do orifcio um halo grosseiro, queimado e negro, sendo a leso denominada Cmara de Mina de Hofmann, Exploso de Mina de Hofmann ou Boca de Mina.

O orifcio de entrada irregular, amplo, s vezes estrelado, de bordas invertidas, sendo a pele que cobre a regio deslocada e despregada pela ao dos gases. O dimetro deste orifcio pode ser igual ou maior que o do projtil. Figura Ferida perfurocontusa Mina de Hofmann Fonte: www. O orifcio de sada s se apresenta nas leses transfixantes, ou seja, nos casos de trajeto fechado esse no se verificar. Independem da distncia do tiro e caracterizam-se por apresentar bordas evertidas por presso dos tecidos internos para fora , mais irregulares e de maior dimetro do que o projtil por movimentao e deformao n interior do corpo , normalmente mais sangrantes eliminao de sangue extravasado , podendo conter arola equimtica.

Ausncia de orlas, zonas e halos. Essa diferena entre o orifcio de sada e o orifcio de entrada ocorre porque ao tempo de sada o projtil alm de apresentar menor energia cintica, perde as impurezas no percurso ao passo que adquire material orgnico, tendo, assim, maior capacidade dilacerante do que perfurante e uma eventual mudana de direo. A diferenciao entre ambos os orifcios de fundamental importncia para o estudo da natureza jurdica do evento, pois esta diferenciao que fornecer os subsdios para o estudo da direo do disparo, entre outras coisas.

Figura Orifcios de sada Fonte: www. Podem ocorrer por energia trmica, radioatividade, eletricidade, presso atmosfrica, som ou luz. Energia Trmica so modalidades o frio, o calor e a oscilao de temperatura.

Polícia Civil de Minas Gerais – Perito

A exposio difusa pode ocorrer de duas maneiras: a insolao e a intermao. A insolao proveniente do calor ambiental, sendo uma perturbao decorrente da exposio direta e prolongada aos raios solares, ocorrendo em locais abertos ou confinados. Os principais sintomas so: pele quente e avermelhada, pulso rpido e forte, dor de cabea acentuada, sede intensa, temperatura do corpo elevada, dificuldade respiratria, inconscincia.

A intermao decorre do excesso de calor em locais mido e no arejados. Os principais sintomas so dor de cabea e nuseas, palidez acentuada, sudorese, pulso rpido e fraco, temperatura corporal ligeiramente febril, cimbra no abdmen ou nas pernas, inconscincia.

Podem ser de maior ou menor extenso, mais ou menos profundas, infectadas ou no, advindas das aes da chama, do calor irradiante, dos gases superaquecidos, dos lquidos escaldantes, dos slidos quentes e dos raios solares.

As leses produzidas so de natureza local e geral, cuja gravidade depende de sua extenso e profundidade. A gravidade de uma queimadura diretamente proporcional ao tempo e a intensidade do agente agressor em contato com a pele, podendo apresentar-se de natureza acidental, homicida, suicida e em dissimulao de crimes.

Em Medicina Legal as classificaes das queimaduras so feitas considerando a profundidades das leses, enquanto que na rea clnica a classificao feitas na rea corporal atingida. Segundo Hoffmann a classificao das queimaduras feita em quatro nveis, mostrados a seguir: Primeiro grau - Presena de eritemas simples.

Neste caso somente a epiderme afetada pela dilatao capilar, com sinais vermelhos que cobrem a epiderme, devido congesto da pele. A pele conserva-se ntegra, sem cicatrizes, apenas descamao dos planos mais superficiais da epiderme. Devido natureza avascular da epiderme, no ocorre sangramento. Como o eritema representa uma reao vital, as queimaduras de primeiro grau no se evidenciam no cadver.

Alm do eritema apresentam leses denominadas de flictenas, que so vesculas que suspendem a epiderme, resultando num lquido que varia de colorao lmpida a amarelo claro, seroso, constitudo por cloretos, albumina e leuccitos, podendo ser formadas tanto no vivo quanto no morto.

So produzidas geralmente por chamas ou slidos superaquecidos, seguindo com a coagulao necrtica dos tecidos moles, chegando atingir os planos musculares. So menos dolorosas em virtude da destruio dos corpsculos sensveis da epiderme, com feridas abertas, com formao de placas de colorao acastanhada ou cinza-amarelada. A cicatrizao lenta, com cicatrizes proeminentes. Podem ser locais ou generalizadas, podendo atingir todos os planos teciduais e sseos. A carbonizao generalizada apresenta uma reduo do volume do corpo por condensao dos tecidos.

Ocorre fratura ssea, principalmente dos ossos longos, alm de retrao tecidual, com flexo dos braos e pernas, tomando o corpo a posio de lutador boxer , posio essa explicada pelos leigos como o desespero da vtima surpreendida pelo fogo.

A ao geral do frio leva alterao do sistema nervoso, sonolncia, convulses, delrios, perturbaes dos movimentos, congesto ou isquemia das vsceras. Os principais vestgios no periciado so: conservao da postura que antecedeu a morte, rigidez precoce e intensa, pele anserina, edema em todo segmento superior do corpo, flictenas difusas e necroses de extremidade.

Nos casos de ao local, podem ocorrer leses denominadas geladuras, que podem ser classificadas como: Primeiro grau Segundo grau Terceiro grau Caracterizado pela palidez cutnea ou rubefao local e aspecto anserino da pele. Presena de eritema e formao de bolhas ou flictenas de contedo claro e hemorrgico. Presena de necrose dos tecidos moles com formao de crostas enegrecidas, aderentes e espessas.

Quarto grau Formao de gangrena ou desarticulao. Figura Geladura ao do frio 6. Na asfixia, o oxignio presente nos pulmes consumido e o gs carbnico que vai se formando acumulado. No h sinal patognomnico de asfixia. Nas asfixias mecnicas so estabelecidas quatro fases distintas: 1 Fase fase cerebral Nesta fase ocorre o surgimento de enjoos, vertigens, ofuscamento da viso, zumbidos, pulso acelerado, sensao de angstia, respirao profunda e cianose.

Sinais cadavricos das asfixias em geral Quando os corpos de indivduos asfixiados so encontrados sinais que esto presentes. Sinais externos a Manchas de hipostases so abundantes, com colorao escura, podendo varia a cor nos casos de asfixia por monxido de carbono.

Figura Manchas hipostticas b Congesto da face um sinal mais constante, alcanando maior frequncia em tipos especiais de asfixias, principalmente na compresso torxica. Nas mucosas so encontradas mais na conjuntiva palpebral e ocular e nos lbios. So causadas pela rotura dos vaos, com impregnao de sangue nas malhas dos tecidos. Podem ser de colorao rsea nos cadveres submersos, vermelho-vivo nos indivduos colocados em ambientes de gases no respirveis e escuro nas demais.

Na asfixia o sangue escuro e por isso que ocorre um arroxeamento do corpo de forma mais ntida. Figura Projeo de lngua enforcamento f Exoftalmia projeo do globo ocular para fora de sua rbita. Sinais externos a Equimoses viscerais tambm chamadas de manchas de Tardieu, localizadas principalmente nos sulcos interlombares e bordas dos pulmes, no pericrdio e pericrnio. So manchas violceas, de nmero variado, em formato arrendondado, que recobrem a superfcie da pleura, vsceras ocas ou mucosas. Figura Equimose visceral mancha de Tardieu b Aspecto do sangue o sangue escuro e lquido, exceto nas mortes por monxido de carbono sangue vermelho vivo e nos afogados sangue rseo.

A classificao das asfixias feita por diversos autores, em diversas maneiras. Umas das classificaes feita por Afrnio Peixoto, onde as asfixias so descritas em trs grupos distintos. Asfixia em ambientes por gses irrespirveis: a. Confinamento; b. Asfixia por monxido de carbono; c. Asfixia por outros vcios de ambientes; B.

Obstaculao penetrao do ar nas vias respiratrias a. Sufocao direta obstruo da boca e das narinas pelas mos ou das vias respiratrias inferiores; b. Sufocao indireta compresso do trax ; C.

Transformao do meio gasoso em meio lquido afogamento ; D. Transformao do meio gasoso em meio slido ou pulverulento soterramento. Constrio passiva do pescoo exercida pelo peso do corpo enforcamento ; B. Constrio ativa do pescoo exercida pela fora muscular estrangulamento. A causa pode ser acidental, suplcio, homicida ou suicida, sendo esta a mais frequente. Os laos que apertam o pescoo podem ser de vrias naturezas: - Duros, moles e semi-rgidos; - Com volta nica ou mltiplas voltas; - N corredio, fixo ou sem n.

Nos laos duros podem utilizados cordes, correntes, fios eltricos, arames, cordas, ramos de rvore.

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Nos laos moles, lenol, gravata, cortina. Nos semirgidos, cinto de couro. Em relao quantidade de voltas que envolvem o pescoo, pode haver inmeras voltas, sendo o mais comum a presena de apenas uma volta. A morte por enforcamento pode surgir rpida ou tardiamente, dependendo das leses locais ou a distncia. Apresenta fenmenos divididos em trs perodos: Inicial: sensao de calor, zumbidos, sensaes luminosas visuais e perda da conscincia.

Segundo: excitabilidade corporal e convulses. Terceiro: sinais de morte aparente at morte real. Caractersticas do cadver: cabea voltada para o lado contrrio ao n, face branca. Rigidez cadavrica tardia a rigidez do corpo mais demorada , manchas de hipstase na metade inferior do corpo, equimoses post mortem.

Sinais externos a Sulco tpico oblquo de baixo para cima e de diante para trs : sulco a regio do. Pode ser contnuo ou ter uma interrupo pode ser interrompido ou no , varivel segundo a regio do pescoo. Normalmente se torna interrompido no ponto correspondente ao n.

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Figura Sulco tpico enforcamento b Profundidade e colorao variveis, com bordas e fundo apresentando diferentes sinais: mais profundo na regio do pescoo e tem colorao diferente amarelo ou vermelho. A superfcie do sulco totalmente uniforme, e a sua profundidade varivel, dependendo do tipo de material utilizado. Sinais internos Esses sinais so dependentes do mecanismo e das foras aplicadas sobre os rgos.

A causa jurdica do estrangulamento na maioria das vezes o homicdio, acidente ou suicdio em casos em que a vtima faz um torniquete ou outro artifcio que mantenha a presso do lao.

Da mesma maneira que o enforcamento pode um lao mole leno, gravata , semiduro cinto, corda ou duro arame, fio eltrico. O lao acionado em torno do pescoo em forma de ala, e movido pela fora muscular do autor, alcanada toda a circunferncia do pescoo. H casos em que o estrangulamento atpico, em que o lao passa pela parte anterior do pescoo da vtima, sendo ele puxado s costas do agressor.

Outro caso atpico quando o lao passa pela parte anterior do pescoo e a vtima atrada fora contra grades ou arrastada.

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Nesses casos, o sulco oblquo, descontnuo e supra-hiideo. O sulco no estrangulamento horizontal, contnuo e tem profundidade uniforme em toda volta do pescoo, podendo ser nico, duplo ou mltiplo.

Outro caso de estrangulamento o golpe de gravata, em que a constrio pescoo se d pela ao do brao e do antebrao sobre a laringe, causando ocluso das vias respiratrias ou da obstruo da circulao das cartidas. Pode-se ainda ocorrer o estrangulamento atravs da presso de alguns objetos, como cassetete e basto, sobre o pescoo, verificando nesses casos grandes leses externas como equimoses e escoriaes e internas como fratura dos anis da traquia e da laringe.

Os principais sinais apresentados pelas vtimas de estrangulamento so:. Sinais externos - Face tumefeita e violcea devido obstruo quase sempre completa da circulao. Sinais internos - Leses da laringe. Podem ser utilizados tambm pelo autor o cotovelo, perna ou o p, sempre com superioridade de fora ou qualquer outro meio que impea a resistncia da vtima.

O mecanismo de morte, se deve principalmente a asfixia pela obturao da glote, graas projeo da base da lngua sobre a poro posterior da faringe. So importantes tambm os efeitos decorrentes da compresso nervosa do pescoo, levando ao fenmeno de inibio. Sinais externos a distncia - Congesto da face e das conjuntivas, face violcea ou plida, pontilhados hemorrgicos.

Sinais externos locais - Os mais importantes so os produzidos pela unha do agressor, teoricamente de forma. Se o criminoso destro, aparecem essas marcas em maior quantidade no lado esquerdo do pescoo da vtima. Em alguns casos, podem surgir escoriaes de vrias dimenses e sentidos, devido s reaes da vtima ao defender-se. Finalmente, as marcas ungueais podem estar ausentes se o agente conduziu a constrio do pescoo protegido por objetos, como por exemplo, lenis, leno, toalhas e luvas.

Sinais locais profundos leses internas - Infiltraes hemorrgicas das estruturas profundas do pescoo. SUFOCAO A sufocao um tipo de asfixia mecnica produzida pelo impedimento da passagem do ar respirvel pro meio direto ou indireto de obstruo. Por meio direto ocorre ocluso dos. A natureza jurdica da sufocao pode ser acidental por exemplo, ocorre em recmnascidos que, dormindo com as mes, so sufocados por estas ou por panos que se encontram sobre o leito , homicida ou suicida o paciente coloca sobre o corpo e a cabea cobertores, panos, etc.

Sufocao direta A sufocao direta apresenta as seguintes modalidades: - Sufocao por ocluso da boca e das fossas nasais: utilizada para dificultar, interromper ou impedir a entrada de ar nos pulmes.

Outro modo a utilizao de sacos plsticos envolvendo a cabea e presos ao pescoo, levando a uma morte rpida. Os principais sinais encontrados na sufocao so:. Sinais locais - marcas ungueais em redor dos orifcios nasais nos casos de sufocao pelas mos,. O pontilhado apresenta-se na face e no pescoo, acompanhado de cor violcea da face e congesto ocular. Sinais internos - Espuma da traquia e da laringe, petquias pulmonares internas e freqentes, enfisema.

Sufocao indireta ou passiva a asfixia mecnica em que a morte sobrevm por impedimento respiratrio devido. Dessa compresso resulta a impossibilidade do trax realizar sua expanso. Com isso o organismo no pode exercitar o mecanismo fisiolgico da respirao. A natureza jurdica mais comum a acidental, e raramente homicida. Em geral, em adultos a sufocao apresenta-se associada a outra forma de violncia. As principais leses so conseqentes do traumatismo externo torcico, como fraturas costais, hemorrgicas, compresses pulmonares e cardacas.

Vale a pena destacar que no soterrado sempre so encontradas leses traumticas de vrias espcies, causados tambm pelo desabamento ou desmoronamento, muitas delas capazes de produzir a morte ou contribuir para tanto.

Figura 39 Asfixia por soterramento 6. O afogado pode ser vtima de acidente, suicdio, homicdio e raramente infanticdio, sendo a causa homicida a mais rara. A causa acidental a mais comum, uma vez que os indivduos penetram em guas profundas ou no sabem nadar, ou por imprevistos como convulso, luxao e traumatismo na cabea. A morte por afogamento apresenta trs fases distintas: Fase de resistncia ou dispnia: presena de apneia voluntria lcida e com reflexos preservados, ou seja, conscincia lcida.

Fase de exausto: nesta fase h a presena de dispnia com inspiraes profundas e expiraes curtas, causadas pela reduo de oxignio e aumento de gs carbnico, ocorrendo entrada de gua nos brnquios e bronquolos. Fase de asfixia: ausncia de respirao e reflexos, perda de sensibilidade, convulso, morte. Sinais cadavricos nos casos de afogamento Leses externas - Hipotermia - Pele anserina - Rigidez precoce - Temperatura da pele baixa - Retrao do mamilo, escroto e do pnis - Macerao da epiderme - Tonalidade vermelha dos livores cadavrico - Cogumelo de espuma - Projeo da lngua - Eroso dos dedos - Presena de corpos estranhos sob as unhas.

Modificada Leses internas - Presena de lquidos nas vias respiratrias. Quando a queda atinge, sobretudo as extremidades superiores, ocorre a integridade da pele com fraturas cominutivas extensas no crnio. Quando o trauma atinge as extremidades inferiores h a presena de fraturas de pernas e braos. Quando laterais, fraturam dos arcos costais e de rgos internos. A morte provocada por precipitao, seja da janela do alto de um edifcio, de um terrao ou sacada, seja de uma ribanceira, apresenta srios obstculos para a determinao de sua causa jurdica, isto , para que se verifique se trata de homicdio, suicdio ou acidente.

A natureza jurdica pode ser acidental, homicida ou suicida. O mais comum o suicdio, onde normalmente encontra-se uma distncia entre o local de impacto no cho e o ponto de lanamento maior, dado o impulso exercido pela vtima. Em casos de homicdios, os impulsos so passivos, provocados por outras pessoas e tambm com distanciamento entre a localizao do corpo e seu ponto de precipitao, apresentando trajetria oblqua.

Nos acidentes, a distncia do corpo menor, precipitando quase por deslizamento, o corpo sofrer precipitao em sentido quase que perpendicular em relao ao ponto final de repouso, ficando os pontos inicial e de repouso pouco distanciados. Investigao da paternidade e maternidade. Aspectos mdico-legais do DNA. So Paulo, cone, Balstica Forense. Monografia Jurdica.

Universidade Catlica de Gois, Prova Pericial. Edipro Edies Profissionais Ltda. So Paulo, Grfica e Editora Universal. So Lus, Fundamentos da Percia Criminal. Editora Bookseller. Editora Cientfica Ltda, 1 Ed, Dissertao de Mestrado.

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As manchas de sangue como indcio em local de crime. Criminalstica - Tratado de Percias Criminalsticas. Editora Millenium. Criminalstica para Concursos. Editora AB. Noes de Criminalstica. Apostila para curso de formao. Criminalstica e Investigao Criminal. Unisul, Percia criminal: uma abordagem de servios. Balstica Forense - Aspectos Tcnicos e Jurdicos. Tratado de Percias Criminalsticas Balstica Forense. Porto Alegre: Sagra Luzzatto, p. Conscientizao sobre o local de crime e as evidncias materiais em especial para pessoal no-forense.

New York. Temas Fundamentais de Criminalstica. So Paulo: Sagra Luzzato, O operrio sofreu uma queimadura de: a primeiro grau b segundo grau c terceiro grau d quarto grau 2- Ensandecido pelo cime, Paulo cravou o punhal no perito de Ana, transfixando-lhe o corao.

A infeliz personagem foi ferida por instrumento: a perfurante b cortante c perfurocortante d perfuroinciso 3- Uma criana morreu asfixiada por um caramelo que lhe obstruiu a traquia. Verificou-se, portanto, um caso de: a sufocao direta b afogamento c esganadura d confinamento. O primeiro policial que chega ao local do fato deve efetuar busca em qualquer veculo que esteja relacionado com o crime, sem esperar a concluso dos trabalhos periciais.

A coleta dos indcios, no local de crime, deve ocorrer aps a tomada das fotografias. Policiologia e Polcia Cientfica so dois outros nomes pelos quais se conhece a Criminalstica.

Quais as caractersticas observadas no orifcio de entrada do projtil? O perito conclui que se trata de mordedura.

As feridas produzidas por mordedura causada pela arcada dentria humana se classificam como: a perfurocontusa b contusa c cortocontusa d perfurocortante e cortocontusa Acerca das mortes causadas por asfixia por constrio cervical, assinale a alternativa correta.

A viatura deve ser estacionada o mais prximo possvel do cadver para facilitar o trabalho dos peritos, nos casos de homicdio. O policial, para verificar se a vtima tem sinais vitais, deve se aproximar por um caminho e se afastar por outro, de modo a garantir a integridade e preservao dos indcios. A alternativa que contm a seqncia correta, de cima para baixo, a: a V V V b F F F c V F V d F V F e V V F Equimoses, escoriaes ou hematomas so frequentemente observados em feridas: a incisas b perfuroincisas c contusas d punctrias O material de trabalho da criminalstica, o seu objeto de estudo, so os vestgios materiais encontrados na cena do crime, os quais o perito criminal os descobre, coleta, estuda e os interpreta.

O Perito parte de um local esttico e pela leitura dos vestgios reconstri a dinmica do evento, assinalando os instrumentos e objetos utilizados e determinando suas posies e devidas participaes; c Trabalhar para a identificao da vtima; d Trabalhar os vestgios recolhidos para a identificao dos autores e co-autores, apenas de forma real nunca de forma presumida , demonstrando materialmente por meio de provas tcnico cientficas, o grau de participao de cada um deles.

Assinale a alternativa que apresenta a seqncia correta na coluna da direita, de cima para baixo: a 2, 4, 3, 1 b 4, 2, 1, 3 c 4, 1, 3, 2 d 3, 1, 2, 4 e 3, 4, 1, 2 Em uma percia de leses corporais, o perito descreve algumas leses na etapa da descrio do exame pericial: 1 - Escoriao de 1 cm , linear, na regio malar direita.

A respeito do laudo, numere a coluna da direita de acordo com sua correspondncia com a da esquerda: 1 escoriao 2 ferida puntria 3 ferida cortocontusa 4 ferida incisa instrumento cortante instrumento contundente instrumento perfurante instrumento cortocontundente.

No jargo criminalstico, no entanto, possuem particularidades. Assinale a alternativa correta acerca desse assunto. Estes so submetidos a processos objetivos de triagem e apurao analtica dos quais resultam poucas informaes que no auxiliam os peritos na produo de sua convico a respeito do local de crime. O prprio radical latino index, por si s, tem sentido de aquilo que indica. A documentao dos procedimentos de custdia no garante a responsabilizao e a rastreabilidade da prova, da sua pequena importncia.

Entretanto, os procedimentos de custdia no devem se resumir a um documento. Se a alterao se deu de forma parcial, o local do crime ser considerado idneo. Por exemplo, o crime de homicdio foi praticado em um local, mas o cadver foi deixado em outro.

O primeiro apresenta elementos sinalticos que constam de sulco nico, com profundidade varivel e direo oblqua ao eixo do pescoo; no segundo, os sulcos so duplos, de profundidade constante e transversais ao eixo do pescoo; no terceiro, em vez de sulcos, havia equimoses e escoriaes nos dois lados do pescoo. Tambm importante procurar vestgios deixados pelo tiro nas mos da vtima. Considerando esses procedimentos, analise os exames abaixo. II Avaliao do nmero de tiros efetuados que atingiram a vtima.

III Avaliao da natureza transfixante dos tiros. IV Avaliao da orientao dos tiros. V Avaliao da diagnose diferencial de suicdio ou homicdio. Quais avaliaes so auxiliadas pelos procedimentos citados no enunciado? II Qualificar o fato delituoso se constatada a infrao penal. III Perenizar e legalizar o estado do local e dos vestgios materiais e suas posies relativas.

IV Recolher os vestgios materiais que necessitem de posterior estudo de laboratrio. Quais esto corretas? Assinale a alternativa cujas palavras preenchem corretamente as lacunas da frase acima. II a cincia que estuda as leses corporais, visando a diagnosticar se ocorreu homicdio, suicdio ou acidente.