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Continuo a atrapalhar-me. Por que nós dois somos assim, Lee? E quando a aspereza da tua língua sacana me invade uma vez mais, novamente, por um segundo, eu esqueço. Sou a oitava pessoa. Vou contar-te.

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De fato, virou. Ficamos apreensivos e resolvemos pedir encarecidamente aos sentenciados que subissem para as galerias, de modo que a gente pudesse trancar a gaiola de entrada do térreo. Soltos nos andares, os presos tomaram a providência característica dos momentos de crise: desentocaram as facas.

Se a polícia entrar, vai morrer muita gente, inclusive nós. Vamos trocar uma ideia. Vamos morrer feito frango empoleirado no galinheiro. Naquele estado de ânimo, todos falavam ao mesmo tempo. Se tivessem que morrer, seria lutando, vociferavam os mais exibidos. Pela primeira vez na carreira, achou que podia acabar numa poça de sangue na galeria.

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A noite começava a cair. Osmar ficou surpreso: — Invadir o Nove no escuro! Os cara perderam a cabeça, mano. Por volta das oito da noite, as balas silenciaram. Duas horas mais tarde, caiu uma chuva torrencial. Carcereiros Desde pequeno sou fascinado por cadeias. Quarenta anos mais tarde voltei a vê-lo em vídeo: as cenas me eram de tal forma familiares, que eu era capaz de me antecipar às falas dos personagens. Com o passar dos anos, fiz amigos entre eles, alguns dos quais se tornaram íntimos.

A primeira foi o exercício da medicina.

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A segunda foi por iniciativas menos nobres. Dava gosto trabalhar. Os tempos eram outros, e os costumes estavam mudados. É mais ou menos como nas salas de aula, nas quais os alunos mais bagunceiros procuram sentar longe do professor. Fiquei menos de um ano no atendimento dos presos do cdp. Talvez devesse me conformar — da mesma forma que os homens, as cadeias se transformam com o passar do tempo. Uma crise inesperada mudou o rumo dos acontecimentos.

Era evidente que se tratava de um plano orquestrado por um comando central empenhado em desafiar as autoridades e amedrontar a sociedade. Finalmente, em maio de , grupos armados incendiaram ônibus, assassinaram policiais e carcereiros e disseminaram o pânico pela cidade.

Quando escureceu naquela segunda- feira, andei pelas ruas do centro sem encontrar vivalma. No balanço final, muitas mortes. Lourival Gomes, homem com muitos anos de serviços prestados ao Sistema, respeitadíssimo pelos colegas, que eu conhecia desde o Carandiru. Dias mais tarde fui chamado. A princípio estranhei. No conjunto, recebi muito mais do que poderia valer o tempo dedicado a esse trabalho. Neste livro, escrito treze anos mais tarde, tentarei fazê-lo da perspectiva dos homens que passam a vida a vigiar prisioneiros.

Respondeu que sim e acrescentou: — Sabendo levar, a vida é uma festa maravilhosa. Com ar resignado, ele explicou que um rapaz recém-contratado havia sido surpreendido com cem gramas de cocaína. Estava cor de cera no meio dos colegas que lhe dirigiam impropérios.

Ele acrescentou como se pensasse em voz alta: — O problema é que essa juventude quer tudo de uma vez. Com o diploma arranjou emprego nas instalações do Senai, na avenida Paulista. O ano de , em que completou 35 anos, foi o mais infeliz de quantos viveu: dois de seus meninos mais novos morreram de pneumonia quase ao mesmo tempo; um tinha seis anos e o outro três. Menos de um mês mais tarde, o filho mais velho, que acabara de completar doze anos, estava brincando com uma bola de basquete no quintal, quando caiu desacordado.

De madrugada, o garoto faleceu. O neurologista disse que provavelmente se tratava de hemorragia cerebral, diagnóstico que só a autópsia poderia confirmar.

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Mesmo assim, fiz o jardim até as nove da noite; só no dia seguinte pude buscar meu filho no iml. Dez dias depois desse episódio, foi chamado à sala do diretor, que falava com a esposa no telefone quando ele entrou.

Terminado o telefonema, o homem levantou e disse que conversaria com ele mais tarde, porque precisava levar a filha ao dentista. Na chefia, resolvia pessoalmente as ocorrências mais graves. Respeitado por honrar a palavra empenhada, tinha regras claras para discernir o momento de favorecer, o de punir e o de perdoar. Depois de fazer um buraco de quase um metro de profundidade, resolveu abrir outro ao lado. Mais para a direita. Fura mais. A variedade dos aspectos físicos é enorme: vai dos baixos e magros aos de porte avantajado, que, embora nem sempre sejam altos, têm força para agarrar boi bravo pelos chifres.

O tipo forte e rude predomina entre os mais velhos, contratados num tempo em que as cadeias eram tocadas na base do enfrentamento. Entre eles, José Carlos Cecílio: — Sempre me interessei pelo mundo do crime.

Geralmente educados por pais severos que lhes impuseram princípios rígidos de comportamento, cresceram nos mesmos bairros periféricos de onde provêm os marginais. O chefe sorriu: — Veio pedir ajuda, playboy? A gente corre risco de morrer nesse lugar, para ganhar essa miséria? Usa a cabeça, compadre. O colega que usava a cabeça trilhou o caminho oposto ao desses ensinamentos, até ser surpreendido na sala de Revista com cinco maços de dinheiro atados à parte interna do cinto.

Dos subordinados exigia respeito, barba feita e pontualidade britânica, embora chegasse tarde e saísse mais cedo, porque à noite trabalhava como segurança numa casa de jogos clandestina. A oportunidade veio a cavalo. Dirigiu-se à salinha da chefia e mandou reuni-los. Pago para ficar. Juan explicou que impedir a transferência estava fora de seu alcance. Enquanto os transferidos se enfileiravam para ouvir as orientações, criou coragem e fez um sinal nervoso para o chefe, que levantou e veio até ele com cara de pouquíssimos amigos: — Fala.

Tomara que seja importante. O rapaz tranquilizou-o. Mandei o cara subir por conta própria, que eu esperava no ponto de ônibus. O outro insistiu que fossem juntos, era mais perigoso um estranho ficar sozinho naquele local do que subir acompanhado por um morador.

Passou quase uma hora, e nada. Pensou na mulher e no filho; quanta ingenuidade meter-se numa enrascada daquelas sozinho e desarmado. Os três se detiveram a poucos metros dele. Ao ouvir o nome do prisioneiro, o gordo perguntou como era ele e onde estava preso.

Diz pra ele que o Latrô mandou considerações. O chefe contou o dinheiro e separou quinhentos: — É seus. Na época do Império, o aprisionamento dos que desobedeciam à lei era responsabilidade do poder municipal.

Só em surgiu a primeira cadeia edificada especificamente para esse fim. Foi instalada no térreo do sobrado em que funcionava a Câmara, local onde se reuniam os vereadores sob a presidência do juiz. Os presos eram levados para o andar superior, descendo por alçapões para as celas, numa das quais, sem abertura para o exterior, ficavam os que tinham cometido delitos mais graves e aqueles que seriam submetidos a torturas.

Chamou o rapaz para uma conversa particular em sua sala. Chegou aos meus ouvidos uma história escabrosa. O estuprador quis negar, mas o diretor tinha levantado todos os detalhes do crime: hora, lugar, nome da vítima, quem foram as testemunhas e a pena imposta pela juíza.

O que o senhor quer que eu faça? Depois de tudo o que você aprontou, preciso refletir se eu quero você vivo.

Alcaguetagem no mundo do crime é falta gravíssima, passível de pena capital. Hoje diretor-geral de uma das unidades do cdp Pinheiros, Guilherme ainda conserva um caderno de capa preta com os códigos que cada informante usava para comunicar-se com ele por meio de bilhetes anônimos: uma casinha, um círculo cortado ao meio, um cometa, um trilho de trem, ordenados ao lado do nome e da matrícula do delator, para que este pudesse ser identificado.

Uma pergunta mal endereçada, uma palavra a mais, um olhar bisbilhoteiro ou a simples ameaça de um movimento em falso pode despertar desconfiança entre os investigados e pôr tudo a perder. Todo cuidado é pouco para preservar a vida do informante e elaborar a estratégia para o bote inesperado em cima dos contraventores.

Comprido e desajeitado, sua magreza franciscana contrastava com o físico compacto dos outros dois, fortes como touros. Encurralados na salinha, os três jogaram o corpo contra a porta para deter os inimigos que tentavam arrombar a fechadura a pontapés. A fragilidade do material foi incapaz de resistir à passagem da lâmina afiada que a trespassou até chegar ao cabo.

A primeira facada foi seguida de muitas outras. A desigualdade da luta demandava esforço extremo. Calma era justamente o que faltava aos meninos decididos a matar a pessoa errada. O bisel afiado penetrou fundo logo abaixo da clavícula.

Em vez de intimidar os três, o sangue que jorrou lhes deu mais energia. O expediente permitiu que se afastassem da zona de maior perigo, mas o alívio durou pouco, porque o compensado começou a rachar verticalmente de cima para baixo.

A resistência chegava ao fim. O diretor de Disciplina largou a escrivaninha, trepou numa cadeira e alcançou o revólver que o colega lhe passava através das grades da janela, que ficava no alto da sala. O tiro ecoou seco, atravessou a rachadura e arrancou reboque do teto do lado oposto. Os três saíram da sala. O preso que escapara da morte foi levado com pressa para lugar seguro. Os degraus estavam atapetados de havaianas que os rebelados perderam na correria. Trazido à presença do diretor, o líder do ataque cometeu a imprudência de perguntar com sorriso insolente: — Algum problema, chefia?

Branco de ódio, Florisval avançou contra ele aos socos e pontapés. Tinha a camisa ensopada e o rosto lavado de suor. Acho que eu ia matar esse cara. Praticamente todos os guardas de presídio eram pessoas com bons antecedentes, que levavam vida pacata nas ruas dos bairros em que viviam. Hulk foi o carcereiro mais forte que conheci.

A figura imponente ocupava a moldura inteira da porta. Nada mais semelhante à imagem dos bois a caminho do matadouro.

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Parei a seu lado enquanto os presos seguiam caminho. A fila estancou. Atrasa a vida do sentenciado mais que uma surra de pau. Sem os préstimos de advogados particulares, privilégio raro, podiam mofar durante anos nessas condições.

A precariedade das instalações era fonte permanente de desentendimentos, revoltas, mortes e tentativas de fuga. Numa época em que reprimir com violência fazia parte da rotina nas prisões, os colegas que trabalhavam em outras unidades diziam que o lema da turma do Hipódromo era bater antes para perguntar depois. Tinha o rosto inchado e o corpo coberto de manchas roxas, queimaduras com ponta de cigarro e cortes de faca, sequelas da luta travada com os quatro companheiros de xadrez, na tentativa infrutífera de evitar o estupro coletivo.

Sem dizer uma palavra, retirou os dois que estavam mais próximos da porta e fechou o cadeado. Na salinha do térreo, perguntou ao mais gordo e ao magrinho o que tinha acontecido: — Nada — respondeu o mais entroncado. Antes que recuperasse o fôlego, veio o segundo na ponta do queixo.

Voaram dois cacos de dente. Arrastou pelos pés até a sala ao lado os corpos inertes, deixou-os aos cuidados de um colega perplexo e subiu para buscar os que faltavam. Foi embora a pé. Quando chegou em casa, a esposa estranhou a fisionomia carregada, o resto de comida deixado no prato, a mudez e o desinteresse pelas crianças. Bando de covardes, cheios de coragem na hora de abusar do adolescente indefeso, degenerados capazes de se excitar sexualmente diante de um menino ensanguentado mas que tremiam de medo na frente de um homem disposto a arrebentar-lhes a cara.

Arrependeu-se de haver feito pouco, devia ter batido com mais força, gente perversa como aquela merecia desaparecer da face da Terra. Sem se dar conta, virou uma espécie de justiceiro interno, cada vez mais seguro de que devia impor seus conceitos de certo e errado, de crime e castigo.

Fiquei de um jeito que batia em um porque havia feito, em outro porque deixou de fazer. Só se esconderam no xadrez de algum laranja. Quem deve saber é o carequinha que mora naquele que os senhores quebraram. À noite, Hulk juntou duas escrivaninhas, colocou entre elas uma barra de ferro e mandou trazer o carequinha. Aí você descansa quinze minutos para refletir.

E, assim, vamos de dobro em dobro até você entregar. Hulk se aproximou com voz paternal: — Tem quinze minutos para pensar na vida, meu filho. Daqui a pouco eu volto, para te pendurar por mais dez, contra minha vontade.

Deixou-o sob a vigilância do colega e saiu da sala. Largou o telefone e subiu correndo. No xadrez indicado, um rapaz bem jovem tinha pendurado na grade da janela uma corda improvisada com arame e tiras de cobertor e enlaçara o pescoço, porém titubeava para encolher as pernas e deixar o peso do corpo cair no laço fatal.

Ele conhecia o moço, era o mesmo que dias antes tivera um ataque de pânico na cela que dividia com mais oito. A providência tomada deixou-o com remorso: — É de bem-intencionados assim que o inferno anda cheio, pensei naquela hora. Melhor ter ataque no meio dos outros do que morrer enforcado, sozinho. Perguntou a idade do suicida: — Dezenove. Agarra firme, ninguém vai te fazer mal. E nada da chave: — É todo mundo surdo aí embaixo?

Eu aqui nesse sufoco. Traz a porra da chave, caralho. Quando, finalmente, o molho de chaves chegou e a porta foi aberta, Hulk tirou o laço do pescoço do rapaz e lhe deu um abraço forte. Choraram os dois. Prefere falar ou ver o mundo de cabeça para baixo? Cada um que aprendesse por conta própria. O quinto andar do Cinco estava dividido em três setores: o Amarelo, o Amarelinho e a Psiquiatria. A ala do Amarelo era ocupada pelos condenados à morte, prisioneiros que de alguma forma haviam infringido as leis draconianas do mundo do crime: delatores, dependentes de droga endividados, ladrões que fugiram com o produto do roubo sem dividi-lo com os comparsas, estupradores, traficantes que se apropriaram da droga alheia, conquistadores que se tornaram amantes de mulheres com maridos ou namorados presos.

Conheci esses setores em minha primeira visita ao presídio, guiada por Florisval, na época diretor de Disciplina. A experiência foi inesquecível. As manchas enfileiradas que as cabeças dos presos deixavam ao encostar na parede. Alguns, apelidados de morcegos, instalavam redes que lhes permitiam pairar acima dos demais. Ninguém se moveu. Um personagem felliniano, bem alto e magro, sem dentes na frente, com orelhas de abano e os olhos assimétricos, pediu com voz rouca: — Faz uma força, seu Florisval, arranja um bonde para outra cadeia.

Ói o esgano que nós estamos. Nas celas dos dms o ambiente era ainda mais desolador. Todos recebiam praticamente os mesmos remédios, administrados por um preso que fazia o papel de enfermeiro. Na hora de abrir, a mesma coisa no sentido inverso. Era, porque a rotina ficava por conta dos próprios presos, comandados por três deles: Nardo coordenava o Amarelinho, Dilmo a Psiquiatria, e Felizardo o Amarelo.

Para punir o diretor administrativo que fizera a mudança em desrespeito à hierarquia, o diretor-geral transferiu os que trabalhavam de dia para a noite e vice-versa. Azar de quem ocupava as celas disciplinares do térreo do Cinco, em que cumpriam a pena-castigo os infratores das regras internas de disciplina. Quinze dias mais tarde, o diretor-geral ordenou que voltassem para o período diurno. O diretor disse que um filho desnaturado como aquele merecia sofrer.

Deixou o cara sozinho num xadrez, completamente pelado, num mês de junho. Logo nos primeiros dias, ao abrir uma das celas da Psiquiatria, Bem Nutrido teve uma surpresa: — O preso tinha enchido o cadeado de merda.

Depois, raciocinei: vou segurar até o fim. Consciente de seus deveres e respeitador da hierarquia, achou por bem cumprir as ordens dos superiores e seguir à risca as regras locais. Em pouco tempo estava adaptado à nova vida. Nós abrimos o xadrez e sentamos o pau. Nem sabíamos o que ele tinha feito, mas, se o Felizardo falou Zé Montanha Anos mais tarde, Bem Nutrido foi nomeado chefe de um dos pavilhões mais movimentados da cadeia, cargo reservado aos mais experientes.

Bem Nutrido perguntou o nome do contraventor. Se der problema, é tudo no meu peito. Vou passar o Natal sorridente. A casa tinha caído mais cedo do que esperava.

Vou falar com ele e volto. O rapaz acalmou-o, insistiu que havia prometido assumir toda a responsabilidade e assim o faria. Bem Nutrido voltou para conversar com o diretor de Disciplina: — Estou amargurado. Nem posso acreditar. O que vamos fazer com o Zé, esse ingrato?

Além disso, gostava dele, era um bom guarda de presídio que passava por um drama familiar. Deixa passar uns dois meses, na manha, que eu te trago de volta. Pesados os prós e os contras, Bem Nutrido acha que o incidente foi bem resolvido. Além do mais, o colega atravessava um momento difícil. Havia descoberto que a mulher se encontrava com um vizinho nas noites em que ele trabalhava como segurança de uma empresa.

Meses mais tarde, ela apareceu na casa da sogra com as crianças e uma mala de roupas. Daí vinha a necessidade da compra dos blocos para construir mais um quarto. Mesmo livre dos filhos, a ex-mulher continuou a receber o dinheiro. Quando entraram na fila, ele atravessou a rua e aguardou até o caixa lhes dar a notícia de que nada tinham a receber. Zé Montanha casou novamente. A batida foi insignificante, mas, ao descerem para verificar o estrago, o bêbado, talvez assustado com o tamanho do oponente, disparou três tiros em seu peito, sem lhe dar tempo para reagir.

Irani Moreira Os colegas dizem que Irani tem mais histórias para contar do que duas manicures juntas. De fato, é um narrador que hipnotiza a audiência. Nasceu no bairro de Santana, na zona norte. O pai, português à moda antiga, cuidou de educar os seis filhos para serem honestos, cumpridores da palavra e respeitarem os mais velhos, princípios que ele considera ter seguido pela vida inteira. Aos dezoito anos conseguiu baixar uma Kombi para prestar serviços à Sabesp. Trabalhava muito, mas ganhava bem, mais até do que os engenheiros da companhia.

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No fim dos anos , quando a empresa decidiu terceirizar o serviço de transporte, Gagaguinho, amigo de infância, sugeriu que prestassem concurso para guarda de presídio. Ele passou nos exames; Gagaguinho foi reprovado na prova oral. Foi meu primeiro professor. Irani diz que com ele aprendeu a mandar e a obedecer. Seu Romeu era rigoroso com a disciplina e a ordem. Logo nos primeiros dias, o jovem Irani foi informado de que o chefe queria falar com ele. Quando o chuveiro calou, seu Romeu saiu nu ao lado de dois presos auxiliares, um deles alto e magro e o outro baixo e careca.

O que fariam elas num xadrez trancado? Com aquele material, alguém tivera a brilhante ideia de construir uma asa-delta para saltar do telhado sobre a muralha, situada num nível mais baixo, plano com pouquíssima chance de dar certo. Diante da massa, ele olhou para o relógio: — Dou três minutos para aparecer o passarinho-voador. Deu trabalho encontrar espaço nas celas de castigo dos demais pavilhões para distribuir quase duzentos homens.

Irani foi junto. Um dos transferidos assumia a responsabilidade pela tentativa de fuga. Em que lugar vim parar? Mano, o bagulho é muito mais louco do que eu pensava.

Alguns meses mais tarde, ouviu dizer que um colega estava contrabandeando droga para dentro do presídio. Foi falar com o acusado.

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Vai se foder junto com ele. Irani explicou que estava tentando corrigir o colega, que morava de aluguel e dependia do emprego para manter os cinco filhos.

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Entendia as dificuldades financeiras do outro, e sentia pena. Por sua causa tive que dar um murro num colega nosso. Irani, entretanto, jamais o perdoou: — Onde ele entrava eu saía.

Nunca mais falei com ele. Ele respondeu que, para entendê-la, era preciso recuar no tempo. Um dos colegas que vocês agrediram trabalhou com a gente. Pode se preparar que o bagulho vai ser mais que doido. Volta e meia o colega que levou o pontapé passa por aqui. De fato, dois ou três dias mais tarde o carcereiro agredido apareceu na cadeia e foi levado para reconhecer o acusado. Na presença dele, sorriu: — Enquanto os outros vieram para cima de nós, esse ficou quieto, na dele, sem sair do xadrez.

Passaram-se os meses. Chegou na cadeia às nove da noite. Foi direto para a sala da diretoria, em que estavam reunidos o diretor-geral e o dr. Um deles era justamente aquele da cicatriz e da tatuagem da caveira que viera transferido. O outro encostou o revólver em sua cabeça: — Olha aqui, chefia, nós tem que ir embora daqui.

Foi como se tivesse falado com um surdo. Que palhaçada é essa? Irani agiu como se estivesse apontada para a parede.

O da arma ameaçou disparar. Precisa ser muito burro ou gostar de morrer para fazer uma besteira dessas. O da arma ameaçou: — O senhor vai. Virou de costas e desceu sem esperar resposta. Na sala da diretoria, dr.

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Irani desceu com os colegas-reféns pela galeria escura sob a mira do revólver e da faca. O silêncio era completo. Irani tranquilizou-os: tinha empenhado a palavra. Segundo ele: — Dava para fazer a barba com ela. Gilson interrompeu o almoço: — Que problema, chefia. O cara ficou louco, mano? Vamos catar ele na marra. Vou terminar o almoço que larguei pela metade. O senhor me transfere para o Quatro?

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