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Bidê ou Balde, Cachorro Grande, Ultramen, e o ex-Replicantes Wander os artistas que comandam o “Acústico MTV – Bandas Gaúchas”. O DVD, além de contar com todas as mesmas músicas do CD (apesar Download. Cachorro Grande é uma banda brasileira de rock and roll formada em Livre e da gravação do Acústico MTV: Bandas Gaúchas, em do álbum Baixo Augusta, a banda decidiu lançar o show em DVD. Download. Acústico MTV: Bandas Gaúchas foi um projeto da MTV Brasil, que reuniu as Bidê ou Balde, esta canção foi excluída de edições posteriores do CD e DVD. 2 de 5 ao álbum, apesar de Ultramen, Bidê ou Balde, Cachorro Grande e Wander.

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Celulares Vivo Voltar Voltar. E os Cachorro também inseriram isso, e eles tinham que carregar isso no show. Existe um preconceito contra o sulista, daí a galera fica meio constrangida de assumir sua raiz. Nintendo DS Voltar Voltar. Deixe seu recado! Neil Young. Senha dos arquivos: brrock. Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre. Siga armazemdamusicabrasileira no Instagram. É errado, mas é cultural. Quando Amanhecer A gente começou meio que dificultando nosso próprio caminho, mas também dizendo pra nós mesmos: se a galera tiver que curtir a gente vai ter que aguentar a gente tocando assim, aquilo era meio a nossa identidade. Deals and Shenanigans. Agora Eu Tô Bem Louco Costa do Marfim. Mundo Diferente. Tempos Modernos - Lulu Santos Ordem e Progresso. Fiquei na lateral esquerda, e de repente Edu K surge correndo no palco, arrancando o microfone do pedestal do Coruja e perdendo o cabo do microfone, ou seja, começou a cantar sem sair som e agarrando o Beto Bruno pelo pescoço. Curtir isso: Curtir Carregando

Cachorro Grande é uma banda brasileira de rock and roll formada em Livre e da gravação do Acústico MTV: Bandas Gaúchas, em do álbum Baixo Augusta, a banda decidiu lançar o show em DVD. Download. Acústico MTV: Bandas Gaúchas foi um projeto da MTV Brasil, que reuniu as Bidê ou Balde, esta canção foi excluída de edições posteriores do CD e DVD. 2 de 5 ao álbum, apesar de Ultramen, Bidê ou Balde, Cachorro Grande e Wander. Paulo Miklos - Vai Acontecer de Novo. Hoje - Paulo Miklos. Cachorro Grande - Acústico MTV Bandas Gaúchas. Acustico MTV - Bandas Gauchas (DVD. Acústico MTV: Bandas Gaúchas foi um projeto da MTV Brasil, que reuniu as bandas Bidê ou Balde, Cachorro Grande, Ultramen e o cantor Wander em um único show, transmitido pela TV e lançado em CD e DVD em Cachorro Grande: banda lança Clássicos, seu 1° disco ao vivo DVDCachorro Grande: MTV vai exibir DVD ao vivo da bandaCachorro Grande: veja capa e Cachorro Grande: audição e download grátis do novo CDCachorro Grande: novo álbumCachorro Grande: evolução sonora evidenteResenha - Acústico MTV .

Nas décadas de e , período em que a Cachorro Grande iniciou suas atividades, consolidaram-se também bandas como Bidê ou Balde, Ultramen, Tequila Baby, entre outras.

Rock é rock em qualquer lugar. Eu chamei ele pra produzir o Costa porque ele é um cara do mundo. Fazer show só pelo Sul e morar em Porto Alegre seria bem mais cômodo. Williams, , p.

Entre eles, Edu K, produtor do disco Costa do Marfim. EDU K, O disco vai influenciar o jeito de a banda compor daqui pra frente. Essas bases eu produzi uma semana antes. Escutei, mexi, fui trabalhando as bases com eles, o mesmo processo que foi pra eles foi pra mim, eu gosto de captar uma espontaneidade, de trabalhar assim.

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Eu tive um controle grande no disco porque eu tava compondo com eles, tudo totalmente livre, mas eu tava ali, direcionando. Muito efeito na voz, muitas texturas. Eu sei onde se pode chegar aqui. Eu to dizendo isso porque eu realmente acredito.

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E ta aí o resultado da Cachorro Grande. E vale o mesmo pra Fresno. Em , voltaram a assinar contrato, permanecendo juntos até os primeiros meses de Essa influência pode ser mediada, indireta, negociada, mas ainda assim é uma influência profunda. No decorrer de sua pesquisa, Cohen desenvolve seções onde explica os métodos envolvidos e o porquê do mapeamento conceitual.

Por isso, e principalmente por fazer uso da etnografia, Cohen foi igualmente importante para a nossa pesquisa na hora de tentar tatear a cena musical de rock de Porto Alegre, a qual discutimos com mais afinco no subtítulo a seguir. Para o sociólogo Anthony Giddens , lugar é um espaço particular, significativo, porque torna familiar para seus participantes algumas referências para sentir e partilhar o mundo, ou seja, lugar é a própria referência que usamos para entender o que envolve a ideia de mundo.

Estes jogos de identidades também fazem parte do cerne desta pesquisa. STRAW, STRAW, , p. Assim, o desafio da pesquisa, para nós, é reconhecer o estilo esquivo e efêmero das cenas, reconhecendo o seu papel produtivo — e até mesmo funcional — na vida urbana. E perto de onde eu morava rolavam shows dessas bandas. O projeto tem como parâmetro algumas iniciativas realizadas em Manchester. Bah, eu amo aqui. Nós somos uma banda de rock brasileiro — eu canto em português pra todo território nacional ouvir.

Mas este é um assunto delicado e pouco explorado. Percebemos uma linearidade evidente principalmente nos dois primeiros discos da Cachorro Grande, os quais ajudaram a atribuir o rótulo de rock sessentista à banda. Nestes primeiros, a identidade da banda se solidificou.

Se sentimos que temos uma identidade unificada desde o nascimento até a morte é apenas porque construímos uma cômoda estória sobre nós mesmos ou uma confortadora "narrativa do eu". A identidade plenamente unificada, completa, segura e coerente é uma fantasia. HALL, , p HALL, , p. Woodward, Para a autora, a diferença pode ser concebida como princípio da diversidade, heterogeneidade e hibridismo, o que vem a enriquecer as identidades. A heterogeneidade, aponta Silva, manifesta-se nas diversas personalidades — e é justamente aí que a riqueza das identidades como também menciona Woodward é vista como um desvio.

No campo da identidade e das diferenças, manifestam-se relações de poder, onde quem se encaixa no modelo atém o poder de comandar o todo. Silva, , p. Para o autor, dessa forma, a identidade assim confirmada parece ser uma positividade, independente de um fato autônomo. Nesse aspecto, a identidade tem como referência ela própria, ou seja, é autosuficiente. Silva, Experiência é o conceito fundamental do pragmatismo, seja nas formulações de Charles S.

Cardoso Filho opta por trabalhar com as proposições de Dewey, o qual possui maior afinidade com as conjecturas peirceanas23, especialmente no que se refere à necessidade de experimentalismo. DEWEY, , p. Cardoso Filho, Figura Experiência estética durante o show da Cachorro Grande Fonte: Registro feito pela autora Gumbrecht também é alguém que discute amplamente o conceito de experiência estética.

A teoria das materialidades faz a gente ver esses fenômenos e descrevê-los. O autor nos diz que o que é presente é aquilo que é tangível para nós, para nossos corpos. Pensar os objetos, os materiais. Posto isso, nos parece plausível que qualquer objeto cultural possa ser investigado a partir de sua materialidade.

Mas afinal, o que é mesmo um show de rock? Impulsos assassinos. Um show de rock, em essência, é um dispositivo de confronto. Quando falamos de um show da Cachorro Grande, identificamos características citadas acima. Entender a presença de ruído é essencial para entender o pop, porque este sempre esteve presente — sendo deslocado e reaparecendo.

No mesmo show, Boizinho vomitou em cima da bateria. O palco, que serviria também para um show do Los Hermanos, na sequência, foi entregue todo ensanguentado e vomitado É o que veremos a seguir. Somente o Boizinho estava no local, passando o som. Quando Beto e Thais, assessora de imprensa, chegaram, ele entrou junto. Perguntei para o guri o que ele estava esperando do show, o que ele tinha achado do disco novo, essas coisas. O guri se chama Giovanni Desidério, tem 20 anos e, horas depois, estava grudado na grade que separa o palco da plateia.

Algumas gurias, que tinham entrevistado a banda, estavam de saída, e logo uma equipe da RBSTV chegou: Rodaika e Potter, junto com os câmeras, gravariam uma matéria para o Patrola. Isso sim levou bastante tempo. Primeiro, fizeram uma entrevista em cima do palco. Os guris da banda estavam extremamente nervosos, ansiosos, começaram errando.

Se o Boizinho erra um centésimo de segundo, toda a banda se perde. Mas ok, foi só na primeira tentativa, depois deu certo. No camarim, Coruja comentou que realmente estavam muito nervosos. Mas o clima estava tranquilo. Sentamos, ele pediu um suco de uva e eu um suco de laranja. Ele me contou que o começo da banda foi difícil, mesmo. Ele me disse que, como o primeiro disco foi lançado na virada da década, para muitos, acabou ficando marcado como um disco conceitual.

E a banda conseguiu se manter mesmo sem ter tido muito apoio da mídia, no começo, e que a ideologia deles é tentar fazer um show melhor que o outro, um disco melhor que o outro, se reciclar.

Quando fala sobre Edu K, diz que é um ponto muito importante para a mudança da sonoridade da banda. Explico: eles tinham uma marca registrada que, inclusive, demorou a se concretizar. Algumas, inclusive, Beto terminava a letra poucos minutos antes de cantar. Conversamos coisas alheias durante um tempo e somos interrompidos para ele tirar foto com um cara que estava sentado em uma mesa ao lado da nossa.

As gurias adoraram a história. Deve ser perto das 18h30min, 19h. Pouco depois, eles foram para o palco e eu desci para assistir da pista. Principalmente no momento pré-show. Beto se irrita e vai para o camarim, Boizinho joga as baquetas em cima da bateria e sai também.

Figura Banda e equipe durante a passagem de som Fonte: Registro feito pela autora A banda subiu ao palco enquanto era ovacionada pela plateia.

Edu estava muito louco ao meu lado, pulando igual a uma criança. Resolvi dar uma circulada, mas estava praticamente impossível. O bar estava praticamente lotado e eu consegui andar muito pouco, só pelos fundos do bar.

Ali fiquei um bom tempo. O Pelotas, tecladista, tocava em pé, dançava, sentava, se movimentava o tempo todo. Ele estava com um casaco de pele, todo montado no figurino, e devia estar cozinhando ali dentro. A diferença foi enorme. O Ato 1 foi uma experiência muito mais intensa — de luzes, sons, imagens, tudo — com uma pegada rave e Madchester. Ao lado dela estava aquele guri, o Giovanni, que chegou cedo da tarde, também muito emocionado.

Fiquei na lateral esquerda, e de repente Edu K surge correndo no palco, arrancando o microfone do pedestal do Coruja e perdendo o cabo do microfone, ou seja, começou a cantar sem sair som e agarrando o Beto Bruno pelo pescoço.

Logo veio um roadie para trocar o microfone, e enfim pudemos ouvir Edu K cantando. O vocalista do Defalla beijou Coruja na boca na verdade, ambos colocaram suas línguas para fora e começaram a se lamber enlouquecidamente.

Depois disso, Beto agarrou o rosto de Edu K e os dois também se beijaram na boca. Figura Com Edu K no palco Fonte: Registro feito pela autora Respirei por alguns minutos e me encaminhei novamente para o camarim. Foi uma festa de família. Aos poucos, alguns familiares foram indo embora e pouquíssimos amigos foram chegando.

Cheguei em casa às 3h30min e fui tentar dormir. Subi, falei com todos, e logo chamaram a banda, pois eles passariam o som junto com a Orquestra.

Alguns ajustes, claro: guitarra muito alta, baixo muito baixo, retorno da bateria muito baixo, mas que o técnico de som logo resolveu. Eles nem falam entre si.

Figura Passagem de som durante a tarde Fonte: Registro feito pela autora Som passado, ensaio feito, tudo pronto para a noite. Estava lotado.

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De tarde, Beto comentou que estava preocupado porque tinha ficado sabendo que a procura por ingressos tinha sido baixa. Talvez isso explique o fato de o local estar cheio de idosos. No local, havia pouquíssimas cadeiras vazias.

Além das pessoas mais velhas, muitas crianças habitavam as cadeiras com expressões curiosas e felizes. Falando em Beto Bruno, ele estava mesmo mais bem comportado que o normal. No dia seguinte, conversei com o Gross e ele confirmou que as baladas foram privilegiadas.

Contou também que a banda ficou muito emocionada quando chegou para o ensaio em Canoas, na ULBRA, na tarde anterior, e os arranjos estavam lindíssimos. Acesso em 27 jan Para o mapa da grande mídia? Ademais, a reportagem ignora as pesquisas mais recentes sobre o tema, falando apenas do livro Gauleses Irredutíveis, escrito por Alisson Avila, Cristiano Bastos e Eduardo Müller, lançado em , considerando este o livro definitivo para entender o tema.

Acerca disso, trazemos somente hipóteses para problematizações futuras. Entretanto, a Cachorro Grande, que se debate o tempo todo com as questões descritas acima, é, de alguma forma, fruto de tudo isso.

É justamente esse processo, acentuado por alterações, que constitui uma certa heterogeneidade. Sob a perspectiva da teoria das materialidades, percebemos como os estudos transdisciplinares vêm para enriquecer o entendimento sobre os ambientes comunicacionais.

Dessa forma, a teoria das materialidades, que faz com que olhemos para os fenômenos comunicacionais e possamos descrevê-los em sua natureza medial, dialogou de forma interessante com os procedimentos metodológicos que adotamos. O manejo de teorias reforça as diversas possibilidades do nosso campo de estudos. Tudo isso também tem a ver com o ímpeto do show ao vivo: é como se a banda estivesse ousando ao tocar o disco novo, assim como tocar com a Orquestra.

Isto é, estamos pressupondo os usos habituais dos instrumentos, das materialidades, da estética que eles adotaram durante os anos anteriores. Trago um relato de dentro, onde acabo descrevendo aquilo que é tangível para mim, para o meu corpo como adverte Gumbrecht. É minha experiência diante daquela nova experiência para a banda, em todos os aspectos que abordamos até aqui.

Do volume da guitarra ao aumento da sintonia entre os integrantes: tudo foi afetado. Só aplausos entre as canções. O elemento confrontacional do show de rock, embora afetado, continuou presente também no show com a Orquestra — pois este elemento existe em um show de jazz, em um show de rap, em um concerto regido por um Maestro.

Trata-se, portanto, de entender um show de rock em sua complexidade e em sua abertura ao imprevisto; como uma imagem dialética, num momento cristalizado, tal qual Benjamin comentou. A ideia é fazer uma trilogia com base na trilogia de Berlim, de David Bowie Rodolfo Krieger, durante entrevista, é quem menciona isso.

O disco, até o momento, recebeu o nome Picolé Vamos aguardar. Edu K, em uma mensagem eletrônica, trocada no dia 20 de janeiro de , disse que ele quer que o nome do disco seja Picolé. Nas Bordas e Fora do Mainstream Musical. Rio de Janeiro: Contraponto, Preliminares epistemológicas.

Petrópolis, RJ: Vozes, Segunda parte. Porto Alegre, Sulina, In: Revista Fronteira Cessou em Jornal Zero Hora, 22 jan.

Jovens, espaço urbano e identidade. Reflexões sobre o conceito de cena musical. Entrevista em profundidade. Pequenas crises.

Experiência estética nos mundos cotidianos. Belo Horizonte:Ed. UFMG, , p. Corpo e Forma. Rio de Janeiro — RJ: Ed. UERJ, , p. Elogio da Beleza Atlética.

HALL, Stuart. Quem precisa da identidade? Identidade e diferença. Petrópolis: Vozes, , p. The Cultural Industries. New York. Sage Publications. Cenas Musicais. Guararema, SP: Anadarco, , p.

Partilhas do comum: cenas musicais e identidades culturais. Entretenimento, Felicidade e Memória. Guararema: Editora Anadarco, , v. Porto Alegre: Simplíssimo, Will Straw: cenas musicais, sensibilidades, afetos e a cidade. Uma década de metal pesado em Santa Maria Unisinos, , p Lou Reed — Metal Machine Music. Show de rock como dispositivo de confronto. After subcultures: critical studies in contemporary youth culture, p. New York: Palgrave Macmillan, Systems of articulation logics of change: communities and scenes in popular music.

Cultural Studies 5 3 , , — Cultural Studies. Vol 5, n. Communities and scenes in popular music. The subcultures reader. Londres: Routledge, Scenes and sensibilities. In: E-Compós.

Brasília: Compós, n.

Arqueologia Da Mídia. Em busca do tempo remoto das técnicas do ver e do ouvir. A arqueologia da mídia. O Chip e o Caleidoscópio. Reflexões sobre as novas mídias. SENAC, , pp. Identidade e diferença: A perspectiva dos Estudos Culturais. Basicamente, a regra consiste no seguinte: a banda tem que estourar primeiro no RS para depois ela ser vista pelo resto do Brasil.

Na realidade eles tinham um acordo com uma gravadora, na época, e a gravadora ofereceu 5 mil reais pra eles gravarem o disco.

É impossível gravar um disco com 5 mil reais. E o jeito que eu dei foi vender o meu carro, na época. Foi num clube, tinha uma banda do Rio e a Cachorro. E vale a mesma coisa pra Fresno. E eles entenderam e encararam. E esses seriam os seis primeiros meses de E foi assim que a coisa ficou por um bom tempo.

A Fresno também veio trabalhar comigo em Falam de trair o movimento Mas essa cabeça só é aberta, esse lado do teu cérebro só se desenvolve quando tu sai daqui. E o que ocorre no lance das bandas é muito retrato disso, assim como em qualquer meio. Sabe aquele monumento que tem em frente à fonte de pedra e o centro administrativo?

Nunca reparou no que é aquele monumento? É um cara com asas levantando vôo e os outros puxando pra baixo.

E a gurizada surpresa com algumas histórias. Tipo o que aconteceu com o Beto essa semana. O Globo também foi fazer matéria com eles, ta caindo o queixo de todo mundo.

Por que eles fizeram isso aqui, esse CD? Porque eles saíram do Rio Grande do Sul.

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Se eles estivessem aqui, eles jamais fariam um disco desses. O que ta acontecendo agora? O Costa do Marfim é uma prova de como é bom sair daqui.

Te dou outro exemplo: te dou o Tavares.

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Como assim? Ele é de outra galera, ele vem de outra vertente. E talvez as bandas que saíram daqui nem querem que os que ficaram se identifiquem com eles; querem que os que têm a mente mais aberta se identifiquem com eles, entendeu? Tem os dois lados da coisa. Essa cena de Porto Alegre existe?

Que cena? A Atual? O bairrismo existe em qualquer lugar. É difícil virem tentar a vida aqui. Claro, tem, mas digo num contexto geral. É uma coisa comum. O paulista é mais receptivo com as pessoas que vêm de fora.

Eles também defendem suas coisas, suas bandas, e ficam meio assim quando uma banda de fora chega e tira o lugar do outro.

Antes tu tinha ali 10 opções de disco pra baixar, hoje tu tem E é o que ta acontecendo. Eu conheço o Edu como produtor, eu sei do que ele é capaz. Isso aqui, e eu fiquei olhando, assim Essa capa é legal. Por quê? Porque é o momento de uma virada. A gente ta virando sem medo de ser feliz. E eu fui o maior apoiador disso. Quer saber o que acontece com uma banda de terninho quando ela sai do Rio Grande do Sul? Escute o Costa do Marfim.

Os Cartolas também têm uns sons mais dançantes. E tem alguém falando deles? Em 91 os caras tavam usando sampler no disco. To te falando gente que vive de fazer show com suas bandas. Só que, gente, passou. E isso é errado. É errado, mas é cultural. Se tu se aprofundar na história do RS, a gente comemora uma guerra que a gente perdeu. Precisa falar mais do que isso? Ou tu se livra disso, ou tu vai ser derrotado pra sempre. Eles têm que ter alguém que abra os olhos deles.

Meu trabalho é esse: eu vejo o potencial numa banda, que eles podem virar um business de sucesso, porra, por exemplo, eu vivi o exemplo de uma banda restrita ao Sul, que foi a Comunidade. E ta aí o resultado. O Costa do Marfim é um disco independente. É a primeira vez que a banda ta fazendo algo pela própria banda, obviamente com essas empresas envolvidas.

O começo foi difícil, mesmo. Eu sempre morei em Minas. Com 6 anos eu fui embora do Rio Grande do Sul. Minha família morava em Minas e eu voltei pra casa da minha vó em Passo Fundo. Foi um ano de batalha tocando em qualquer merda que tinha, ganhando nada, só pra tocar. E a coisa cresceu duma hora pra outra.

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E a gente conseguiu sem muito apoio de mídia, até certo tempo, fazer nosso caminho. A gente tinha uma ideologia, que tem até hoje, que é tentar fazer um show melhor do que o outro, um disco melhor do que o outro, tentar se reciclar. O primeiro foi um disco libertador. Os Strokes mudaram o som do mundo e a Cachorro Grande mudou o som do Brasil.

Nem se falava mais em RS. Só que como era uma coletânea a turnê foi muito bem sucedida. Tocou em festivais, em tudo.

Partiu da banda, houve essa necessidade. Eu chamei ele porque ele é um cara do mundo. É um dos meus melhores amigos hoje, e ele sabe como eu me inspirei nele. De sair de POA. Como foi explosivo e importante o primeiro, e os outros vieram amadurecendo, tinha uma marca registrada, que a gente demorou pra criar, e quando solidificou a gente quebrou. E ele foi o outro fato decisivo, além da nossa conversa de querer mudar.

Tudo foi gravado na hora. Teve musicas que eu tava terminando a letra 10 minutos antes de tocar. Vamos fazer diferente dessa vez. Faz uns 2 discos que eles tavam tentando fazer algo que nem o Costa, mas faltava eu. O salto que eles deram só vai valer se eles continuarem fazendo esse show. Eles foram super corajosos de fazer isso, foi um salto no escuro. As demos eram beeeeem só o esqueleto. Eles tavam acostumados com chegar, ligar e tocar, e agora é outra história. Aí foi essa coisa de ter um visual diferente, a gente comentou muito essa referência de Manchester e da Inglaterra.

Eles transformaram o show deles, inseriram aquela batida mais groovezona, e eu fiquei louco com isso. Sempre gostei de mistura, sempre gostei de rave, e sempre gostei dessa mistura no rock, e mesmo eu tendo desviado total pro eletrônico depois, os meus shows sempre tiveram uma pegada rock. Eu também inseri aquilo no Defalla.

E os Cachorro também inseriram isso, e eles tinham que carregar isso no show. O lance do visual, essa identidade visual psicodélica meio rave, mas um pouco mais moderna.

A postura deles no show também é completamente diferente durante os Atos 1 e 2. É uma coisa diferente, uma levada diferente, uma outra postura. Foi um processo que aconteceu naturalmente e meio aos trancos e barrancos. Eles tiveram coragem de fazer o que poucas bandas fazem, eles surtaram. É mais pesado, mais porrada, e as texturas também. E todo mundo mudou sua maneira de tocar. Principalmente o Gordo Pelotas , que quase nem queria mais tocar piano, agora ta tocando um pouco de piano, mas o disco é um disco de sintetizador, coisa forte de Chemical Brothers, Manchester.

Todo mundo participou avidamente, todo mundo teve voz ativa. Escutei, mexi, fui trabalhando as bases com eles, o mesmo processo pra eles foi pra mim, eu gosto de captar uma espontaneidade, de trabalhar assim. Eu tive um controle grande no disco porque eu tava compondo com eles, tudo totalmente livre, mas eu tava ali direcionando.

E agora tem muito efeito na voz, muitas texturas. Eles tiveram coragem pra fazer, e eu tive coragem pra tocar o foda-se. A minha ideia como produtor é isso, cavar dentro dos caras e tirar pra fora.

O lado sociológico é interessante nessa postura deles, os caras chutaram tudo pra cima. Eu nunca tive isso, sempre fiz uma coisa diferente da outra. A gente só trouxe eles mais prum ponto mais moderno da cena. Essa cena Manchester e rave, Kasabian, que também bebe dessa fonte. E eu cheguei e joguei a minha bagagem em cima deles.

Isso casa com o que eles tinham. Eu olhei pra dentro deles e fui jogando minha bagagem nisso. A pegada do rock ta aí, mas o jeito do Gross tocar guitarra também mudou. Tem uma pegada diferente. Caracteriza esse lado social e cultural bem forte, e no som ficou um pouco disperso nos 80 era mais forte , mas ainda tem. Existe um preconceito contra o sulista, daí a galera fica meio constrangida de assumir sua raiz. Mas os Cachorro tem uma raiz, sim.

Como começou? O que aconteceu é que aquelas pessoas viam muito aqueles cartazes, e eles eram mais famosos que a própria banda. E a galera do lado artístico começou a se interessar. As pessoas iam achando que iam encontrar cover de Beatles e Stones e chegavam e viam um negócio completamente novo. Vocês querem gravar o disco deles?

Foi em E deu uma mexida no underground brasileiro. A gente fez uma troca essencial, que foi tirar o Jerônimo, e veio sangue novo, o Rodolfo, muito mais musical, um cara que canta, compõe e toca.

A partir daí a gente entrou no mainstream, mas com o pé no underground, onde a gente consegue circular até hoje. A banda se manteve. Outros amigos, outra qualidade de vida e equipamento. Eu sou mineiro. Eu nasci em Passo Fundo e fui com 4 anos pra Minas. Voltei com 25 anos e montei a banda num ano. E hoje muito menos. E depois disso houve meio que um complô contra a Cachorro Grande e até hoje tem um pouco. A gente ia ta que nem essas bandas tocando no interior por 6 mil reais.

Nós somos daqui e é um dos lugares onde nós somos menos privilegiados. A gente toca em todo Brasil e chega aqui no Planeta Atlântida e botam a gente num palco pequenininho numa tentativa de nos diminuir. Tem Jô e Altas Horas marcados. Os três festivais mais populares Fazer show só pelo Sul e morar em POA seria bem mais cômodo. É sempre uma luta, financeiramente. E tudo da banda passa por mim. A Press Pass é assessoria e o Lelê vende o show. Todo o cachê passa por mim.

Ficamos com a Deck 6 anos, 3 discos. Aí a Trama fez uma proposta muito foda.

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Aí eu me dei conta que mais importante do que ter uma gravadora é ter uma boa assessoria. A gente foi capa dos 12 jornais mais importantes do país.

Meu pai morreu no meio das divulgações do disco, e eu preciso entrar no palco e detonar, porque as pessoas pagaram pra ver o Beto Bruno cantar e pular, e eu preciso que elas voltem no outro ano. Pra mim, sucesso é as pessoas quererem tirar uma foto contigo em qualquer lugar. Estamos melhores do que no início da carreira. É a primeira vez que a gente pode bancar um disco.

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