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BAIXAR UM TOQUE DE VERMELHO SYLVIA DAY


Um Toque de Vermelho – Anjos Renegados Vol. 1 – Sylvia Day. Leitura Dinamica Ad · Baixar em epub Baixar em pdf Baixar em mobi Ler Online. Descrição. Da mesma autora de Toda sua, Profundamente sua e Para sempre sua, que já venderam mais de 12 milhões de exemplares e conquistaram todas as listas de . Um Toque de Vermelho - Sylvia Day . Esse toque demoníaco foi o que os tornou metade homens, metade animais, e o que fez com que suas.

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Quero que você os estude quando chegarem e veja se encontra relatos similares. Um Sujeito Qualquer. Adrian era o centro impassível de todas as atividades. Toda sua. Vim morar na Califórnia por causa de um emprego. Você é lindo e podre de rico. Jason insinuou que a morte de Phineas pode ter sido provocada por. Amo todas as obras de Sílvia Day e espero que em breve eu consiga ter todos os livros dela e que o Brasil lance todas as obras dela que falta.

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O pedido - A mediadora. Meg Cabot. Victoria Aveyard. Cicatrizes de aço. Beleza Confusa. Raine Miller. Raro e precioso. A dama da ilha. Patricia Cabot. Olhos nos olhos. Entrega total. No mundo da Luna: a entrevista.

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De repente, é ele. Susan Fox. Quando estou com você - Parte 3. Quando estou com você - Parte 4. Depois de você.

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Jennifer Probst. Quando estou com você - Parte 6. Adivinhe quem sou. Elijah, encurvado sob o teto baixo, sacudiu o punho fechado e atacou. O impacto a derrubou sobre o manche cíclico da aeronave, empurrando-o para a frente. Os alarmes que soavam no painel eram ensurdecedores. Adrian atacou, atingindo a vampira com um golpe no abdome e a arremessando através do vidro da frente da cabine. Em queda livre pelos ares, eles se atracaram.

Ele a esmurrou nas costelas, atravessando a carne e estilhaçando os ossos. Jason voou do helicóptero destruído com a velocidade de uma bala. Depois deu meia-volta no céu com suas asas cinzentas e avermelhadas. Prudente, Jason se posicionou a seu lado. Sem nem parar para pensar, o licano se arremessou pelo ares. Adrian se posicionou debaixo dele, soltando um ruído quando o licano musculoso se espatifou contra suas costas.

Estavam a poucos metros do. Talvez sua sorte enfim estivesse mudando. Ela bem que precisava de alguma coisa para alegrar seu dia. Uma camiseta creme com gola em V escondia seus ombros fortes, um sinal de que as partes que as roupas ocultavam faziam jus às que deixavam expostas.

Lindsay afastou da testa uma mecha dos cabelos molhados para apreciar melhor os detalhes. Sex appeal da cabeça aos pés, era o que aquele cara tinha. Do tipo que é impossível de fingir ou imitar — do tipo que transformava a beleza física num simples bônus.

Uma gota de chuva desceu por sua nuca. A chuva escorria pelas janelas do terminal. Fazia sol quando ela aterrissou, e pouco depois o céu desabou. Naquele dia, porém, o mau tempo parecia carregar consigo um mau agouro. E ela havia se deixado levar por isso. Desde que era capaz de se lembrar, Lindsay sentia que o vento se comunicava com ela. Fosse gritando em meio a uma tempestade ou sussurrando através de uma brisa, ela sempre conseguia decifrar a mensagem.

Era aquela qualidade que a atraía Lindsay se virou, ficou de frente para o homem e desejou que ele a olhasse. Ele ergueu a cabeça.

Seus olhares se encontraram. Foi como se ela tivesse recebido uma rajada de vento no rosto, fazendo com que seus cabeços se arrepiassem. Ela respirou fundo e tomou o caminho de uma lojinha de pretzels ali ao lado, dando a ele a oportunidade de retribuir o óbvio interesse manifestado por ela Ela fez o pedido.

Com molho marinara e um refrigerante diet. Ela remexeu na bolsa em busca da carteira. Sedutoramente sonora. Lindsay tinha certeza de que era ele.

Era um cheiro de homem. Natural e viril. Puro e límpido, como o ar depois de uma tempestade. Ela sorriu e. Era uma pena que estivesse vestida com um jeans velho, uma camiseta larga e coturnos.

Ele evidentemente pertencia a um outro mundo, o que ficava claro pela beleza de astro de cinema e pelo relógio Vacheron Constantin que ostentava no pulso. Visto de perto, ele era irresistível. Ferozmente masculino e terrivelmente lindo. Combinados com a pele morena e emoldurados pelos cílios compridos, eram simplesmente deslumbrantes.

Ele a observou da cabeça aos pés com um olhar intenso. Lindsay se sentiu exposta e envergonhada, como se ele a tivesse despido em pensamento. Dos ombros largos e os bíceps delineados até as feições milimetricamente esculpidas do rosto, cada ângulo do corpo dele parecia afiado e preciso. Aposto que ele deve ser um animal na cama.

Excitada pelo próprio pensamento, Lindsay apanhou a mala pela alça. Para Anaheim. E você? Essa característica um tanto predatória fez com que ela ficasse ansiosa. Sua sorte enfim havia mudado — seu destino final também era Anaheim. Para o outro lado do país.

Ela pegou o saquinho de papel e o refrigerante que a atendente entregou. Eu gosto disso. Ele apontou para uma fileira de assentos logo adiante. Ou algum parente?. Seus dedos se tocaram, e a eletricidade subiu pelo braço dela.

E conversar. Prometo que vou me comportar. Ela abriu um sorrisinho. Mas aí apareceu você. Adrian fez o mesmo. Ele era rico, elegante, educado, solícito e lindo de morrer. Apesar de parecer um sujeito civilizado, havia um quê de perigo pairando sobre ele, algo que apelava para os instintos mais elementares de uma mulher. Talvez o aeroporto lotado tivesse aguçado seus sentidos. O código é da Califórnia. Estou ligando de um celular emprestado. É que conheci uma pessoa. É que ele é o tipo de cara que parece estar precisando de um freio.

Mitchell é uma espécie de Howard Hughes. Dinheiro, filmes, estrelas de cinema? Onde é que vou arrumar tempo para cuidar da vida dos outros? E amo. Mas celebridades? Na verdade sabe proteger muito bem sua privacidade. Vive numa propriedade enorme no Orange County. Eu vi na tevê uma vez.

É tipo uma maravilha da arquitetura. A mídia fica em cima dele porque o pessoal adora aviadores. Isso sempre foi assim. Eu ligo quando chegar. E você, nada de porcaria no jantar. Faça uma comida de verdade. Ou melhor, arrume uma gata para cozinhar para você. Lindsay viu seu nome nele e franziu a testa.

Primeira classe. Na verdade, um cara como Adrian nem precisava se esforçar tanto para levar alguém para a cama. Ora, até alguns homens estavam olhando para ele daquele jeito. Adrian estava distraído, com o olhar perdido e um ar de indiferença que parecia funcionar como um escudo.

Ela estava molhada de chuva e malvestida. É assim que funcionam as coisas. Tudo bem para você? Se você ainda estiver incomodada com alguma coisa quando chegarmos, eu me contento só em pegar seu telefone. Lindsay retribuiu com um olhar parecido. Quaisquer que fossem seus motivos, Adrian Mitchell era um mistério que valia a pena desvendar. Ela é minha. Do ponto de vista dela, era a primeira vez que se viam.

Dois malditos séculos de espera e sofrimento. E logo naquele dia. A vida sempre arrumava um jeito de produzir surpresas nos momentos mais inconvenientes, puta que pariu.

Shadoe, meu amor. Eles nunca tinham ficado separados por tanto tempo. Seus reencontros eram sempre aleatórios e imprevisíveis, mas nunca deixavam de ser arrebatadores. Eram almas gêmeas, apesar dos caminhos opostos que suas vidas tomavam. Ele estava morrendo aos poucos.

Sua alma — o cerne de sua existência angelical — estava sendo devastada pela tristeza, raiva e sede de vingança. A ausência dela eclipsava seu comprometimento com a tarefa que definia quem ele era — um soldado, um líder, o senhor do destino de tantos seres.

Duzentos malditos anos. Quando ela se foi, o mundo acabou para Adrian. O silêncio dentro dele se tornou ensurdecedor. A vida. Tudo o que desaparecia quando ele a perdia. Ele sentiu a impaciência tomar conta de seu corpo. Ele estava mais do que agitado, com o sangue pulsando nas veias, de raiva e desejo.

Cada célula de seu corpo estava concentrada em Lindsay Gibson — o corpo que carregava a alma que ele amava. Um simples olhar podia desencadear um desejo inflamado que demoraria horas para ser dissipado.

Ele ansiava por aqueles momentos de intimidade com ela. Ele ansiava por ela. Apesar de a aparência física de Shadoe ser resultado da linhagem genética da família de Lindsay, ele a sentia e reconhecia independentemente do corpo em que tivesse nascido. Lindsay encolheu os ombros. Ela pode deixar as coisas mais interessantes. O amor que nutria era pela alma de Shadoe, mas Lindsay Gibson estava despertando nele um desejo luxurioso.

Era confiante e corajosa. Bastante segura de si. Ele gostou dela logo de cara, e sabia que sentiria o mesmo independentemente de seu histórico com Shadoe.

Apesar de saber tudo a respeito de sua mulher, em certo sentido Adrian estava sempre começando do zero quando a reencontrava. Cada reencontro era uma redescoberta. Dormia de bruços ou de barriga para cima? Onde gostava de ser tocada? Acordava cedo ou era uma criatura noturna? Lindsay olhou para o canudo e ergueu uma sobrancelha. Ela o pegou e rasgou o invólucro de papel, mas claramente estava se perguntando de onde ele o havia tirado.

Uma vez, ele a teve de volta por vinte minutos. Em outra, por vinte anos. Mas o pai dela sempre a encontrava. O líder dos vampiros era obcecado por ela assim como Adrian, e Syre estava determinado a concluir o que havia começado.

Ele queria que sua filha se tornasse imortal através do vampirismo, o que mataria a alma que a ligava a Adrian. Isso jamais iria acontecer enquanto Adrian fosse vivo. Eles nunca dormem, nunca fecham. O fluxo contínuo de viajantes garante que sempre vai haver um desafio a superar. É um resort novo, perto da Disney. Todos os seus empreendimentos eram amplamente anunciados pela mídia, mas, independentemente da publicidade, Adrian conhecia Raguel muito bem.

Raguel era um dos sete arcanjos terrestres, e estava muitos degraus abaixo de Adrian na hierarquia angelical. Os olhos escuros de Lindsay se acenderam. Ela estava se mudando para sua cidade, e iria. Raguel tinha propriedades no mundo inteiro, incluindo resorts na Costa Leste, bem mais próximos da cidade natal dela. Adrian precisava descobrir as intenções e as decisões que a levaram até ele.

Amputou as asas do anjo caído, um ato que aniquilou a alma de Syre e o transformou no primeiro dos vampiros. Precisava garantir que Shadoe ficaria em segurança quando sua hora chegasse. Adrian olhou para seus seguranças licanos, que estavam sentados a algumas fileiras de assentos de distância. Eles estavam atentos, curiosos.

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Adrian sabia que teria que ser cauteloso nesse sentido. Lindsay começou a brincar com o canudo e ficou um instante com a boca aberta antes de dar mais um gole.

Uma onda de calor tomou conta dele. Ela conversou com o pai ao telefone Ele ficou paralisado. O rosto de Adrian permanecia impassível, mas seus pensamentos estavam alertas.

A ordem em que os pais dela morriam nunca tinha mudado antes. Mas e a sua família? É grande ou pequena? Eles instintivamente se intimidavam diante de seu poder. Só podia haver um alfa em um determinado círculo de convivência, e ele era sempre Adrian. O apoio da família era um dos muitos caminhos que ele precisava percorrer para que ela se rendesse por inteiro, e era assim que ele a queria. Sem nenhuma barreira entre os dois. Tinha ficado tempo demais sem ela, e a espera enfim chegava ao fim.

Mas, apesar de. Adrian a encarou. Enquanto ela brigava com seu outro menino, que arrastava uma mala de rodinhas, o telefone de Adrian tocou.

Ele pediu licença e se afastou alguns passos. Syre teria encontrado a filha primeiro e estava rastreando seus passos? Uma linda morena. Pequenina e delicada. E você vai devolvê-la para mim Tome cuidado com essa sua vontade de querer ser Deus, Adrian, ou vai acabar como eu. Ele era um serafim, um Sentinela. Deixar transparecer isso — pelo tom de voz ou por suas ações — significava transmitir uma vulnerabilidade inconcebível. Seu amor mortal o rebaixou ao nível terreno, era impossível para ele manter a serenidade celestial.

Isso abre uma brecha para que eu ou qualquer um dos meus Sentinelas possamos nos defender da maneira que quisermos. Pense duas vezes antes de mandar outra lacaia suicida cruzar o meu caminho. Seus vampiros o seguiriam até o. Inferno se fosse preciso. Tudo isso o tornava um oponente perigosíssimo. Adrian se sentia capaz de derrotar Syre de novo, mas sabia que essa tarefa seria mais difícil do que nunca.

E ainda havia o risco de Lindsay Gibson ser pega no fogo cruzado. Entre ele e Syre, a vida com os Sentinelas era o menor dos males. Ficarei feliz em ajudar. A mulher com as crianças barulhentas ainda estava repreendendo o menino mais velho. E ele começou a gritar, atraindo os olhares de todos ao redor. O líder dos vampiros deu risada. Ele faria de tudo para impedir que a filha trouxesse alguma felicidade para o Sentinela que o havia punido.

Quando o corpo de Shadoe foi impedido de se Transformar, a alma dela sobreviveu e continuou vinculada ao indivíduo que a iniciou no vampirismo. A morte do pai a libertaria do poder que ele detinha sobre sua alma. Ele só podia agir durante o período de tempo em que Lindsay estivesse viva, algo terrivelmente diminuto para um imortal.

Portanto, a culpa é toda minha. Ela o observava com seus olhos escuros e parecia compreender tudo. Aqueles olhos tinham sabedoria demais para uma pessoa da idade dela. Ela ergueu as sobrancelhas, como se o questionasse. Ele respondeu com um sorriso fingido. Tamanho nível de ansiedade era uma prova do quanto ele havia decaído. Uma prova de como aquele amor o tinha tornado parecido com um humano.

E por quê, Adrian? De que você tem medo? Ela gritou. Sem equilíbrio e seriamente abalada, a jovem deixou o pequeno escorregar de seus braços. Um feito impressionante. Você vai conseguir me pegar antes que a minha filha recobre a consciência? O que você acha que Shadoe vai pensar quando se lembrar do sofrimento que você causou para ela em tantas existências diferentes? Os poderes de Shadoe, uma nefil, manifestavam-se de maneira mais forte em Lindsay, sugerindo uma afinidade maior com o próprio corpo do que em suas encarnações anteriores.

O tempo estava contra ele. As almas ficavam mais poderosas com o. Nenhum dos dois estava preparado para aquilo. Adrian enfiou o telefone no bolso e foi até ela. Adrian Mitchell tinha pés perfeitos. Em geral, ela os achava feios: a pele cheia de calos, os dedos tortos, as unhas mal cortadas e amareladas.

Na verdade, tudo nele parecia ser simétrico e bem-acabado. Ela olhou para cima, percebeu que ele a encarava e sorriu. Afetuoso, quase íntimo. Uma parte dela parecia vibrar com o pensamento: Ele é meu. A voz era sempre suave e tranquila, e a postura, relaxada e confiante.

Mesmo quando estava em movimento, ele jamais parecia tenso. Eu topo tudo. Ela se ajeitou no assento, ficando com o corpo virado para ele. Um toque de humor, era o que faltava para envolvê-la de vez. Conta mais. Você vai ter que insistir um pouco mais. Só mais um pouquinho, talvez Do que você mais gosta? Adrian claramente estava acostumado a fazer as coisas do jeito dele.

Onde você quer me pôr. Ele baixava mais a guarda a cada minuto. E se tornava mais real. Me surpreenda. Ela estava nitidamente abalada. Ao que tudo indicava, ele era capaz de mexer com ela como ninguém, e tinha qualidades que iam muito além da aparência Ela era alta, esguia e atlética. Estava conseguindo se controlar bem melhor que ele.

O retorno de Shadoe havia abalado suas estruturas. Enfim ele estava frente a frente com a mulher insubstituível de quem tanto precisava. A mulher que o fazia lembrar dolorosamente de cada segundo de seus duzentos anos de celibato Ela o olhou e com isso deixou tudo bem claro.

Sem hesitações. Lindsay apontou para a sacola cheia que ele estava carregando. Nada muito complicado. Ela a apanhou no ar quase com a mesma velocidade que ele mesmo tinha usado para pegar os óculos escuros de Jason horas antes. Ela a tinha retirado da mala assim que a pegou da esteira de bagagem do aeroporto. Esse gesto despertou a curiosidade dele. Adrian a observou.

E preocupante também. Ele precisava acabar com Syre o quanto antes. Shadoe era mais importante que qualquer outra coisa. Mesmo sabendo que o preço a pagar seria alto. As duas facções — os vampiros e os anjos — ficariam sem liderança por um certo período, e o mundo mergulharia no caos.

Mas a alma de Shadoe estaria enfim desvinculada da alma do pai, e a hipocrisia de Adrian seria exposta. O erro que ele cometeu tanto tempo antes enfim seria corrigido. Em certo sentido, essa atitude ajudaria a restabelecer o equilíbrio das coisas. Tanto ele como Syre se mostraram indignos de exercer sua liderança. O celular de Adrian tocou, e ele viu que quem ligava era Jason. Ele chega em umas duas horas.

Damien foi o primeiro Sentinela a chegar à cena do crime, e devia estar trazendo o licano sobrevivente consigo. Eles seriam seu ponto de partida. Depois um assobio. Permite uma margem de manobra para nós, caso Syre enfim decida partir para o confronto. Hoje em Phoenix ninguém fala de outra coisa. Adrian corrigiu a postura dos ombros. Quero que a família receba todo o apoio. E mande a assessoria de imprensa frear o apetite da mídia.

Daqui a pouco ligo de volta. Adrian foi falar com o segundo licano. Adrian se dirigiu à parte da frente da loja, olhando em cada corredor em busca de cachos loiros e uma figura esbelta. E Trent? Um dos atendentes do turno da noite. Era responsabilidade dos sete arcanjos policiar os demônios. Adrian havia sido criado unicamente para caçar anjos renegados. Estava seguindo a mulher pela loja. E leve Lindsay até mim assim que ela sair.

Mas e você? Adrian virou a cabeça e encarou o licano, ambos parados lado a lado. Ele sabia que, mais do que preocupado com seu bem-estar, Elijah estava era curioso a respeito de Lindsay.

Elijah estava em seu encalço. Elijah arreganhou os dentes e soltou um rosnado selvagem. Diga para ela ficar tranquila, serafim, e eu sumo daqui agora mesmo. Mas aquele sujeito era problema de Raguel.

Adrian tinha uma presa mais importante para caçar. O vulto de um objeto prateado passou brevemente diante dos olhos de Adrian.

Ele o seguiu com o olhar na mesma velocidade. Logo depois, seu corpo se desintegrou em brasas, deixando uma pilha de cinzas de quase metade de sua altura. Ele levantou e a encarou. Ela retribuiu a encarada com um sorriso amarelo. Para se sentir mais segura, ela preferiu pegar a bolsa com seu arsenal particular assim que apanhou a mala da esteira de bagagens.

Ela deu de ombros, tentando parecer despreocupada como ele. Aquela coisa horrenda o conhecia Minha nossa Ela sabia como ignorar certas coisas, esperar por uma melhor oportunidade. Seu terapeuta da infância a considerava um dos casos mais bem-sucedidos da carreira dele. Ela havia se tornado uma guerreira nesse mundo em preto e branco, onde humanos enfrentavam inumanos ferozes. O que ele seria?

E o que ela seria? Ele estava elegantemente acomodado no assento, com uma aparência graciosa porém mortal. Quando dirigiu sua ameaça a Sam sem alterar o tom de voz, ela conseguiu entender por que a tal criatura quase se mijou toda. Num momento, estava a um braço de distância. No instante seguinte, ela estava sendo imobilizada por ele.

Sua força irradiava como uma onda, fazendo sua pele esquentar e seus olhos arder. Mas, no que diz respeito à sua segurança, a coisa fica bem séria. Você matou um. Por quê? Lindsay procurou dentro de si, esperou que o pavor aparecesse e a sufocasse. Até isso nele era diferente, o modo como acionava seu radar interior. E, apesar de estar submetida a ele, sentia que seu toque era firme porém suave, que o olhar no rosto dele era de desejo e tormento Tudo o que ele fazia para ela só o tornava mais humano a seus olhos.

Ele podia ser o que fosse, mas ela o via como um homem. Adrian a encarava com os dentes cerrados. Sobre eles, o teto de vidro do carro revelava o céu escuro e estrelado. Os segundos foram se passando, e ambos se mostraram incapazes de desviar o olhar.

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Ele inclinou a cabeça. O cheiro dele — um aroma de terra molhada depois da chuva — a envolveu. Ele recuou e se recostou no assento. Teve que se esforçar para se recompor, e engolir em seco para recuperar a voz.

Ela se ajeitou no assento. Dentes afiados, garras, sede de sangue. Ele se virou para a frente. Estava totalmente seduzida por ele, apesar de saber o quanto podia ser perigoso.

O que quer que fosse o que ela descobriria sobre Adrian Mitchell, o fato era que ele tinha conseguido iludi-la. E isso era mais perigoso do que qualquer garra, presa ou escamas que ele viesse a revelar. E muito mais assustador também. Ela se concentrou no belíssimo perfil de Adrian. Em sua mente havia todo um repertório de imagens íntimas e difusas que pareciam ser quase lembranças. O que estava acontecendo com ela?

Estava descontrolada. Trêmula, irritada, excitada e, acima de tudo, descontrolada. A distância entre as casas construídas em cima do morro ia ficando maior à medida que subiam. Um segurança enorme saiu de dentro da guarita. O Maybach percorreu mais uns bons metros antes que a casa se tornasse visível. Era impossível se aproximar daquela casa por qualquer um dos lados sem vê-la.

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A residência erguida na lateral do penhasco tinha três andares, cada um com uma enorme varanda do lado de fora. Quando o carro parou, a porta do lado dela foi aberta por outro segurança. Os pés dela se fixaram sobre o caminho de cascalho. Um lobo gigantesco se aproximava. Em um gesto instintivo de medo e surpresa, Lindsay se encolheu contra a lateral do carro.

Os instintos dela gritaram, preparando seu corpo para um gesto de defesa. Elijah contornou a parte da frente do carro. Um rugido grave reverberou em seu peito enquanto encarava o lobo. Mais lobos apareceram. Uma alcateia inteira, talvez duas. Todos tinham um porte imponente. Minha nossa. Ela soltou um suspiro. Ela estava sozinha, e sentia que havia caído na toca do coelho — estava confusa, fascinada e atordoada.

Adrian apontou para a casa.

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Entraram por uma porta dupla, atravessando um hall revestido em pedra para chegar a uma sala de estar enorme, localizada alguns degraus abaixo. Uma lareira imensa ocupava toda uma parede. Lindsay tinha quase certeza de que o carro dela inteiro caberia ali dentro. O interior da casa de Adrian era um lugar eminentemente masculino, decorado em tons de marrom e cinza, com toques de um vermelho vivo que lembrava ferrugem.

Na parede em frente, havia uma janela enorme, com vista para os morros menores e o vale logo abaixo. Impressionante era pouco para definir aquela casa, que combinava perfeitamente com Adrian. Lindsay apertou a bolsa junto ao corpo e se virou para ele. Como se ele tivesse o direito de fazer isso.

Portanto, se eu virei um alvo, a culpa é toda sua. Durante o tempo em que você ficou no banheiro, ninguém sabe o que Sam estava fazendo. Caso tenha feito isso, seu desaparecimento vai levantar suspeitas, e nós vamos ser os primeiros interrogados a respeito.

Você é lindo e podre de rico. Aposto que vive acompanhado de um monte de mulheres. Ou seus amigos dragões? Podemos conversar depois que você se instalar.

A energia dele era um tanto diferente quando estava em casa. Ou talvez apenas mais aparente. Podia ser até algo proposital. Este é o lugar mais seguro do mundo para você. Ninguém vai fazer nada com você aqui dentro. Você é mortal. Que outras criaturas você conhece? Graças a você. Ela tentou relaxar os ombros rígidos. Depois a névoa se espalhou, tomando a forma e a substância de asas — asas impecavelmente brancas com pequenas manchas vermelhas, como se respingadas de sangue fresco.

Ela sentiu como se estivesse cara a cara com a fonte de energia de todo o universo. Roupas diferentes Por um instante, ela temeu que fosse desmaiar. Que merda. Inclusive naquele momento — diante daquelas asas e daquele impressionante brilho dourado —, o que ela sentia passava longe de ser um desejo de reverência. Parecia mais um desejo sexual primitivo e pecaminoso.

Ela se sentiu ainda mais atraída por Adrian ao ver suas asas abertas, porque enxergar além de seu disfarce significava um acesso a seu verdadeiro ser, similar ao que ela tinha permitido a ele quando se revelou na mercearia. Lindsay sempre tinha sido estranha. Quando criança, ela muitas vezes se sentia uma mutante, sempre precisava tomar o cuidado de vigiar a própria velocidade.

E agora estava diante de alguém que sabia que ela era diferente.

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Alguém que era capaz de aceitar esse fato, porque, afinal de contas, também era diferente. Mas Adrian sabia de tudo Você devia ter se preocupado com ele. Elijah entrou, carregando as compras. Uma mecha de seus cabelos castanhos havia caído sobre a testa, emoldurando os olhos verde-esmeralda. Ele parecia simplesmente zeloso e bastante curioso. E muito inteligente. Espertíssimo, ela pensou, do tipo que nunca é pego desprevenido. O cheiro da pele dele se fez sentir quando ela inspirou o ar novamente.

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Ele é um anjo. E caçador de vampiros Ora, ela precisava se controlar. Eles sentiam prazer em infligir sofrimento e medo. E queria fazer isso pessoalmente, e só deixaria de caçar quando tivesse a certeza de que eles nunca mais destruiriam a inocência de outra criança como haviam feito com a sua. Nem sentimentos, como nós. E o jeito como ele a tratava deixava implícita uma ideia de possessividade. Ele agia como se ela fosse importante para ele, apesar de serem claramente desconhecidos um para o outro.

Isso sem falar da possibilidade de enfurecer os superiores do tal demônio. Seria encrenca demais para uma mulher que Adrian acabou de conhecer. Ela é humana. Ele abriu um sorriso malicioso. Tem alguma coisa aí. Seria bom descobrirmos o que é. Os outros recorriam a ele com uma frequência exagerada. Todos sabiam que ele havia sido transferido para a matilha de Adrian a fim de ser observado. Ele achava que se tratava de um castigo por sua teimosia.

Jason insinuou que a morte de Phineas pode ter sido provocada por. De todas as matilhas, a de Adrian era a que dispunha de menos conforto. Por outro lado, a matilha de Adrian era a de maior prestígio. Qualquer licano digno do nome ansiava a vida toda por uma presa difícil e desafiadora. Elijah encolheu os ombros. Todo e qualquer detalhe é importante. Antes de falar, ele olhou por cima dos ombros fortes para se certificar de que ninguém ouvia.

Elijah ficou tenso. Eu vi você carregando as compras do Adrian, caralho! Você merece muito mais que isso. E muito mais que ele! Mas por ora estou em dívida com ele. Tenho certeza de que você entende a oportunidade que essa mulher representa. Eles acabariam com a nossa raça. Só contava consigo mesmo, e caçar vampiros era sua vida.

Trabalhar para Adrian lhe proporcionaria a oportunidade e os recursos para realizar o que fazia de melhor. É uma grande responsabilidade. Para onde iríamos? Você iria procurar emprego num escritório? Pegar o trem todos os dias para trabalhar? Convidar as criancinhas humanas para irem até sua casa brincar com os seus filhotes?

Eu seria livre. Só faria o que tivesse vontade. Passaríamos o tempo inteiro fugindo, esperando o dia em que Adrian apareceria para matar todo mundo. Infelizmente, preciso ir Estou indo para Louisiana participar de uma caçada Pode parar de forçar a barra. Eu sei que você sente isso também, sabe que todos os licanos recorrem instintivamente a você em momentos de perigo.

Ele sabia o que diziam a seu respeito. Sua capacidade de domar seu lado selvagem era uma tremenda anomalia entre os licanos. Elijah, isso até podia fazer dele um mutante, mas nunca um alfa.

Isso certamente significaria conduzir sua espécie ao extermínio. Ela era uma linda mulher — uma felina com cabelos loiros e olhos penetrantes —, mas o que mais o excitou foi a vontade com que ela comia. Os Sentinelas eram o peso que equilibrava a balança, a espada que definia o destino da batalha. Eu achei demais. O cara fazia coisas incríveis.

Ela ficou ofendidíssima. Falou que o cozinheiro de um bom restaurante precisava ter um pouco mais de compostura. Meu pai precisou pagar umas doses de saquê para ele recuperar o ânimo. E riu pela primeira vez depois de séculos. Ele gostava dela. Queria conhecê-la melhor.

Tanto para ela como para os outros Sentinelas. A desconfiança dos demais era visível. Ninguém jamais diria nada, mas eles sabiam que a presença de Shadoe o enfraquecia. Caso um Sentinela. Adrian tentou se concentrar na fritura do tempura, evitando olhar muito para Lindsay. Ele ficou excitado ao observar a maneira como ela engolia. Os duzentos anos de celibato estavam cobrando seu preço. Quando a alma dela renascia, porém, seus desejos reprimidos afloravam, e ainda mais intensos depois de serem contidos por tanto tempo.

Mas isso teria que esperar. Era parte da natureza dela. Quando ela se entregasse, seria de forma definitiva. Adrian escolheu as palavras com cuidado. E como? A mesma energia capturada pelas turbinas eólicas e pelas usinas hidroelétricas. Seu nível de energia naquele momento estava altíssimo, como sempre era o caso quando Shadoe estava por perto.

Minha responsabilidade é pelos outros anjos Os vampiros costumavam ser meus semelhantes. Tenho deveres e ordens a cumprir. Era um milagre que ela ainda estivesse viva. Sinto um frio no estômago e um arrepio na nuca. Mas é uma coisa bem intensa. Mas ainda assim você encara seu medo. Eu odeio matar.

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Mas consigo detectar a maldade nessas criaturas por algum motivo. Depois ficou em silêncio por um instante. Me ajudar? Eu vi você, desejei você, e você deixou claro que eu poderia tê-la.

Isso todo mundo tem. Hoje você e eu fomos afetados pelas consequências das escolhas de outras pessoas. Atirar uma lâmina daquele jeito exige anos de treino. Quem ensinou você a fazer isso? Elas devem ter pelo menos um pouco de prata. Eu percebi que a maioria das Uma linha vermelha denunciava a presença de um ferimento recente.

Eu sempre passo um pouquinho nas lâminas antes de atirar, só para garantir. Eu descobri isso da. Ela era fatal, mas nem mesmo o sangue de uma nefil como Shadoe tinha efeito sobre outras criaturas. Ela continuou comendo, sem se dar conta do quanto ele estava confuso.

Alguma coisa despertou seu instinto assassino, e alguma coisa o mantém ativo. Uma vingança, talvez? E por quê? O que você fez até hoje foi vagar sem nenhum propósito, esperando por encontros ocasionais. Posso oferecer a você alguns objetivos mais específicos.

Aceito todo e qualquer soldado que conseguir recrutar. Tenho um emprego e uma vida normal. Podemos resolver juntos a logística da coisa.