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You're using an out-of-date version of Internet Explorer. Log In Sign Up. Você pode encontrar mais obras em nosso site: LeLivros. ISBN recurso eletrônico 1. Inteligência emocional. Emoções — Aspectos sociais. Livros eletrônicos. CDD: Eu me Preocupar? Porém, eis que surge, de repente, uma nova forma de pensar sobre os ingredientes do sucesso na vida.

Fiquei entusiasmado com o conceito, que usei como título deste livro em Mal podia imaginar. Uma vez, eu encontrei uma piadinha sobre QE no rótulo de um xampu no meu quarto de hotel. E o conceito se espalhou pelos cantos mais distantes do mundo. Estudantes de negócios na Índia lêem sobre QE e liderança; um CEO na Argentina recomenda o livro que escrevi posteriormente sobre este tópico.

Eruditos religiosos dentro do cristianismo, judaísmo, islamismo, hinduísmo e budismo me disseram que o conceito de QE encontra ressonância em suas próprias crenças.

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Nos idos de , havia apenas um punhado desses programas ensinando habilidades de inteligência emocional a crianças. Agora, uma década depois, dezenas de milhares de escolas em todo o mundo oferecem SEL às crianças. Em , esbocei as evidências preliminares que sugeriam que o SEL era um ingrediente ativo nos programas que aperfeiçoam a aprendizagem da criança evitando problemas como a violência.

Os dados mostram que os programas SEL geraram grandes benefícios no desempenho acadêmico, conforme demonstram os resultados de teste de desempenho e média de notas. O SEL cumpriu sua promessa. Em , também propus que boa parte da eficiência do SEL veio do seu impacto na modelagem do circuito neural em desenvolvimento da criança, principalmente as funções executivas do córtex pré-frontal, que controlam a memória funcional — o que guardamos na cabeça durante o aprendizado — e inibem impulsos emocionais destrutivos.

Hoje em dia, as empresas de todo o mundo olham rotineiramente através das lentes do QE para contratar, promover e desenvolver seus empregados. Quando Salovey e Mayer publicaram seu artigo seminal em , ninguém poderia prever como o campo acadêmico que eles fundaram prosperaria 15 anos depois.

Todo modelo teórico relevante, observou o filósofo da ciência Thomas Kuhn, deve ser progressivamente revisado e aperfeiçoado na medida em que suas premissas passam por testes mais rigorosos. No caso do QE, esse processo parece estar perfeitamente em curso.

Existem atualmente três modelos principais de QE, com dezenas de variações. Cada um deles representa uma perspectiva diferente. O modelo trazido por Reuven Bar-On se baseia na sua pesquisa sobre o bem-estar.

Infelizmente, leituras equivocadas deste livro deram origem a alguns mitos que eu gostaria de esclarecer aqui e agora. O fato de esta estimativa — e é só uma estimativa — deixar uma grande parcela do sucesso sem esclarecimento nos obriga a buscar outros fatores para explicar o restante. Neste nível, como me revelou um psicólogo de esportistas que treina os times olímpicos dos EUA, todos têm como requisito 10 mil horas extras de treinamento, de modo que o sucesso depende do empenho mental do atleta.

Descobertas sobre a liderança nos negócios e nas profissões pintam um quadro mais complexo Capítulo Centenas, talvez milhares, de estudos demonstraram que o QI prevê quais níveis uma pessoa pode exercer numa carreira. Se examinarmos as competências que as organizações em todo o mundo determinaram ser as que identificam seus principais líderes, descobriremos que os indicadores de QI e aptidões técnicas caem para o final da lista quanto mais alto for o cargo.

Porém, na medida em que fui me envolvendo mais no campo, voltei ao meu antigo papel de psicólogo para oferecer meus insights sobre os modelos de QE. Em Trabalhando com a Inteligência Emocional, propus uma estrutura que reflete como os aspectos fundamentais do QE — autoconsciência, autocontrole, consciência social e a habilidade de gerenciar relacionamentos — se traduzem em sucesso profissional. Enquanto a inteligência emocional determina nosso potencial para aprender os fundamentos do autodomínio e afins, nossa competência emocional mostra o quanto desse potencial dominamos de maneira que ele se traduza em capacidades profissionais.

Para ser versado em uma competência emocional como atendimento ao consumidor ou trabalho em equipe, é preciso possuir uma habilidade subjacente nos fundamentos do QE, especificamente consciência social e gerenciamento de relacionamentos. Para aquelas almas superdedicadas que quiserem entender como o meu modelo atual abarca vinte e poucas competências emocionais dentro dos quatro grupos de QE, vejam o apêndice de O Poder da Inteligência Emocional.

Em , apresentei dados de uma amostragem nacional, demograficamente representativa, de mais de 3 mil crianças de 7 a 16 anos, avaliadas por seus pais e professores, demonstrando que no espaço de aproximadamente uma década, entre meados de e meados de , os indicadores de bem-estar entre crianças americanas sofreram um declínio expressivo.

Mas a tendência é nitidamente ascendente. Francamente, estou estupefato. Atualmente, as crianças passam mais tempo sozinhas do que nunca na história da humanidade, olhando para um monitor. Isso significa um experimento natural numa escala sem precedentes. Esses foram meus argumentos. Mesmo assim, ainda bem, as crianças parecem estar se saindo melhor. É claro que muitas crianças em bairros pobres também se beneficiaram — por exemplo, se suas escolas adotaram o SEL.

Uma vez ajudados com essas habilidades, suas vidas poderiam melhorar e suas comunidades se tornariam mais seguras. Mas pode-se fazer muito mais. As pessoas andavam pelas ruas mal- humoradas, em visível desconforto. Na avenida Madison, peguei um ônibus para voltar para o hotel.

O prazer dele com a riqueza de possibilidades que a cidade oferecia contagiou a todos. Ainda hoje, ao imaginar a possibilidade de os passageiros daquele ônibus terem propagado pela cidade aquele vírus de bem-estar, constato que aquele motorista era uma espécie de pacificador urbano, uma espécie de mago que tinha o poder de transmutar a soturna irritabilidade que fervilhava nos passageiros de seu ônibus, de amolecer e abrir corações.

Mas o fato é que esses eventos apenas refletem, em maior escala, um arrepiante desenfreio de emoções em nossas próprias vidas e nas das pessoas que nos cercam. Dessa perspectiva, observei duas tendências opostas: uma, que retrata a crescente calamidade na vida emocional partilhada pelos indivíduos, e outra, que oferece soluções auspiciosas para esse problema. Por que Este Exame agora?

Elas tornaram visível, pela primeira vez na história humana, o que sempre foi um grande mistério: como atua essa intricada quantidade de células enquanto pensamos e sentimos, imaginamos e sonhamos.

Essa luz sem precedentes sobre os mecanismos das emoções e suas deficiências põe em foco alguns novos remédios para nossa crise emocional coletiva. Essas observações vêm com um certo atraso, em grande parte porque o lugar dos sentimentos na vida mental foi, ao longo dos anos, surpreendentemente desprezado pela pesquisa, fazendo das emoções um continente pouco explorado pela psicologia científica.

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Essa lacuna propiciou uma enxurrada de livros de auto-ajuda, conselhos bem-intencionados baseados, na melhor das hipóteses, em opiniões clínicas, mas com pouca ou nenhuma base científica. Que fatores entram em jogo, por exemplo, quando pessoas de alto QI malogram e aquelas com um QI modesto se saem surpreendentemente bem? Além dessa possibilidade, estamos diante de um premente imperativo moral. Vivemos um momento em que o tecido social parece esgarçar-se com uma rapidez cada vez maior, em que o egoísmo, a violência e a mesquinhez de espírito parecem estar fazendo apodrecer a bondade de nossas relações com o outro.

Nossa viagem começa na Parte Um, com as novas descobertas sobre a arquitetura emocional do cérebro, as quais explicam aqueles momentos mais desconcertantes de nossas vidas, quando o sentimento esmaga toda racionalidade.

Nossa herança genética nos dota de uma série de referenciais que determinam nosso temperamento. Como mostra a Parte Quatro, as lições emocionais que aprendemos na infância, seja em casa ou na escola, modelam os circuitos emocionais, tornando-nos mais aptos — ou inaptos — nos fundamentos da inteligência emocional. Nossa viagem termina com visitas a escolas inovadoras, que visam dar às crianças rudimentos da inteligência emocional.

Nossas paixões, quando bem exercidas, têm sabedoria; orientam nosso pensamento, nossos valores, nossa sobrevivência.

Mas podem facilmente cair em erro, e o fazem com demasiada freqüência. Fomos longe demais quando enfatizamos o valor e a importância do puramente racional — do que mede o QI — na vida humana.

Mas Bobby Crabtree e sua mulher achavam que Matilda estava em casa de amigas naquela noite. Matilda Crabtree morreu 12 horas depois.

O medo levou-o a atirar antes de verificar perfeitamente no que atirava, e mesmo antes de reconhecer que aquela voz era a de sua filha. Na verdade, as primeiras leis e proclamações sobre ética — o Código de Hamurabi, os Dez Mandamentos dos Hebreus, os Éditos do Imperador Ashoka — podem ser interpretadas como tentativas de conter, subjugar e domesticar as emoções.

Em suma, com muita freqüência enfrentamos dilemas pós-modernos com um repertório talhado para as urgências do Pleistoceno. Esse paradoxo é o cerne de meu tema. Agir impulsivamente Num dia de início da primavera, eu percorria de carro um passo de montanha no Colorado, quando uma repentina lufada de neve encobriu o veículo alguns metros à minha frente.

A ansiedade transformou-se em medo total. Fui para o acostamento esperar que a lufada passasse. Meia hora depois, a neve parou, a visibilidade retornou e segui em frente, sendo parado uns metros adiante, onde uma equipe de ambulância socorria um passageiro de um carro que batera na traseira de outro que andava em velocidade mais lenta.

Se eu tivesse continuado a dirigir na neve que impedia a visibilidade, provavelmente os teria atingido. A cautela que o medo me impôs naquele dia talvez tenha salvado minha vida. Ao mesmo tempo, o corpo imobiliza-se, ainda que por um breve momento, talvez para permitir que a pessoa considere a possibilidade de, em vez de agir, fugir e se esconder.

Circuitos existentes nos centros emocionais do cérebro disparam a torrente de hormônios que põe o corpo em alerta geral, tornando-o inquieto e pronto para agir. A tristeza acarreta uma perda de energia e de entusiasmo pelas atividades da vida, em particular por diversões e prazeres. Por exemplo, a perda de um ser amado provoca, universalmente, tristeza e luto.

Seguiram-se meses de brigas amargas sobre a casa, dinheiro e custódia dos filhos. Agora, passados alguns meses, ela dizia que sua independência lhe agradava, que se sentia feliz contando apenas consigo mesma. Aquele lacrimejar de olhos poderia passar facilmente despercebido. Na verdade, temos duas mentes — a que raciocina e a que sente. Essas duas mentes, a emocional e a racional, na maior parte do tempo operam em estreita harmonia, entrelaçando seus modos de conhecimento para que nos orientemos no mundo.

Mas, quando surgem as paixões, esse equilíbrio se desfaz: é a mente emocional que assume o comando, inundando a mente racional. A parte mais primitiva do cérebro, partilhada por todas as espécies que têm um sistema nervoso superior a um nível mínimo, é o tronco cerebral em volta do topo da medula espinhal. Esse cérebro reinou supremo na Era dos Répteis: imaginem o sibilar de uma serpente comunicando a ameaça de um ataque.

Da mais primitiva raiz, o tronco cerebral, surgiram os centros emocionais. Toda entidade viva, seja nutritiva, venenosa, parceiro sexual, predador ou presa, tem uma assinatura molecular distintiva que o vento transporta. Naqueles tempos primitivos, o olfato apresentava-se como um sentido supremo para a sobrevivência. Uma camada de células recebia o que era cheirado e o classificava em categorias relevantes: comestível ou tóxico, sexualmente acessível, inimigo ou comida.

Uma segunda camada de células enviava mensagens reflexivas a todo o sistema nervoso, dizendo ao corpo o que fazer: morder, cuspir, abordar, fugir, caçar. Estas, em torno do tronco cerebral, lembravam um pouco um pastel com um pedaço mordido embaixo, no lugar onde se encaixa o tronco cerebral.

Esse novo território neural acrescentou emoções propriamente ditas ao repertório do cérebro. À medida que evoluía, o sistema límbico foi aperfeiçoando duas poderosas ferramentas: aprendizagem e memória. Se uma comida causava doença, podia ser evitada da próxima vez. Decisões como saber o que comer e o que rejeitar ainda eram, em grande parte, determinadas pelo olfato; as ligações entre o bulbo olfativo e o sistema límbico assumiam agora as tarefas de estabelecer distinções entre cheiros e reconhecê-los, comparando um atual com outros passados e discriminando, assim, o bom do ruim.

Por cima do tênue córtex de duas camadas — as regiões que planejam, compreendem o que é sentido, coordenam o movimento —, acrescentaram-se novas camadas de células cerebrais, formando o neocórtex. O neocórtex do Homo sapiens, muito maior que o de qualquer outra espécie, acrescentou tudo o que é distintamente humano. Acrescenta a um sentimento o que pensamos dele — e permite que tenhamos sentimentos sobre idéias, arte, símbolos, imagens.

Esse acréscimo ao cérebro introduziu novas nuanças à vida emocional. Vejam o amor. À medida que subimos na escala filogenética do réptil ao rhesus e ao ser humano, o volume do neocórtex aumenta; com esse aumento, ocorre um incremento de proporções gigantescas nas interligações dos circuitos cerebrais. O neocórtex abriga a sutileza e a complexidade da vida emocional, como a capacidade de ter sentimentos sobre nossos sentimentos.

Queria abandonar o mundo do crime, alegou mais tarde, mas naquele momento estava precisando desesperadamente de dinheiro para manter a namorada e a filha deles, uma menina com cerca de 3 anos. Ameaçando-a com uma faca, ele a amarrou. Quando ia saindo, entrou Emily.

Para garantir a fuga, Robles a amarrou também. Vinte e cinco anos depois, ao lembrar daquele momento, Robles lamentava: — Fiquei muito furioso. Minha cabeça explodiu. Nesses momentos, sugerem os indícios, um centro no cérebro límbico proclama uma emergência, recrutando o resto do cérebro para seu plano de urgência. Isso, com toda probabilidade, foi também um desses seqüestros, uma tomada de poder neural que, como veremos, se origina na amígdala cortical, um centro no cérebro límbico.

Quando uma piada é muito engraçada, a risada é quase explosiva — esta é também uma resposta límbica. Sem peso emocional, os contatos interpessoais ficam insossos. Um rapaz cuja amígdala fora cirurgicamente removida para controlar sérios ataques perdeu por completo o interesse pelas pessoas, preferindo o isolamento, sem qualquer contato humano. Joseph LeDoux, neurocientista do Centro de Ciência Neural da Universidade de Nova York, foi o primeiro a descobrir o importante papel que a amígdala cortical desempenha no cérebro emocional.

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Vejam, por exemplo, uma jovem que dirigiu duas horas até Boston, para fazer um brunch e passar o dia com o namorado. Na lanchonete, ele lhe deu de presente uma coisa que ela vinha querendo havia meses, uma gravura rara, trazida da Espanha. Mas a alegria dela acabou quando sugeriu ao namorado que, depois dali, fossem ver um filme que estava louca para ver. Magoada e incrédula, ela se levantou em prantos, deixou a lanchonete e, num impulso, jogou a gravura na lata de lixo.

Os sinais que vêm dos sentidos permitem que a amígdala faça uma varredura de toda experiência, em busca de problemas. Isso me fere? Alguma coisa que temo?

A extensa rede de ligações neurais da amígdala permite que, durante uma emergência emocional, ela assuma e dirija grande parte do restante do cérebro — inclusive a mente racional. Esse atalho — como uma viela neural — permite que a amígdala receba alguns insumos diretos dos sentidos e inicie uma resposta antes que eles sejam plenamente registrados pelo neocórtex. Essa descoberta invalida totalmente a tese de que a amígdala depende inteiramente de sinais do neocórtex para formular suas reações emocionais.

A amígdala pode acionar uma resposta emocional através dessa rota de emergência no momento exato em que um circuito ressonante paralelo se inicia entre a amígdala e o neocórtex. LeDoux pôs por terra o conhecimento predominante sobre os caminhos percorridos pelas emoções, com sua pesquisa sobre medo em animais. Numa experiência crucial, destruiu o córtex auditivo de ratos, depois os expôs a um som associado a um choque elétrico.

Os ratos logo aprenderam a temer o som, antes de o neocórtex tê-lo registrado. Desse modo, a amígdala pode disparar uma resposta emocional antes que os centros corticais tenham entendido plenamente o que se passa. Enquanto o hipocampo lembra os fatos puros, a amígdala retém o sabor emocional que os acompanha. Como explicou LeDoux: — O hipocampo é crucial no reconhecimento do rosto de sua sobrinha. O cérebro usa um método simples mas astuto para registrar memórias emocionais com força especial: os mesmíssimos sistemas de alarme neuroquímicos que preparam o corpo para reagir a emergências de risco de vida com a resposta de lutar- ou-fugir também gravam fortemente na memória o momento de intenso estímulo emocional.

Mas as memórias emocionais podem ser péssimos guias na nossa atualidade. Num segundo, saltei da cama e saí correndo do quarto, com medo de que todo o teto desabasse. Depois, percebendo que estava a salvo, voltei para espiar cautelosamente o que causara aquele estrago todo — e descobri simplesmente que o som que julgara ser do teto desabando fora na verdade a queda de uma pilha de caixas que minha mulher, na véspera, amontoara no canto.

O teto estava intacto, assim como eu. Assim, o que se registra na amígdala nessa via expressa é, na melhor das hipóteses, um sinal informe, suficiente apenas para uma advertência. Mas, na vida emocional humana, pode ter conseqüências desastrosas para nossas relações, pois significa, falando de modo figurado, que podemos saltar em cima ou fugir da coisa — ou pessoa — errada. Pensem, por exemplo, na garçonete que derrubou uma bandeja com seis jantares quando viu de relance uma mulher de cabelos ruivos ondulados exatamente iguais aos daquela por quem seu marido a deixara.

Esses rudimentares erros emocionais baseiam-se no sentimento anterior ao pensamento. Agarrou o telefone e explodiu: — Jessica!

Se no processo é exigida uma resposta emocional, os lobos pré-frontais a ditam, trabalhando em comum com a amígdala e outros circuitos no cérebro emocional. E quanto a nós, humanos A resposta neocortical é mais lenta em tempo cerebral que o mecanismo de seqüestro porque envolve mais circuitos.

Também é mais criteriosa e ponderada, pois mais pensamentos antecedem o sentimento. Quando registramos uma perda e ficamos tristes, ou nos alegramos com uma vitória, ou refletimos sobre alguma coisa que alguém disse ou fez e depois ficamos magoados ou zangados, é o neocórtex agindo. Infelizmente, o custo para a maioria dos pacientes era, também, a perda de suas emoções.

O circuito-chave ficava destruído. Consideremos o poder que têm as emoções em perturbar o próprio pensamento. O cérebro emocional, bastante distinto das regiões corticais reveladas pelos testes de QI, controla igualmente a raiva e o sentimento de piedade. Indicações como essa levam o Dr. Enquanto o mundo muitas vezes nos põe diante de uma gama difícil de opções Onde aplicar o dinheiro?

Com quem casar? Eis por quê, diz o Dr. Num certo sentido, temos dois cérebros, duas mentes — e dois tipos diferentes de inteligência: racional e emocional.

Quando esses parceiros interagem bem, a inteligência emocional aumenta — e também a capacidade intelectual. Mas Pologruto, seu professor de física, deu-lhe nota 80 numa prova. Um juiz considerou Jason inocente e temporariamente privado, durante o incidente, do uso de suas faculdades mentais — um conselho de quatro psicólogos e psiquiatras prestou um juramento em que atestaram que o aluno estava em estado psicótico durante a briga com o professor.

Jason alegou que pensara em suicídio por causa da nota que obtivera e que fora procurar Pologruto para lhe dizer que, por causa disso, iria se matar.

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Embora Jason tivesse se formado com o mais alto louvor, seu ex- professor de física, David Pologruto, queixava-se de que ele nunca lhe pedira desculpas nem assumira qualquer responsabilidade pelo esfaqueamento.

Resposta: a inteligência acadêmica pouco tem a ver com a vida emocional. As pessoas mais brilhantes podem se afogar nos recifes de paixões e dos impulsos desenfreados; pessoas com alto nível de QI podem ser pilotos incompetentes de sua vida particular.

E se o que ele de fato quisesse fosse montar seu próprio negócio, ser senador, ganhar milhões? Levou quase dez anos para finalmente se formar. Foi feito um acompanhamento de 95 estudantes de Harvard, pertencentes às classes da década de — momento em que, diferentemente do que ocorre hoje, pessoas com QIs variados em ampla faixa estudavam em faculdades de elite.

Na época em que chegaram à meia-idade, a vida profissional e pessoal dessas pessoas, cujos QIs previam um futuro promissor, foi comparada com a vida de outros colegas que, à época, obtiveram um escore mais baixo. Nada de significativo os distinguia, em termos salariais, capacidade de produzir ou status profissional. Um terço deles tinha QI abaixo de Mas o que fez a diferença foi a capacidade, adquirida na infância, de lidar com frustrações, controlar emoções e de relacionar-se com outras pessoas.

Nada nos diz de como ela reage às vicissitudes da vida. Retrai-se na hora das brincadeiras, ficando mais de fora do que mergulhando nos jogos. Judy talvez seja, ali, a criança mais sofisticada no discernimento das idas e vindas dos sentimentos dos integrantes da turma. E quando lhe pedem que ponha um deles com quem mais gosta de brincar, ela mostra que sabe combinar os melhores amigos da classe.

Perdemos isso inteiramente de vista. O pensamento de Gardner sobre a multiplicidade da inteligência continua a evoluir. A inteligência intrapessoal Talvez isso ocorra porque, como ele próprio diz, seu trabalho é fortemente calcado num modelo mental que se apóia em ciência cognitiva. A ênfase de Gardner nos elementos perceptivos nas inteligências pessoais reflete o Zeitgeist[2] da psicologia que formou suas opiniões.

Durante as décadas de meados do século XX, a psicologia acadêmica foi dominada por behavioristas como B. Os behavioristas decretaram que toda a vida interior, inclusive as emoções, estaria interditada à pesquisa científica.

Mas as emoções continuaram sendo uma zona interdita. O saber convencional entre os cientistas cognitivos afirmava que a inteligência implica um processamento frio e duro acerca dos fatos.

É hiper-racional, mais ou menos como o Mr. As emoções enriquecem; um modelo mental que as ignora se empobrece. E, no dia-a-dia, nenhuma inteligência é mais importante do que a intrapessoal. Precisamos treinar as crianças em inteligências intrapessoais na escola. Assim, E. Conhecer as próprias emoções. Autoconsciência — reconhecer um sentimento quando ele ocorre — é a pedra de toque da inteligência emocional. A incapacidade de observar nossos verdadeiros sentimentos nos deixa à mercê deles.

Lidar com emoções. As pessoas que têm essa capacidade tendem a ser mais produtivas e eficazes em qualquer atividade que exerçam. Reconhecer emoções nos outros. Lidar com relacionamentos.

O Capítulo 8 examina a competência e a incompetência, e as aptidões específicas envolvidas. Os perfis diferem ligeiramente em homens e mulheres.

É também inclinado a ser crítico e condescendente, fastidioso e inibido, pouco à vontade do ponto de vista sexual e sensual, inexpressivo e desligado, e emocionalmente frio. Têm uma vida emocional rica, mas correta; sentem-se à vontade consigo mesmos, com os outros e no universo social em que vivem.

O equilíbrio social delas permite-lhes ir até os outros; sentem-se suficientemente à vontade consigo mesmas para serem brincalhonas, espontâneas e abertas à experiência sensual.

Mas oferecem uma perspectiva instrutiva sobre o que cada uma dessas dimensões acrescenta, isoladamente, às qualidades de uma pessoa. Na medida em que a pessoa tem tanto inteligência cognitiva quanto emocional, essas imagens se fundem. Esse reconhecimento, porém, é distinto das tentativas que fazemos para evitar agir impulsivamente. Mayer constata que as pessoas tendem a adotar estilos típicos para acompanhar e lidar com suas emoções. Em suma, a vigilância as ajuda a administrar suas emoções.

Muitas vezes se sentem esmagadas e emocionalmente descontroladas. Por favor, retornem às suas poltronas e apertem os cintos. A resposta que dermos a estas perguntas sinaliza a atitude que em nós é mais predominante em situações de apuro.

Essas duas formas de comportamento têm conseqüências bastante diferentes para a maneira como as pessoas percebem suas reações emocionais. O resultado é que suas emoções se tornam mais intensas. A história me foi contada por Edward Diener, psicólogo da Universidade de Illinois, em Urbana, que estuda a intensidade com que as pessoas vivem suas emoções. Era, essencialmente, um homem sem paixões, uma pessoa que passa pela vida sem sentir quase nada, mesmo numa emergência como um incêndio.

Uma vez, quando perdeu a caneta preferida, ficou perturbada durante dias. Diener constata que as mulheres, em geral, mais do que os homens, sentem com mais intensidade as emoções positivas e negativas. E, diferenças de sexo à parte, a vida emocional é mais rica para os que observam mais. Embora falasse com brilhantismo sobre ciência e arte, quando se tratava de seus próprios sentimentos — mesmo aqueles que tinha por Ellen — emudecia.

Por isso suas esposas pedem que se tratem. Faltam a essas pessoas palavras para descrever seus sentimentos. Peter Sifneos, o psiquiatra de Harvard que, em , cunhou o termo alexitimia. Ainda assim, ficam perplexos quando perguntamos por que choram.

E, acrescentou, de vez em quando começava a chorar, mas nunca sabia exatamente por que chorava. Quando alguma coisa — ou mais provavelmente alguém — lhes provoca um sentimento, eles acham a experiência intrigante e arrasadora, uma coisa a ser evitada a qualquer custo. Embora ninguém possa ainda dizer com certeza o que causa a alexitimia, o Dr. Embora extensos testes intelectivos nada indicassem de errado em suas faculdades mentais, ainda assim ele foi procurar um neurologista, esperando que a descoberta de um problema neurológico lhe desse os benefícios de invalidez a que se julgava com direito.

O pensamento de Elliot tornara-se igual ao de um computador, capaz de executar todas as etapas para solucionar um problema, mas incapaz de atribuir valores às diferentes possibilidades. Embora sentimentos fortes possam causar devastações no raciocínio, a falta de consciência do sentimento também pode ser destrutiva, sobretudo no avaliar decisões das quais depende, em grande parte, o nosso destino: que carreira seguir, se ficar num emprego seguro ou arriscar-se em outro mais atraente, com quem namorar ou casar, onde viver, que apartamento alugar ou que casa baixar — sempre e sempre, pela vida afora.

Na maioria das vezes, esses marcadores nos orientam para que fiquemos bem longe de uma escolha contra a qual nossa experiência nos adverte, embora também possam nos alertar para uma oportunidade de ouro.

Como Freud colocou, grande parte da vida emocional é inconsciente; os sentimentos que se agitam dentro de nós nem sempre cruzam o limiar da consciência. À medida que essas agitações emocionais pré- conscientes continuam a crescer, acabam tornando-se suficientemente fortes para irromper na consciência. Desta forma, a autoconsciência emocional é a base deste aspecto da inteligência emocional: ser capaz de afastar um estado de espírito negativo. Na verdade, manter sob controle as emoções que nos afligem é fundamental para o bem-estar; os extremos — emoções que vêm de forma intensa e que permanecem em nós por muito tempo — minam nossa estabilidade.

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A arte de manter a tranqüilidade é um dom fundamental da vida; alguns psicanalistas, como John Bowlby e D. Winnicott, a identificam como a mais essencial de todas as ferramentas psíquicas. Por exemplo, dois terços dos maníaco-depressivos nunca foram tratados desse mal. Mas quando se trata de vencer a gama mais habitual de estados de espírito negativos, somos deixados por nossa própria conta.

As fichas de acompanhamento onde era anotado o que as pessoas faziam para livrar-se de estados de espírito negativos eram decididamente contraditórias. Você quer matar o cara. O problema, como nos lembra o que é proposto por Aristóteles a respeito de termos apenas a raiva certa, é que na maioria das vezes nos descontrolamos.

Dentre todos os sentimentos de que as pessoas mais querem se ver livres, a raiva é o mais intransigente; Diane Tice constatou que é o sentimento mais difícil de controlar. Ver as coisas de forma diferente extingue essas chamas.

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Essas percepções atuam como o gatilho instigante de uma onda límbica que tem um duplo efeito sobre o cérebro. Essa dinâmica ocorre quando alguém se zanga. A raiva se alimenta de raiva; o cérebro emocional esquenta. Ficando frio Certa vez, quando eu tinha uns 13 anos, num acesso de raiva, saí de casa jurando que nunca mais retornaria. A história é de um participante de um dos primeiros estudos científicos sobre a raiva, feito em No período de esfriamento, a pessoa irada pode frear o ciclo de crescente pensamento hostil, buscando distrações.

O segredo, claro, é, em primeiro lugar, esfriar a raiva a ponto de a pessoa poder divertir-se. Uma delas, que é bastante eficaz, consiste em dar uma volta para ficar só, enquanto esfria. Talvez a alternativa mais segura seja sair para uma longa caminhada; o exercício ativo também ajuda em casos de raiva.

O motorista, impaciente, buzina e gesticula para que ele saia da frente. A resposta é uma cara feia e um gesto obsceno. Diante dessa ameaça letal, o rapaz se afasta mal-humorado e esmurra o carro, que avança, centímetro a centímetro, no trânsito.

O motorista berra-lhe uma enxurrada de palavrões. Tem que devolver Ela descobriu que, quando as pessoas falavam das vezes em que haviam descontado sua raiva na pessoa que a provocara, o verdadeiro efeito era mais um prolongamento do estado de espírito que o seu fim. Muito mais efetivo era quando as pessoas primeiro esfriavam e, depois, de uma maneira mais construtiva ou assertiva, enfrentavam a outra para acertar a desavença. Teria de tirar o dinheiro da poupança do Jamie O boletim escolar ruim na semana passada Todas essas compulsões eram causadas por um subjacente medo mórbido de germes; ela se preocupava constantemente pensando que, sem essas lavagens e esterilizações, pegaria uma doença e morreria.

O que os mantinha acordados eram os pensamentos intrusos. Em vez de produzir soluções para o perigo que imaginam, os preocupados normalmente ficam ruminando sobre o perigo em si, imergindo de uma maneira discreta no pânico a ele associado, sem conseguir parar de pensar. Mas a editora foi logo depois comprada por outra, e ela ficou desempregada. Voltou a trabalhar como freelance, um mercado irregular, e ora ficava atolada de trabalho, ora sem condições de pagar o aluguel.

Mas, por outro lado, dizia que achava que suas preocupações eram como um vício. Mas, no nível neurológico, parece haver uma rigidez cortical, um déficit na capacidade de o cérebro emocional reagir com flexibilidade às mudanças de circunstâncias. E, por sua própria natureza, persistem, assim que surgem na mente. Só existe, necessariamente, uma ou nenhuma alternativa para que aconteça?

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É claro que nem toda tristeza deve ser evitada; a melancolia, como todos os outros estados de espírito, tem suas vantagens. Nessas grandes depressões, a vida é paralisada; nenhum recomeço pode ser visualizado. Susan constata que as mulheres tendem muito mais a ruminar, quando deprimidas, que os homens. Quando se deu a deprimidos uma lista de opções para afastar a mente de uma coisa triste, como o enterro de um amigo, por exemplo, a escolha recaiu sobre uma maior quantidade de atividades melancólicas.

Levanta-moral Imagine-se dirigindo numa estrada desconhecida, íngreme e cheia de curvas, num nevoeiro. De repente, um carro surge de uma saída apenas alguns palmos à sua frente, perto demais. Você mete o pé no freio e derrapa, bate de lado.

Consegue correr até o outro carro e vê que uma das crianças jaz imóvel. Você fica cheio de culpa e tristeza diante da tragédia.

Todas as vezes que a cena invadisse suas mentes, eles teriam de fazer um X no que escreviam. Ironicamente, as pessoas deprimidas, para tirar da mente um tema depressivo, utilizam outro tema de igual teor, o que apenas desperta mais emoções negativas.

Embora o choro possa, às vezes, obstruir uma crise de tristeza, também pode deixar a pessoa ainda mais obcecada com os motivos do desespero. De qualquer forma, para afastar a tristeza comum, constatou Diane Tice, muita gente disse que recorria a distrações como leitura, TV e cinema, videogames e quebra-cabeças, sono e fantasias a respeito da viagem dos seus sonhos.

Alegrar-se com coisas boas e prazeres sensuais era outro dos antídotos mais comuns utilizados contra a tristeza. baixar um presente ou mimo para si mesmo, para sair de um estado de espírito negativo, era muito comum entre as mulheres, como era ir às compras em geral, mesmo que apenas para olhar as vitrinas.

Pelo mesmo motivo, elevar a auto-imagem também é animador, mesmo que apenas sob a forma de se vestir bem ou maquiar-se. Mas também um dos mais raros.

Finalmente, pelo menos algumas pessoas saem da melancolia voltando-se para um poder transcendente. Contudo, quando questionados, declararam-se perfeitamente calmos. Ou a característica pode ser simplesmente um temperamento herdado. A resposta a isso veio de uma inteligente pesquisa de Richard Davidson, psicólogo da Universidade de Winsconsin e colaborador inicial de Weinberger. Usando um complexo dispositivo de lentes, Davidson pôde exibir uma palavra de modo que fosse vista apenas na metade do campo visual.

Para sua surpresa, quando Davidson mediu os níveis de atividade em seus lobos pré-frontais, eles tinham uma decidida predominância de atividade no esquerdo — centro do bem-estar — e menos no direito, centro de negatividade. A teoria de Davidson é que, em termos de atividade do cérebro, experimentar realidades angustiantes mantendo o bom humor é uma tarefa que exige energia.

Estivera naquele anfiteatro assistindo a muitas aulas. Os mesmos pensamentos repetiam-se sem parar, num ciclo de medo e tremor. Fiquei sentado, imóvel como um animal paralisado pelo curare no meio de um movimento. O que mais me impressiona naquele pavoroso momento é como o meu raciocínio ficou embotado. Simplesmente fiquei sentado, fixado em meus terrores, esperando acabar o sofrimento.

Eles acreditam que qualquer um pode se sair bem na escola com o esforço adequado. Na medida em que nossas emoções atrapalham ou aumentam nossa capacidade de pensar e fazer planos, de seguir treinando para alcançar uma meta distante, solucionar problemas e coisas assim, elas definem os limites de nosso poder de usar nossas capacidades mentais inatas, e assim determinam como nos saímos na vida. E na medida em que somos motivados por sentimentos de entusiasmo e prazer no que fazemos — ou mesmo por um grau ideal de ansiedade —, esses sentimentos nos levam ao êxito.

É a raiz de todo autocontrole emocional, uma vez que todas as emoções, por sua própria natureza, levam a um ou outro impulso para agir. Esses valentes pré-escolares receberam a recompensa dos dois marshmallows.

O poder diagnóstico de como lidaram com esse momento de impulso tornou-se claro 12 a 14 anos depois, quando essas mesmas crianças foram observadas na adolescência. E, mais de uma década depois, ainda podiam esperar um certo tempo para receber suas recompensas, enquanto perseguiam seus objetivos. E, após todos aqueles anos, continuavam sendo incapazes de aguardar a recompensa. O que aparece discretamente no início da vida desabrocha numa ampla gama de aptidões sociais e emocionais com o desenrolar dela.

Mais espantoso ainda: contavam pontos sensacionalmente mais altos em seus testes SAT. Um fraco controle de impulso na infância é também um poderoso previsor de delinqüência futura, também aqui mais que o QI As constatações dele acentuam o papel da inteligência emocional como uma capacidade de atingir metas, determinando como as pessoas podem empregar bem ou mal suas outras capacidades mentais.

Ele entrou para o time de futebol da universidade e logo vai acabar se machucando. A ansiedade solapa o intelecto. Os ansiosos têm mais probabilidade de falhar, ainda que tenham contagens superiores em testes de inteligência, como constatou um estudo de 1. Nossas preocupações se tornam profecias autoconcretizantes, impelindo-nos para o próprio desastre que predizem.

As pessoas capazes de canalizar suas emoções, por outro lado, podem usar a ansiedade antecipatória — sobre um discurso ou teste próximos, digamos — para motivarem-se a prepararem-se bem para a tarefa, com isso saindo-se bem. Isso sugere que uma das maneiras de ajudar alguém a solucionar um problema é contar-lhe uma piada.

Um estudo constatou que as pessoas que assistiram a um vídeo de humor depois resolviam com facilidade um quebra-cabeça que foi durante muito tempo utilizado por psicólogos para testar o pensamento criativo. Mesmo ligeiras mudanças de humor podem dominar o pensamento. Ao fazer planos ou tomar decisões, as pessoas têm um desvio perceptivo que as leva a ficar mais expansivas e positivas no pensar. As emoções descontroladas tolhem o intelecto.

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Vejamos alguns casos a esse respeito: as vantagens de esperança e otimismo, e os momentos sublimes em que as pessoas se superam. Sua nota é D. O que você faz? Os estudantes muito autoconfiantes disseram que iriam estudar mais e pensar numa série de coisas que poderiam fazer para elevar a nota final. E, como era de se esperar, os estudantes com baixos níveis de esperança desistiam das duas coisas, de moral abatido.

Quando C. Também aqui, tendo-se em geral a mesma gama de capacidades intelectuais, as aptidões emocionais fazem a crítica diferença. Disseram-lhe que nunca a abrisse. As pessoas tendem a se diferenciar na medida em que têm esse tipo de esperança. Alguns repórteres esportivos anunciavam-no como tendo possibilidade de igualar o feito de Mark Spitz em , ganhando sete medalhas de ouro.

Mas Biondi acabou num constrangedor terceiro lugar na primeira disputa, os metros nado livre. Na seguinte, metros borboleta, perdeu o ouro por centímetros para outro nadador, que fez um maior esforço no metro final.

Os locutores esportivos especularam se essas derrotas iriam desencorajar Biondi em outras disputas. Mas ele se refez da derrota e ganhou medalhas de ouro nas cinco disputas seguintes. Mas quando outros membros da equipe que receberam tempos piores que os verdadeiros — e cujas contagens nos testes mostraram que eram pessimistas — tentaram de novo, saíram-se pior que na primeira vez.

Essas diferentes justificativas têm profundas implicações sobre como as pessoas reagem à vida. Como acontece com a esperança, o otimismo antecipa o êxito acadêmico. É por isto que três quartos dos vendedores de seguros desistem nos primeiros três anos.

E, no primeiro ano, os pessimistas desistiram duas vezes mais que os otimistas. Tal impacto no desempenho profissional de um vendedor ocorre porque o otimismo é um traço da inteligência emocional. Enquanto a atitude mental do pessimista conduz ao desespero, a do otimista gera esperança. Uma das origens da perspectiva positiva ou negativa talvez seja o temperamento inato; algumas pessoas, por natureza, tendem para um lado ou para outro. Mas, como veremos na Parte 4, o temperamento pode ser alterado pela experiência.

Otimismo e esperança — da mesma forma que o sentimento de impotência e desespero — podem ser aprendidos. E a coisa simplesmente flui por si mesma. Diane Roffe-Steinrotter, que ganhou uma medalha de ouro em esqui nas Olimpíadas de Inverno de , disse, depois da corrida, que só se lembrava de que estava imersa em total relaxamento: — Eu me sentia fluir como uma cachoeira.

Nesse sentido, nos momentos de fluxo as pessoas se tornam desprendidas. Como me disse Csikszentmihalyi: — As pessoas parecem concentrar-se melhor quando o que lhes é exigido é pouco, e elas podem dar mais.

Se o que lhes é exigido é muito pouco, elas se entediam. Se tiverem de lidar com coisas para elas excessivas, ficam ansiosas. O fluxo ocorre naquela zona delicada entre o tédio e a ansiedade. Se a tarefa é simples demais, entedia; se desafiadora demais, resulta mais em ansiedade que em fluxo.

Na verdade, num estudo com duzentos pintores 18 anos depois que deixaram a escola, Csikszentmihalyi constatou que foram aqueles que, nos tempos de estudante, saboreavam o puro prazer de pintar, que se tornaram verdadeiramente artistas. Os que haviam sido motivados na escola de arte por fantasias de fama e fortuna, em sua maioria, afastaram-se da arte depois de formados. Csikszentmihalyi conclui: — Os pintores devem querer pintar, acima de tudo mais.

Os alunos que entram em fluxo quando estudam saem-se melhor, independentemente da medida de seu potencial avaliado por testes de rendimento. Depois, observou-se a maneira como esses estudantes passavam seu tempo, cada um levando um bipe que os mandava, em horas aleatórias durante o dia, anotar o que estavam fazendo e qual o seu estado de espírito. Como era esperado, aqueles que tinham baixo desempenho passavam apenas cerca de 15 horas por semana estudando em casa, muito menos que as 27 horas por semana de trabalho de casa cumpridas por seus colegas de alto desempenho.

Este, afinal, é o destino dos adolescentes. Mas a diferença-chave estava em como experienciavam os estudos. Temos de descobrir alguma coisa que gostamos e nos apegar a ela. A empatia é alimentada pelo autoconhecimento; quanto mais consciente estivermos acerca de nossas próprias emoções, mais facilmente poderemos entender o sentimento alheio. Pois todo relacionamento, que é a raiz do envolvimento, vem de uma sintonia emocional, da capacidade de empatia. A falta de empatia é também reveladora.

Nota-se em criminosos psicopatas, estupradores e molestadores de crianças. E as pessoas cujo desempenho melhorou no decorrer do teste, que durou 45 minutos — um indicador de que aquelas pessoas têm talento para adquirir aptidões de empatia —, também se relacionavam melhor com o sexo oposto.

Em testes feitos em 1. Numa pesquisa feita por Martin L. Essa mímica motora, como é denominada, é o significado técnico original da palavra empatia, como pela primeira vez foi usada, na década de , por E. Titchener, psicólogo americano. Segue-o por toda parte e começa a choramingar. Ele se acalma, mas Jenny continua preocupada. Continua a trazer-lhe brinquedos e a dar-lhe tapinhas na cabeça e nos ombros. Achou que Mark se parecia mais com ela; Fred, mais com o pai. Quando eles tinham apenas três meses, Sarah muitas vezes tentava atrair o olhar de Fred, e quando ele virava o rosto, ela tentava de novo; Fred reagia dando-lhe mais enfaticamente as costas.

Assim que ela olhava para outro lado, ele tornava a olhar para ela, e o esconde-esconde recomeçava — muitas vezes deixando Fred em prantos. Mas, com Mark, Sarah nunca tentava estabelecer contato ocular como fazia com Fred.

Um ato pequeno, mas revelador. Mark, por outro lado, olhava direto nos olhos dos outros; quando queria romper o contato, virava ligeiramente a cabeça para cima e para o lado, com um sorriso cativante.

A sintonia ocorre tacitamente, como parte do ritmo de relacionamento. Ou o bebê sacode o chocalho, e ela responde, balançando-o. Para que ele saiba que você sente como ele se sente, é preciso reproduzir os sentimentos íntimos dele de outra forma.

Aí o bebê sabe que foi entendido. Um desequilíbrio num ponto pode ser corrigido depois; é um processo contínuo, de uma vida inteira. Muitas dessas pessoas têm o dom de sentir o que sentem os que as cercam, e é muito comum relatarem que sofreram abusos emocionais na infância.

Estes eram incapazes de expressar suas emoções através do tom de voz ou gestos. Depois, eles aprenderam a evitar o choque empurrando uma alavanca sempre que ouviam o som.

Mas o que surpreende nos resultados desses estudos é que também identificaram neurônios no córtex visual que parecem disparar somente em resposta a expressões faciais ou gestos específicos, como um ameaçador abrir a boca, uma careta terrível ou um dócil agachamento. Isso poderia significar que o cérebro se destina desde o princípio a responder a expressões emocionais específicas — ou seja, que a empatia é um dado da biologia. Outra linha de indícios para o papel-chave do caminho amígdala-córtex na leitura e resposta de emoções, sugere Brothers, é a pesquisa na qual foram cortadas as ligações entre amígdalas e córtex de macacos selvagens.

Mesmo quando um deles fazia uma abordagem amistosa, os outros fugiam, e eles acabaram se isolando, evitando contato com o grupo a que pertenciam. Depois, cada um deles vê o filme e descreve o que sentia, momento a momento. O outro cônjuge revê a fita, desta vez tentando interpretar os sentimentos do outro. Quer dizer, quando um suava mais, o outro também; quando um sofria uma queda nos batimentos cardíacos, o mesmo acontecia com o outro.

Em suma, o corpo de um imitava as mais sutis reações físicas do outro. Só quando o corpo de um entrava em sintonia com o corpo do outro é que ocorria a empatia. Empatia exige bastante calma e receptividade para que os sutis sinais de sentimento de uma pessoa sejam recebidos e imitados pelo cérebro emocional da outra pessoa. Sentir com o outro é envolver-se. Neste sentido, o oposto de empatia é antipatia. Deve-se mentir para evitar ferir os sentimentos de um amigo? Até quando devem ser mantidos ligados os aparelhos hospitalares que mantêm a vida de alguém?

Hoffman vê um desenvolvimento natural na empatia a partir da infância. Nesse ponto, as crianças podem perceber as circunstâncias de todo um grupo, como os pobres, os oprimidos, os marginalizados. Tal é o poder da empatia. Essa incapacidade de sentir a dor das vítimas lhes permite dizer a si mesmos mentiras que justificam o seu crime.

A ausência da empatia no momento em que essas pessoas infligem dano às vítimas é quase sempre parte de um ciclo emocional que precipita seus atos cruéis. É só ver a seqüência emocional que, normalmente, leva a um crime sexual como, por exemplo, molestar crianças. Esses sentimentos podem ser provocados, digamos, vendo casais felizes na TV, e depois sentindo-se deprimido por estar só. Num dos mais promissores programas de tratamento, os criminosos lêem dilacerantes histórias de crimes semelhantes aos que praticaram, contadas da perspectiva da vítima.

Lêem essa história para um grupo de terapia e tentam responder às perguntas sobre o ataque do ponto de vista da vítima. A psicopatia, incapacidade de sentir qualquer tipo de empatia ou piedade, ou o mínimo problema de consciência, é um dos defeitos emocionais mais intrigantes. Seus olhos encontram os de Faro e arregalam-se por um instante.

Depois ele desfaz o contato, baixa os olhos, desvia os olhos. Era medo. Faro repete o olhar que lançou ao carro ao lado para Bing: Ele olha direto para mim e tudo em seu rosto muda e se transforma, como por um truque de fotografia de tempo. Torna-se uma cara de pesadelo, apavorante de se ver.

Diz à gente que se a gente retribuir o olhar dele, se desafiar esse garoto, é melhor poder se garantir. Uma das mais sinistras formas em que a ausência de empatia pode mostrar-se foi descoberta por acaso num estudo sobre os mais perversos espancadores de esposa. Alguns pesquisadores que estudam criminosos psicopatas suspeitam que a fria manipulatividade deles, essa ausência de empatia ou envolvimento, às vezes tem origem numa anomalia neural. Enraivecido, Len morde Jay, que cai no choro.

Diante dessa ordem — que seguramente soa a uma crassa injustiça —, Len começa a chorar. Mas Len continua chorando. Len chorando. Eu mostra a você. Continuam os soluços de Len, apesar da tentativa de reconforto.

Quer ver, Len? Em meio a soluços, Len consegue esboçar um patético e arquejante: — Estou tentando. Assim leva palmada! Poder exercer controle sobre as emoções do outro é a essência da arte de relacionar-se. A paciência surge como uma alternativa aos faniquitos, ao menos de vez em quando. Portanto, controlar as emoções de outra pessoa — a bela arte de relacionar-se com os outros — exige o amadurecimento de duas outras aptidões emocionais: o autocontrole e a empatia.

Essas aptidões sociais nos permitem moldar um relacionamento, mobilizar e inspirar os outros, vicejar em relações íntimas, convencer e influenciar, deixar os outros à vontade. De repente, uma fila de seis monges começou a passar por uma das bermas que separavam um campo de outro. Totalmente calmos e equilibrados, dirigiram-se para a linha de fogo. Deve ter acontecido o mesmo com todo mundo, porque todos desistiram. Cessamos o combate. É evidente que essa história assinala um extremo.

Enviamos sinais emocionais sempre que interagimos, e esses sinais afetam aqueles com quem estamos. Todos somos parte dos recursos utilizados por outrem para alterar seu estado de espírito, para o melhor ou para o pior. A dupla tinha sido escolhida exatamente porque uma das pessoas era muito expressiva emocionalmente e a outra, inexpressiva. Invariavelmente, o estado de espírito da mais expressiva havia passado para a mais passiva. Quando duas pessoas interagem, a transferência de estado de espírito ocorre da mais expressiva para a mais passiva.

Por exemplo, num estudo de sincronia física, mulheres deprimidas foram a um laboratório com seus namorados e discutiram um problema que havia no relacionamento deles. Precisamos de uma cronologia compatível, coordenar nossos movimentos, sentirmo-nos à vontade.