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O MILAGRE NICHOLAS SPARKS PDF BAIXAR


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Para comeo de conversa eu no estava planejando ter um encontro No! Apesar de trabalhar com publicidade e ter seu prprio apartamento na praia comprado pelos pais , passava tempo suficiente na casa de Evan para se tornar uma parte importante na vida de Colin. Pouco mais de um ano depois, entretanto, ficou sabendo que ele estava noivo. Luzes misteriosas tinham sido avistadas num cemitério antigo que, segundo crença local, se encontrava assombrado. Lily, a noiva de Evan, era do mesmo jeito. Ptl40 Saiba mais. Aquela que veio para o almoo, pegou Copo no colo e quase causou um ataque cardaco no papai? Almas gêmeas Nicholas Sparks Quero este livro!

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Sentiria ondas de desapontamento e julgamento irradiando deles, aparentes nas coisas que diziam ou no. Quem precisava disso? Nos ltimos trs anos, limitava as raras visitas a cerca de uma hora, quase sempre nos feriados, um arranjo que parecia ser conveniente a todos.

Suas irms mais velhas, Rebecca e Andrea, tentaram convenc-lo a consertar as coisas com os pais, mas ele encerrava essas conversas de maneira. A vida delas com os pais tinha sido diferente da dele. As duas haviam sido desejadas, ao passo que ele fora um enorme erro sete anos depois. Sabia que elas eram bemintencionadas, mas no tinha muitas coisas em comum com as irms.

As duas eram formadas, casadas e com filhos. Viviam no mesmo bairro elegante dos pais e jogavam tnis nos fins de semana. Quanto mais velho ficava, mais Colin reconhecia que as escolhas que elas haviam feito na vida eram muito mais inteligentes do que as dele.

Mas, afinal de contas, as irms no eram inadequadas. Sabia que os pais eram essencialmente pessoas boas. Foram necessrios anos de terapia para aceitar o fato de que era ele que tinha problemas. No os culpava pelas coisas que haviam lhe acontecido; no mnimo se considerava um filho sortudo de duas pessoas pacientes. E da se havia sido criado por babs? E da se os pais tinham jogado a toalha e o mandado para um colgio militar? Outros pais provavelmente teriam desistido, mas eles jamais perderam a esperana de que Colin fosse capaz de mudar de vida.

E tinham aguentado tudo o que ele aprontara durante anos. E ele havia. Bebida, maconha e msica alta demais; suportaram as festas que ele dava sempre que saam da cidade, festas que deixavam a casa totalmente revirada. Desconsideraram as brigas em bares e as vrias prises. Jamais contatavam as autoridades quando ele arrombava a casa de praia, mesmo tendo causado danos srios naquele lugar.

Haviam pagado fianas e contas advocatcias.

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Trs anos atrs, quando Colin estava diante de uma longa sentena de priso depois de uma briga de bar em Wilmington, seu pai mexera uns pauzinhos para fazer um acordo que. Isto, claro, se Colin no estragasse tudo. Como parte do trato, ele deveria passar quatro meses numa instituio no Arizona, aprendendo a controlar sua raiva.

Quando voltou, foi de novo para o chal de praia, que na poca estava venda. Tambm tinha recebido ordem de se encontrar regularmente com o detetive Pete Margolis, da polcia de Wilmington. O homem que Colin havia espancado no bar era um antigo informante confidencial de Margolis e, por conta da briga, um caso importante em que o detetive estava trabalhando. Por isso, Pete odiava Colin com todas as foras.

Depois de argumentar contra o acordo, o detetive insistiu em monitorar Colin, como se fosse um oficial de condicional. Por fim, o acordo estipulou que, se Colin fosse preso de novo, por qualquer motivo, sua ficha original seria restaurada e ele seria condenado automaticamente priso por quase uma dcada.

Apesar das exigncias, apesar de ter que lidar com Pete Margolis, que obviamente estava louco para algemlo, foi um timo negcio. Um acordo inacreditvel, e tudo graas a seu pai. Colin foi tecnicamente proibido de pr os ps em casa de novo, embora seu pai tivesse amolecido nesse ponto especfico nos ltimos tempos. Colin foi obrigado a reavaliar sua vida aps ser permanentemente expulso de casa depois de voltar do Arizona, e a olhar da rua enquanto os novos donos tomavam posse do chal de praia. Acabou dormindo na casa de amigos em Raleigh, indo de um sof para outro.

Pouco a pouco, chegou concluso de que iria se destruir completamente. O ambiente ali no era bom e seu crculo. Sem ter para onde ir, voltou a Wilmington e se surpreendeu ao se ver porta de Evan. Ele morava ali desde que se formara pela Universidade da Carolina do Norte e ficou igualmente surpreso ao encontrar o velho amigo. Tambm se mostrou cauteloso e um pouco nervoso, mas Evan era Evan, e no viu problema no fato de Colin ficar na sua casa durante um tempo.

Colin demorou para recuperar a confiana de Evan. A vida dos dois havia tomado caminhos diferentes. Evan era muito mais parecido com Rebecca e Andrea, um cidado responsvel cuja. Trabalhava como contador e consultor financeiro. Seguindo os ideais prudentes de sua profisso, baixara uma casa e a dividira, a fim de criar um apartamento no primeiro andar com entrada separada.

Apartamento este que, por acaso, estava vago quando Colin apareceu. Colin no pretendia ficar muito tempo, mas uma coisa tinha levado a outra e, quando conseguira um emprego de barman, ele se mudara de vez para o andar de baixo. Trs anos depois, ainda pagava aluguel ao melhor amigo. At agora estava dando certo. Ele cortava a grama, aparava os arbustos e, em troca, pagava um valor mais em conta. Tinha o prprio espao com entrada exclusiva. Ao mesmo tempo, seu amigo estava logo ali e era exatamente isso de que Colin precisava na vida.

Evan usava terno e gravata, mantinha a casa impecvel e jamais bebia mais do que duas cervejas quando saa. Alm disso, era o sujeito mais legal do mundo. Aceitava os defeitos de Colin. E s Deus sabe por qu acreditava nele, mesmo quando Colin sabia que nem sempre merecia.

Lily, a noiva de Evan, era do mesmo jeito. Apesar de trabalhar com publicidade e ter seu prprio apartamento na praia comprado pelos pais , passava tempo suficiente na casa de Evan para se tornar uma parte importante na vida de Colin. Demorara um tempo para aceit-lo, verdade. Quando se conheceram, Colin usava cabelo moicano louro e tinha piercings nas duas orelhas. A conversa inicial dos dois havia se concentrado numa briga de bar em Raleigh, quando o cara mais velho tinha ido parar no hospital.

Durante um tempo, ela no conseguiu entender como os dois podiam ser. Lily era arrumada e educada. As expresses que usava pareciam de uma poca anterior. Alm disso, era a garota mais estonteante que Colin j vira, e no era de espantar que Evan virasse um fantoche nas mos dela. Com cabelo louro, olhos azuis e um sotaque doce mesmo quando estava com raiva, seria a ltima pessoa no mundo a apoiar Colin.

No entanto Tinha sido Lily, dois anos atrs, quem sugerira que ele assistisse a aulas no curso noturno da faculdade. Em outra ocasio, ela ajudara Evan a impedir que Colin cometesse mais uma vez o tipo de erro impulsivo que poderia lev-lo.

Ele a amava por essas coisas, assim como amava o relacionamento do casal. Fazia muito tempo que decidira que, se algum ameaasse os dois de qualquer modo, ele cuidaria do assunto, no importando as consequncias, ainda que isso o fizesse passar o resto da vida atrs das grades.

Mas todas as coisas boas acabam. No o que as pessoas diziam? A vida que ele havia levado nos ltimos trs anos estava fadada a terminar. Evan e Lily estavam noivos e com planos de se casar na primavera. Apesar de insistirem que Colin poderia continuar morando no apartamento do andar de.

Os dois queriam filhos e toda aquela coisa de quintal com cerca branquinha. Colin no tinha dvida: em menos de um ano, a casa atual de Evan estaria venda. Depois disso, ficaria sozinho de novo e, mesmo sabendo que no era justo esperar que Evan e Lily se responsabilizassem por ele, s vezes se perguntava se eles sabiam como tinham se tornado importantes em sua vida. Como esta noite, por exemplo.

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No tinha pedido a Evan para ir luta; a ideia fora dele. No tinha pedido para Evan ficar com ele enquanto comia, mas o amigo provavelmente suspeitara de que, se no tivesse feito essas coisas, Colin poderia terminar num bar e no na lanchonete, relaxando com bebida em vez de um desjejum meia-noite. Apesar de Colin trabalhar como barman, ficar do outro lado do balco no era uma boa ideia. Saindo finalmente da via expressa, Colin entrou numa estrada rural sinuosa, cheia de pinheiros e carvalhos.

Trepadeiras cresciam sem demonstrar. No era exatamente um atalho, e sim a tentativa de evitar uma srie interminvel de sinais de trnsito. Os relmpagos continuavam a brilhar, transformando as nuvens em prata e iluminando o espao ao redor com clares fantasmagricos. A chuva e o vento se intensificaram, os limpadores mal conseguiam manter o para-brisa limpo, mas ele conhecia bem a estrada. Entrou numa das muitas curvas cegas antes de pisar instintivamente no freio.

Adiante, um carro se encontrava meio fora da estrada, num ngulo torto, o pisca-alerta aceso. O porta-malas estava. Enquanto o Camaro diminua de velocidade, Colin sentiu um tranco antes que os freios atuassem de novo. Entrou na pista oposta para dar espao ao carro, achando que o sujeito no poderia ter escolhido uma hora ou lugar pior para parar. Alm de a tempestade limitar a visibilidade, aquele tambm era o horrio em que os bbados voltariam para casa.

Ele podia imaginar um deles entrando na curva depressa demais e batendo no veculo. Isso no bom, pensou. Era um acidente pronto para acontecer, mas ao mesmo tempo no era da sua conta. No era seu trabalho resgatar estranhos e, de. Entendia o motor do Camaro, mas apenas porque o carro era mais velho do que ele; os motores modernos pareciam mais com computadores. Alm disso, o motorista sem dvida j havia telefonado pedindo ajuda.

Foi quando notou que o pneu traseiro do carro estava vazio e, atrs do portamalas, uma mulher totalmente encharcada, de jeans e com uma blusa de manga curta lutava para tirar o estepe do compartimento. Outro trovo ressoou, uma longa srie de estrondos que a perturbou. Seu rmel escorria. O cabelo escuro dela e os olhos bem.

Sentiu os ombros carem. Por que tinha de ser uma mulher em dificuldade? E por que como tudo indicava uma garota da sua turma? Ele no podia fingir que no tinha notado que ela precisava de ajuda. Realmente no precisava disso agora, mas que opo havia? Com um suspiro, parou no acostamento, ligou o pisca-alerta e pegou a jaqueta no banco de trs.

A chuva s piorava, encharcando-o instantaneamente quando ele saiu. Passando a mo no cabelo, respirou. Precisa de ajuda? Surpresa, ela no respondeu. Em vez disso, com expresso chocada, soltou o pneu e recuou lentamente. Tivera pesadelos com vrios casos e fora ameaada por um sociopata, mas nunca se sentira to amedrontada quanto agora, em um trecho.

No importava que ela tivesse 28 anos, formada com notas mximas na Universidade da Carolina do Norte. No importava que ela tivesse cursado direito na Duke.

No importava que fosse uma estrela em ascenso na promotoria antes de encontrar outro trabalho num dos melhores escritrios de advocacia de Wilmington, ou que at aquele momento sempre tivera um bom controle das prprias emoes. Assim que ele desceu do carro, todas essas verdades saram pela janela. Maria era. Quando ele comeou a andar em sua direo, o pnico a dominou. Vou morrer aqui, percebeu de repente. Ningum vai encontrar meu corpo.

Momentos antes, quando o carro dele passara lentamente pelo seu, ela o vira encarando-a quase com um riso de desprezo, como se a avaliasse e achara que ele estivesse usando mscara, o que era suficientemente aterrorizante, porm menos amedrontador do que de repente perceber que aquilo era na verdade o rosto dele. Estava com hematomas dos dois lados; um olho inchado e fechado, o.

Ela quase teve certeza de que havia mais sangue ainda pingando da testa, e por pouco no comeou a gritar. Pelo amor de Deus, continue, lembrou-se de ter pensado enquanto ele passava. Independentemente de qualquer coisa, por favor, no pare.

Mas obviamente Deus no estava escutando. Por que Deus iria intervir para impedi-la de acabar morta numa vala no meio do nada? No iria. Em vez disso, tinha decidido permitir que o sujeito parasse. Um homem com o rosto mutilado vinha na direo dela como algum sado de um filme de terror. Ou da priso, de onde ele tinha acabado de escapar, porque o cara era malhado demais para uma pessoa comum. No era s isso que os prisioneiros faziam? Levantar peso? Seu corte de cabelo era srio, quase militar. Seria a caracterstica de alguma gangue da priso?

A velha camiseta preta de rock no ajudava, nem a cala jeans rasgada, e o fato de ele estar carregando a jaqueta a deixou fora de si. Nessa tempestade, por que ele no a vestia? Talvez s a estivesse usando para esconder Uma faca. Um revlver? Um guincho esganiado escapou da sua garganta, e sua mente comeou a disparar buscando uma sada.

Jogar o pneu em cima dele? Nem conseguia tirar aquela coisa do portamalas. Pedir socorro? No havia ningum por perto e ela no se lembrava de onde deixara o celular. Talvez, mas a agilidade com que ele se movia sugeria que iria peg-la facilmente. A nica coisa a fazer era voltar para dentro do carro e trancar a porta. Mas ele j estava bem ali Precisa de ajuda?

Foi o som da voz dele que a arrancou do transe. Soltando o pneu, ela. Um relmpago espocou de novo e ela notou o vazio na expresso do sujeito, como se faltasse algo bsico em sua personalidade, a pea que sinalizava que no era certo estuprar e matar mulheres. O que voc quer comigo? No quero nada respondeu ele. Ento o que est fazendo aqui? Achei que voc poderia precisar de ajuda para trocar o pneu. Estou bem. Posso fazer isso sozinha. Ele olhou para o pneu vazio, depois de volta para ela. Boa noite.

Ele deu as costas a ela e comeou a voltar para o carro. A reao do sujeito foi to inesperada que, por um segundo, Maria ficou paralisada. Ele ia embora? Por que ia embora? Ela estava feliz com isso, no estava? Estou com dificuldade para tirar o pneu do porta-malas! Ele se virou ao chegar ao prprio carro.

Tive essa impresso. Em seguida estendeu a mo para a porta, pronto para entrar Espere! O homem franziu os olhos para ela em meio ao aguaceiro. Ela no tinha certeza de ter ouvido direito. Mas, afinal de contas, tinha dito que no precisava de ajuda. S que precisava e no podia chamar ningum, e com os pensamentos acelerados e confusos, as palavras seguintes se derramaram involuntariamente.

Voc tem um telefone?

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Ele se aproximou um pouco, parando a uma distncia em que poderia ser ouvido sem ter de gritar, mas sem chegar perto demais. Graas a Deus. Ela mudou o apoio do corpo de um p para o outro.

E agora? Perdi o meu celular. Quer dizer, eu no perdi. Sabia que estava falando bobagem, mas o modo como ele continuava a olh-la tornava impossvel parar com as palavras.

Est no escritrio ou deixei na casa dos meus pais, mas s vou ter certeza quando pegar meu MacBook. Ele no acrescentou mais nada; em vez disso ficou parado, o olhar firme nos olhos dela. Posso rastrear o celular porque ele est sincronizado com o computador. E ento? Ento o qu? Posso pegar o seu celular emprestado por um minuto?

Quero ligar para minha irm. Ele enfiou o aparelho nas dobras da jaqueta. Enquanto comeava a se aproximar, Maria deu outro passo atrs, por reflexo.

Ele ps a jaqueta no. Ela hesitou. O sujeito era definitivamente estranho, mas ela apreciou o fato de ele ter se afastado. Foi rapidamente at a jaqueta e encontrou o iPhone dele dentro, era do mesmo modelo do dela. Quando apertou o boto, a tela se iluminou e, sem dvida, havia sinal. Mas no adiantaria nada a no ser Cinco-seis-oito-um disse ele. Voc est me dando sua senha? Voc no pode usar o celular sem ela. No est preocupado por dar sua senha a uma estranha?

Voc vai roubar meu celular? Ela piscou. Claro que no. Ento no estou preocupado. Ela no soube o que responder. Digitou a senha com dedos trmulos e ligou para a irm.

No terceiro toque soube que seria atendida pela caixa postal. Esforou-se ao mximo para controlar a frustrao enquanto deixava um recado, explicando o que havia acontecido com o carro e pedindo que a irm viesse peg-la. Enfiou o aparelho. Ningum atendeu? Ela vem. Quando o relmpago rompeu o cu mais uma vez, ele caminhou em direo parte de trs do carro dela. Enquanto voc espera, quer que eu troque seu pneu?

Ela abriu a boca para recusar a oferta, mas se deteve. Quando Serena ouviria o recado? Sem contar que Maria nunca tinha trocado um pneu na vida. Em vez de responder, soltou a respirao, tentando impedir que a voz tremesse.

Posso fazer uma pergunta? O que aconteceu com seu rosto? Participei de uma luta. Ela esperou alguns instantes antes de perceber finalmente que ele no acrescentaria nada. Sem mais explicaes? A postura dele era to estranha que ela no sabia direito o que deduzir. Enquanto o homem permanecia parado, obviamente esperando a resposta sua pergunta anterior, ela olhou para o porta-malas, desejando saber trocar o pneu.

Quero disse por fim. Se no se importar, eu gostaria da sua ajuda para trocar o pneu. Ela ficou olhando-o estender a mo para a jaqueta no cap e enfiar o celular de volta no bolso antes de vesti-la. Voc est com medo de mim. Voc est com medo de mim repetiu ele. Como ela no disse nada, Colin continuou: Voc no tem motivos para acreditar em mim, mas eu no vou machucar voc. Por que est dizendo isso? Porque, se vou trocar seu pneu, terei de chegar perto do porta-malas.

O que significa que vou chegar perto de voc tambm. No estou com medo mentiu ela. No estou. Certo repetiu ele e deu dois passos em sua direo. Ela sentiu o corao se apertar enquanto ele se aproximava.

Colin desatarraxou alguma coisa, em seguida levantou o estepe e o deixou de lado, antes de desaparecer outra vez atrs do porta-malas, sem dvida para pegar o macaco. Um de ns precisa levar seu carro para a estrada disse ele. Mas estou com um pneu vazio. Ele olhou pela lateral do veculo, com o macaco na mo. No vai estragar o carro. S v devagar. Mas vai bloquear a maior parte da pista.

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J est bloqueando metade da pista. Ele tinha razo, mas Mas e se tudo isso fizesse parte do plano? Distra-la de algum modo. Fazer com que ela lhe desse as costas? Um plano que inclua deixar que eu usasse o celular dele? E tirar o pneu do porta-malas? Abalada e sem jeito, Maria entrou no carro e ligou o motor, conduzindo o veculo devagar, porm com cuidado, para a estrada.

Quando abriu a porta, ele j estava rolando o estepe na direo do pneu traseiro, segurando a chave de roda. Pode ficar dentro do carro, se quiser. Isso no deve demorar. Ela se questionou antes de fechar a porta. Passou vrios minutos olhando pelo retrovisor lateral enquanto ele continuava a afrouxar os parafusos antes de enfiar o macaco no lugar.

Um instante depois, sentiu o carro levantar um pouco, balanar devagar e depois parar. Viu-o terminando de soltar os parafusos antes de tirar o pneu, justo quando a tempestade comeava a ficar mais intensa, com a chuva soprada pelo vento forte.

O estepe foi colocado rapidamente, junto com os parafusos. Antes que Maria se desse conta, o pneu tinha sido trocado e o carro abaixado. Ele ps o pneu furado no portamalas junto com o macaco e a chave de roda. Ela o sentiu fechar suavemente o porta-malas. Mesmo assim, Maria levou um pequeno susto quando Colin bateu em sua janela. Ela abaixou o vidro, e a chuva comeou a entrar pela abertura.

Com o rosto dele ainda nas sombras, era. Quase, mas no totalmente. Est pronto, pode ir gritou ele acima da tempestade. Mas bom mandar consertar o pneu ou substitu-lo o quanto antes. O estepe no deve ser usado permanentemente.

Ela assentiu. Antes que pudesse agradecer, ele j havia se virado e estava correndo para o Camaro. Maria ouviu o rugido do motor e pronto: estava sozinha na estrada outra vez, mas agora num carro que a levaria para casa. Ouvi o telefone tocar, mas no reconheci o nmero, por isso deixei cair na caixa postal.

Desculpe disse Serena entre os goles de suco de laranja. Ao seu lado, mesa da varanda dos fundos, Maria segurava uma xcara de caf, com o sol da manh j esquentando o ar.

Bom, atenda na prxima vez, certo? No posso. Serena sorriu. E se por acaso for algum maluco tentando me importunar? Esse foi o problema! Eu estava com um maluco e precisava que voc me salvasse. No o que parece. Pelo visto era um cara legal. Maria olhou irritada para ela por cima da borda da xcara.

Voc no o viu. J vi gente apavorante. Ele era mais do que apavorante. Ele disse que tinha participado de uma luta E esse o ponto. Ele obviamente violento. Mas no foi nem um pouco violento com voc. Voc disse que a. E depois deixou que voc usasse o celular dele e trocou seu pneu. Voc no est entendendo.

Que voc no deveria julgar um livro s pela capa? Estou falando srio! Serena gargalhou. Uau, algum est sensvel hoje. E voc sabe que eu s estou brincando com a sua cara. Se fosse eu, provavelmente teria mijado na cala. Carro enguiado, estrada deserta, sem telefone, sangue no rosto de um estranho o pior pesadelo de qualquer mulher. Voc encontrou seu celular? Est no escritrio. Provavelmente ainda na minha mesa. Quer dizer que ficou l desde sexta-feira? E voc s percebeu que estava sem ele no sbado noite?

Acho que no tem muita gente ligando para voc, hein? Serena balanou a cabea. No consigo viver sem o meu, s para voc saber.

Ela tirou uma foto de Maria com um gesto rpido. Por que fez isso? Serena j estava digitando. No se preocupe. Vai ser engraado acrescentou antes de apresentar a imagem e a legenda. Maria, depois de sobreviver Hora do pesadelo.

Voc no vai postar isso, vai? J postei. Serena piscou. Voc precisa parar de fazer isso. E se um cliente meu vir? Ento me culpe. Ela deu de ombros. Por sinal, cad o papai? Ainda passeando com Copo disse ela. Copo era uma shih-tzu quase toda branca. Meses depois de Serena se mudar para o alojamento da faculdade, Maria e ela voltaram para casa num Natal e descobriram que os pais tinham comprado uma cadela. Agora Copo ia praticamente a todo canto com eles: ao restaurante, ao supermercado, at ao contador.

Copo era muito mais mimada do que qualquer uma das duas havia sido. Ainda no consigo superar isso murmurou Serena. Eles adoram aquela cadela. Voc acha? Notou o colar de cristal que mame comprou? Eu quase engasguei. Seja boazinha. Eu estou sendo! S que nunca imaginei os dois com um cachorro, para comeo de conversa. Nunca tivemos um na infncia, e eu implorei durante anos.

At prometi cuidar dele. Ah, mas eles sabiam que voc no iria cuidar. Posso no ter pulado uma srie e ido para a faculdade aos 17 anos, como voc, mas tenho certeza de que conseguiria cuidar de um cachorro. Hummm, certo. Maria ergueu a sobrancelha com ceticismo. Preenchi a proposta, escrevi uma redao, consegui cartas de recomendao de dois professores e coisa e tal. A bolsa patrocinada por uma fundao particular.

Tenho uma entrevista no sbado que vem. Ela cruzou os braos. Isso fantstico. Mas no conte ao papai. Quero fazer surpresa. Ele vai ficar empolgado se voc conseguir. Pense s em quantos colares vo poder baixar para a Copo se ele no tiver de pagar minhas mensalidades. Maria riu. L dentro elas podiam ouvir a me cantarolando na cozinha, o cheiro de huevos rancheros entrando pela janela aberta.

Voltando noite passada continuou Serena. Por que voc chegou to tarde? J era muito depois da sua hora de dormir. Maria fez um muxoxo para a irm antes de deduzir que era melhor abrir o jogo. Na verdade, eu estava num encontro. No brinca! Por que o espanto? Por nada. S achei que voc tinha decidido se tornar adepta do celibato. Por que eu decidiria isso? Eu costumo sair. Voc pode fazer stand-up paddle, mas no sai noite. Voc l. Assiste a programas ruins na TV.

Nem sai mais para danar, e voc adorava fazer isso. Eu tentei fazer voc ir quele armazm. Onde tem baile de salsa nos sbados noite. Pelo que lembro, voc disse que havia um monte de caras sinistros l. Mas tambm que eu me divertia muito. E, diferentemente de voc, sou pssima danarina.

Nem todas ns estamos na faculdade voc sabe com aulas que comeam ao meio-dia e folgas na sextafeira. Algumas tm responsabilidades. O encontro foi ruim, no? Maria olhou por cima do ombro, em direo. Serena revirou os olhos. Voc adulta, sabia?

No precisa mais esconder sua vida social dos nossos pais. Voc acha que eu conto tudo a eles? Espero que no. Serena conteve um risinho. Que pena o seu encontro no ter dado certo. Como voc sabe?

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Talvez tenha dado. Acho que no. Caso contrrio, voc no teria vindo sozinha para casa. Opa, pensou Maria. Serena sempre tivera raciocnio rpido. Porm, mais do que isso, era dotada de um bom senso que s vezes escapava a Maria.

Estava perguntando sobre o seu encontro. Acho que ele no vai me ligar. Serena fingiu compaixo, mas seu cinismo divertido era aparente. Voc levou o computador e ficou trabalhando o tempo todo? E no fui eu. Foi simplesmente ruim. Conte, irmzona. Conte tudo. Maria examinou o quintal dos fundos, refletindo que Serena era a nica pessoa no mundo com quem podia se abrir de fato. Na verdade, no h muito que falar. Para comeo de conversa eu no estava planejando ter um encontro No!

Quer ouvir ou no? Serena riu. Voc se lembra da Jill, no lembra? Minha amiga do trabalho? Superinteligente, chegando aos 40 e doida para se casar, engraada pra caramba?

Aquela que veio para o almoo, pegou Copo no colo e quase causou um ataque cardaco no papai? No, no lembro. De qualquer forma disse Maria , estvamos almoando um dia e ela me convenceu a sair com ela e o namorado, Paul, para jantar, depois de eu ter voltado da conveno.

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Mas, sem que eu soubesse, eles tambm tinham convidado um amigo do trabalho do Paul para ir com a gente Espera. O cara era gato? Sem dvida era bonito. Mas o problema era que ele sabia disso. Foi grosseiro, arrogante e flertou com a garonete a noite inteira. Acho que chegou at a pegar o nmero do telefone dela enquanto eu estava sentada logo ali, ao lado dele.

Que homem desprezvel! Jill ficou to passada quanto eu, mas o estranho foi que no sei direito se o Paul ao menos notou. Talvez fosse o vinho ou sei l o qu, mas ele ficou dizendo que ns quatro deveramos ir a uma boate depois e que estava felicssimo porque estvamos nos dando bem, que sabia que ramos perfeitos um. O que estranho, porque normalmente ele no assim. Em geral fica quieto e Jill e eu que falamos. Talvez ele s goste do amigo.

Ou talvez achasse que voc e o amigo dele teriam bebs bonitos e voc poderia dar o nome dele a um. Mesmo contra a vontade, Maria riu.

Mas acho que no fao o tipo dele. Tenho quase certeza de que ele ficaria mais confortvel com algum Quando Maria deixou a frase no ar, Serena terminou: Mais burra? Estava pensando em mais loura, como a garonete. Voc inteligente demais. E, para os homens, isso meio intimidante. Nem todos.

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Luis e eu ficamos juntos mais de dois anos. Ficaram disse Serena. Essa a palavra. E, s para voc saber, o Luis podia ser muito atraente, mas era um completo fracassado. No era to ruim assim. No comece a ficar toda nostlgica por causa das poucas qualidades dele. Vocs no tinham futuro e voc sabe disso. Maria assentiu, sabendo que Serena estava certa. Bom, vivendo e aprendendo. Fico feliz porque voc decidiu comear a sair de novo. No decidi. Jill e Paul decidiram por mim. Tanto faz. Voc precisa ser Enquanto Serena procurava a palavra certa, Maria sugeriu: Mais parecida com voc?

Por que no? Sair, curtir a vida e fazer amigos? Voc s trabalha dois turnos por semana. Bom argumento. S estou fazendo uma suposio baseada na sua falta de vida social. Acredite ou no, eu gosto de trabalhar. Vou me certificar de pr isso na sua lpide. Por sinal, como vai o trabalho?

Maria se remexeu na cadeira. Voc acabou de dizer que gosta de trabalhar. Gosto, mas. Deixe-me adivinhar a conveno, certo? Quando Maria assentiu, Serena continuou: Foi to medonha quanto voc achou que seria? No exatamente medonha, mas Ele deu em cima de voc? Mais ou menos admitiu Maria. Mas no foi nada que eu no pudesse administrar. Esse o cara casado? Com trs filhos? O prprio. Voc precisa dizer para ele parar. Ameace denunci-lo por assdio sexual ou sei l o qu. Por enquanto, melhor eu simplesmente ignorar.

Um sorrisinho comeou a surgir nos lbios de Serena. Estava pensando que voc realmente leva jeito com os homens. Foi trada pelo antigo namorado, o ltimo cara com quem voc saiu flertou com outras mulheres e seu chefe no para de dar em cima de voc. Bem-vinda ao meu mundo. Claro, no de todo ruim.

Voc conheceu um cara legal ontem noite. O tipo de cara que ajuda uma mulher na. No foi bonita. No entanto, voc est aqui em segurana lembrou Serena. E estou feliz com isso, nem que seja para voc continuar a ter acesso minha sabedoria. Voc precisa mesmo trabalhar sua autoestima disse Maria com um tom amargo. Mas, srio, fico feliz porque voc se mudou de volta para a cidade. Esses almoos seriam horrveis se voc no estivesse aqui. Ter voc por perto significa outra pessoa com quem mame e papai podem se preocupar.

Fico feliz em ser til para voc. Alm disso, teremos a chance de nos conhecermos melhor. Ns somos irms! Voc foi para a faculdade quando eu tinha 10 anos.

E vinha para casa quase todo fim de semana. Eu passava todas as frias aqui. Nos dois primeiros anos sentia tanta saudade de casa que chorava todo fim de semana.

Era difcil ficar to longe. Por que voc acha que eu fao faculdade aqui? Nesse sentido sou quase to inteligente quanto voc. Voc inteligente. Talvez consiga uma bolsa, lembra? No sou como voc, mas tudo bem. Isso vai tornar muito mais fcil arranjar um cara. No que eu esteja interessada em alguma coisa sria. Mas escuta, se voc quiser, posso apresentar algum interessante. Conheo caras o tempo todo.

Caras da faculdade? Cinquenta Tons de Cinza - E. Comer, Rezar, Amar - Elizabeth Gilbert. Corajosos - Randy Alcorn. Crepusculo - Stephenie Meyer. Cretino Irresistivel - Christina Lauren. Eclipse - Stephenie Meyer. Entre o agora e o nunca - J. Fique Comigo - Harlan Coben. Garota exemplar - Gillian Flynn. Irresistivel - Sylvia Day. Juntos Para Sempre - Walcyr Carrasco. Luxuria - Eve Berlin. Mulheres - Eduardo Galeano. Nao Posso me Apaixonar - Bella Andre. Nascida a Meia-Noite - C. No Limiar do desejo - Eve Berlin.

No coracao do mar - Charlotte Rogan. Nossa Senhora de Paris - Victor Hugo 1. Nossa Senhora de Paris - Victor Hugo. O Alquimista - Paulo Coelho. O Andarilho - Bernard Cornwell.

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O Cacador de pipas - Khaled Hosseini. O Codigo dos Justos - Sam Bourne. O Confronto - L. O Enigma de Jefferson - Steve Berry.