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SERIE PALADINO DO OESTE BAIXAR


SINOPSE A história da série mostrava o pistoleiro errante que serviu como um Mesmo que tivesse um perfil refinado, o Paladino do Oeste era conhecido pela. Paladino do Oeste (Have Gun - Will Travel) é uma série de televisão Se quiser ver a revista na íntegra, bastar fazer o download aqui. Playlist para mais episódios: papawemba.info?list= PLm9oGsecu69bXspDkJpdPcSBWGg5u3 Surgia em um seriado cheio de ação e.

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Finalmente, o Rebel Boy se recupera dos ferimentos e consegue outra chance para se reabilitar no rancho, para mais tarde se matricular como estudante de engenharia na Texas A M. Suspense Alfred Hitchcock Presents. Manage episode series Clayton e Sally se casaram em Essa era a premissa de Rota 66, exibida entre a , totalizando 4 temporadas. Mas Pamela Archer, uma simplória aeromoça, aguentou tudo com muito amor e carinho real para com nosso herói. Ramaile 15 de novembro de Tudo começa quando o comitê do Prêmio científico Toval, chega a Nova York para anunciar o grande vencedor do ano. Exibida entre e , a série teve 6 temporadas e episódios. Foram 5 temporadas exibidas entre e Jameson: Quantas pernas ele tem? Eis nosso óbvio Tcha-ram! Um abraço, Edson. Guia de Episódios. The captive Tower.

Paladino do Oeste (Have Gun - Will Travel) é uma série de televisão Se quiser ver a revista na íntegra, bastar fazer o download aqui. Playlist para mais episódios: papawemba.info?list= PLm9oGsecu69bXspDkJpdPcSBWGg5u3 Surgia em um seriado cheio de ação e. IMPÉRIO DO OESTE - SÉRIE DE WEST - 4 DVDs - DUBLADO. INTO THE WEST - 6 DVDs .. PALADINO DO OESTE - 5 DVDs - 20 EPS. - LEGENDADO. Paladino - O Defensor da Justiça avaliado por quem mais entende de cinema, Se você gostou desta série, confira também estas aqui. Ofertas de Faroeste / Western das melhores marcas e com ótimos descontos é na papawemba.info Compra segura e entrega rápida. Confira!.

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A verdade, assim como a liberdade, deve ser batalhada em todas as gerações. É ótimo pertencer à contracultura, e nós pertencemos. Mesmo os heróis rebeldes de minha juventude amoleceram. Atualmente, a melhor maneira de se rebelar é ser conservador; ou simplesmente liberal na economia e nos costumes. Como resultado, uma força jovem admiravelmente rebelde surgiu na rede. É destemida e subversiva. E eu sou sua bicha mais maldita. Além de ter acesso a reportagens e colunas, você conta com newsletters exclusivas conheça aqui.

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Um time com mais de colunistas. Sobre a Folha. Ícone de fechar Fechar. O que você me diz? Isso que é argumento convincente. Will seguiu a Dra. Robbins pelo corredor até uma sala vazia com uma mesinha e duas cadeiras. Havia um tablet preto do tamanho de um quadrinho de recados sobre a mesa. A mulher sentou-se de um lado e, em silêncio, indicou a cadeira do lado oposto a Will. A doutora mexeu no dispositivo, que se acendeu com um ruído quase inaudível. Com os dedos, a mulher ampliou as dimensões do quadrado negro sem bordas da mesma maneira como um escultor manipularia argila molhada.

A diferença estava no fato de que o aparelho era feito de metal. Quando terminou de mexer nele, o tablet tinha aumentado de tamanho até cobrir quase a mesa inteira. No instante em que a tocou, a tela chiou com o barulho de energia. Acontece sempre no mesmo dia, todos os anos, nunca decepciona. A mulher espremeu os olhos. As defesas dele intensificaram-se um pouco mais. Uma vez, na aula de artes, usei um tubinho de zinco dessa tinta.

Onde foi que você nasceu? Eu posso soletrar, se quiser. Qual é o nome do seu pai? Você é sagaz mesmo. Ele faz pesquisa na universidade. Robbins sorriu. Will soergueu a sobrancelha. De Barcelona. Sou americano. A mulher pareceu gostar da resposta.

Boa pergunta, pensou Will. A tela brilhou como uma piscina iluminada por dentro. Em seguida, a luz apagou-se, a tela se estabilizou e o tablet encolheu, voltando ao tamanho original de quadro de recados. Certo, pensou Will. Isso é mesmo muito bizarro. As palmas estavam vermelhas, pulsando como se as tivesse colocado dentro de um forno quente.

Você vai entender no fim. Como é que me saí no seu teste? Uma imagem tridimensional surpreendentemente real de uma bola preta de bilhar surgiu. Robbins chacoalhou o dispositivo. Curiosidade pessoal, Will. Nada a ver com o teste.

Ela sorriu. Acho que vai ficar satisfeita com a resposta. A doutora abriu o laptop até ele ficar totalmente estendido na horizontal sobre a mesa de Barton. A imagem multidimensional de uma massa espessa de nuvens projetou-se no ar quase 1 metro acima da tela, como se fosse um daqueles livros pop-up infantis, em que imagens recortadas se projetam para fora das folhas, só que de uma maneira inacreditavelmente mais detalhada.

Barton e Rasche recuaram assombrados. À medida que a massa de ar ia se tornando mais rala, um monumental conjunto de construções instaladas em vastos campos verdes cercados por florestas abundantes surgia. O tour aéreo simulado prosseguiu. O Centro abriu as portas em Vocês nunca ouviram falar de nós porque prezamos nossa privacidade.

Mas posso garantir que as melhores faculdades e universidades do mundo sabem quem somos. O sucesso dos nossos exalunos no mercado de trabalho, segundo as estatísticas dessas instituições, é sem igual. Só para citar alguns. Uma estrutura alta e retorcida de arquitetura gótica — quase um castelo — ocupava uma ilha de solo irregular, cheia de rochas, no centro do lago. Você tem que ser convidado a entrar. Sabemos que têm muito que considerar.

Todos deram risadinhas educadas. Robbins — chamou o menino. Ela parou. Lillian Robbins sabia como fazer uma saída triunfal e o fez naquele instante de maneira vivaz. Robbins estava certa: ele tinha uma avalanche de questões a considerar, centenas de perguntas amontoando-se em sua cabeça.

Uma viagem bizarra produzida pela pilha de esquisitices acumuladas ao longo do dia. Bem mais. O sorriso insípido continuava emoldurando seu rosto, bem como aqueles malditos óculos escuros.

Totalmente errado. Parecia com ela e tinha a voz dela Mas nada daquilo soava como algo que ela diria. Essa teria sido a primeira coisa que ela diria. Will continuou com os olhos fixos à sua frente, temendo que ela visse o terror que se apoderava de seu rosto se a encarasse diretamente.

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Robbins na linha. Liguei para seu pai assim que ela desligou. Ele vai largar o resto do congresso e voltar para casa hoje à noite. Estava bem entusiasmado. Um passo de casa vez. Will correu para dentro na frente dela. Subiu depressa, vestiu moletons novos, pegou o notebook e o levou para a cozinha.

Travando uma batalha interna para permanecer calmo, ateve-se ao que sabia que tinha que fazer: expandir os sentidos, esvaziar a mente, perceber cada detalhe. A gente vai repassar tudo com seu pai depois. Ela abraçou o filho pelas costas, enquanto ele se sentava à mesa. O toque pareceu tenso ao menino, carregado de uma ansiedade estranha, errada.

Os óculos escuros escorregaram do rosto da mulher, e, pela primeira vez, Will pôde ver os olhos dela: eram iguais aos de Belinda, mas perturbadoramente vidrados e vazios. Will apressou-se em ir para uma janela mais à frente, de onde podia voltar a ver ambos os carros. Parados um ao lado do outro, motorista encarando motorista.

Will trancou as portas. Tentou falar com o pai pelo celular — vai, pai, por favor, atende —, mas só caía na caixa postal. Will deixou o telefone ao lado do laptop e pegou o envelope da Dra. As marimbas do celular tocaram. O menino tomou um susto e atendeu antes do segundo toque: Papai ligando.

Desligou e deixou o telefone em um lugar em que pudesse vê-lo. Precisava se concentrar, ater-se aos fatos. Um retângulo em branco do tamanho de uma revista, feito em material forte e flexível, escorregou para fora do pacote.

No topo, um anjo de grandes asas segurava um livro e uma espada. No centro, um majestoso corcel negro erigido, com flamas saindo dos cascos. Um pergaminho desenrolado encontrava-se abaixo da insígnia com uma data inscrita, , e um lema: O Conhecimento É o Caminho, a Sabedoria É o Propósito. Fotografias do campus tomaram a tela. Uma das fotos o fez gelar: uma floresta no inverno, toldada por névoa, madeira e folhas perenes soterradas sob grossa camada de neve.

Divertindo-se em uma cafeteria e no boliche. Rostos radiantes e cheios de energia que pertenciam a adolescentes da idade de Will ou mais velhos.

A profecia do paladino mark frost by Greyce Sylvestre - Issuu

Todos usavam roupas nas cores do Centro ou variações delas: azul-marinho e cinza. Fiquei amigo de pessoas que eu soube na mesma hora que continuariam junto comigo pelo resto da vida.

Pais orgulhosos abraçando os filhos, todos exultantes em suas becas. Will digitou no Google o endereço da escola segundo constava no pacote: Municipalidade de New Brighton, Wisconsin. Uma comunidade rural, a pouco mais de quilômetros a noroeste do ponto em que Iowa, Illinois e Wisconsin se encontravam. Aumentou o zoom no mapa que mostrava a cidade e foi procurando até encontrar o Centro.

É de verdade. Posando de aluno mediano, voando fora do alcance do radar. E agora, sem ter sequer pedido por isso, uma porta para aquele mundo assombrosamente melhor tinha se aberto.

E se o Centro fosse o lugar onde poderia finalmente ser ele mesmo? O celular fez um barulhinho. Estava remoendo aquela história havia horas. Aí a gente decide o que fazer juntos. Preparou um sanduíche de geleia com manteiga de amendoim e o engoliu enquanto vagueava pela casa.

Olhou a pobre quantidade de coisas que a família tinha arrastado consigo por seis cidades em 14 anos. Tudo o que faziam com seu tempo livre era ler. Estantes estavam encostadas em cada parede da casa: repletas de textos científicos, médicos, legais. Os olhos do menino pousaram em uma prateleira ocupada por fotografias da família.

Pegou uma do casamento dos pais, o casal divertindo-se, levando pedaços de bolo um à boca do outro. Belinda usava um vestido de festa franzido, os cabelos negros compridos trançados com renda. O pai estava de arrasar, com um smoking de veludo vinho, corte de cabelo de mestrando bem nerd e barba toda bagunçada.

Felizes, rindo, sem preocupações. Era isso que estava diferente. O que fizeram com ela? Ouviu a porta de um carro bater e espiou pela janela. Homens de boinas e jaquetas pretas caminhavam para a porta. Um deles, um homem calvo, gesticulava e dava ordens. Fugiu pela porta dos fundos, pulou a cerca e seguiu rumo ao norte. Duas horas e pouco até o pai chegar. Papai vai saber o que fazer. O homem calvo de boina correu pela lateral da casa.

Traga o Entalhador. Esgueirando-se por uma fenda, continuou caminho acima. O sol mergulhava no oeste, banhando as encostas acima dele com luz cristalina e vibrante. O ar enchia os pulmões do menino enquanto ele enfrentava o solo irregular, cheio de profundas depressões cravadas no cânion. A estrada se aplainou e continuou assim por um período, até voltar a se tornar íngreme.

Um matagal denso e profundo, cheio de arbustos secos, margeava ambos os lados do acesso.

A luz, antes clara, tinha agora se extinguido ao cair da noite. A luz brilhava com tanta intensidade que ele chegou a achar que a mata começaria a arder em chamas. O dia mais bizarro da minha vida, pensou. A prova. Tinha que ser. E se aquela prova tivesse sido o estopim para o que havia acontecido a Belinda? Will ouviu um barulho estranho, longínquo e rascante. Ouviu galhos se quebrando; devia ser um veado, provavelmente. Aqueles campos eram cheios deles. Pouco depois, mais ruídos, mas do outro lado da estrada.

Mais altos. O rapaz parou. Os estalidos cessaram também. Quando tornou a correr, os ruídos recomeçaram, acompanhando o progresso dos passos dele. Que tipo de animal reage assim? Além do mais, eram animais que caçam sempre sozinhos.

Ouviu um rosnado baixo e gutural. Viu mais movimentações no matagal. Galhos balançavam de ambos os lados enquanto a matilha se avizinhava. Estaria sendo exalado pelos animais? Enquanto observava, perplexo, marcas iam aparecendo no solo lodoso. Eram profundas e redondas, como nós de dedos. E surgiam conforme um determinado parâmetro: dois, depois um; dois, depois um, com grandes intervalos entre as marcas.

Algo invisível. O rosnado recomeçou, cercando-o pelos dois lados da estrada. Ouviu chiados baixos misturados aos outros ruídos, pontuados com vibrações glotais e baques ofegantes. Soava como uma espécie de linguagem Um terror gelado explodiu no estômago de Will.

Só tem um jeito de sair daqui, pensou, e se essas coisas bloquearam a estrada Ele deu meia-volta e correu colina abaixo. Segundos depois, ouviu-os investirem contra ele com um berro selvagem e convulso.

No momento em que o menino se aproximava do fim da ladeira, uma massa de sombras indistintas pulou sobre ele e aterrissou bem à sua frente. Sem desacelerar, Will balançou o galho de um lado para o outro e golpeou o ar o mais forte que pôde. O ar tornarase pesado. Algo afiado fez um rasgo no casaco do menino e arranhou suas costas.

Uma pontada quente de dor o incentivou a correr ainda mais depressa pela trilha sinuosa. Estava ficando difícil de enxergar.

Podia ouvir aquelas coisas perto dele, mas tinha aberto alguma vantagem. Desesperado para aumentar a distância entre si e os perseguidores, fez uma curva fechada sem desacelerar.

Ao apoiar o pé esquerdo para virar à direita, pisou na lama e escorregou. Perdeu o equilíbrio, virou-se enquanto caía e Will obrigou-se a ficar de pé e continuou, mancando. A pelo menos metros do fim da estrada, o menino jamais conseguiria chegar antes de o alcançarem.

O menino se jogou para o lado no instante em que o carro passava, o calor do motor potente fazendo o ar ondular. Cego pelos faróis, Will só conseguia distinguir os contornos escuros do Prowler que vira parado do lado de fora. Labaredas subiram do escapamento duplo do veículo, com um ruído de ensurdecer. Os uivos transformaram-se em guinchos agudos de agonia. O rapaz viu massas disformes se contorcerem e se debaterem, as silhuetas delineadas pelas chamas.

O carro deslizou até Will. Lançou-se para dentro, no banco traseiro, e o Prowler começou a decida pela estrada como uma bala. O menino se encolheu um pouco no banco ao serpentearem por curvas fechadas em uma velocidade que lhe parecia impossível.

Com o motorista quase colado ao volante, iluminado pelos postes de rua, Will conseguiu distinguir um grande círculo bordado nas costas da jaqueta de couro do homem. O menino pulou para fora do carro e se afastou. Aquela presença tensa e o silêncio perturbador do homem cheiravam a uma promessa de violência. O motorista se inclinou para a frente, entrando na luz e tirando os óculos escuros.

Tinha sobrancelhas bem negras e grossas acima de penetrantes olhos de ave de rapina. E cicatrizes. Muitas cicatrizes. Ele levantou o dedo indicador. O Prowler disparou, virando a esquina, o som do motor desaparecendo rapidamente na noite. O menino olhou em volta.

Estava a 15 metros da porta dos fundos de casa. Se for andar pela floresta esta noite. Will verificou o perímetro da casa: os carros pretos tinham ido embora. Correu para a porta e entrou em silêncio.

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Havia alguém na cozinha. Caminhou até o fim do corredor e espiou a cozinha. Sim, eu aviso se ele Will recuou. Acabei de fazer biscoito! A trilha sonora da vida dos pais de Will. Um arranhado estourou no alto-falante. A mulher sequer piscava. Estendeu a ele o prato de biscoitos e um copo de leite. Will olhou fixamente para o leite. Os olhos estavam lhe pregando uma peça ou havia mesmo um fraco brilho esverdeado ali? Se machucou?

Partiu o biscoito ao meio, jogou metade dele e do leite no porta guarda-chuva e fingiu mastigar enquanto se deslocava para a cozinha. O pacote da Dra. Robbins continuava na mesa onde o menino o tinha deixado, ao lado do laptop. Ele mostrou a metade que sobrara. O iPhone de Will soou baixinho.

Tateou o bolso à procura dele e o acendeu. Um aplicativo desconhecido surgiu na tela: uma pena de escrever do tipo medieval descansando sobre um pergaminho antigo.

De onde é que surgiu isso? Quando é que a gente ia conseguir se ver? De um rosa mais vivo que seu tom de pele, parecia uma cicatriz recente ou a mordida inflamada de um inseto. E estava se mexendo. Mas que diabo? Quando ela se virou, Will desviou o olhar, tentando disfarçar o medo que sentia. Saiu da cozinha e subiu as escadas, lutando contra o impulso de fugir de casa correndo, como se sua vida dependesse daquilo.

Will arremessou o que sobrara do biscoito pela janela e fechou a porta de seu quarto silenciosamente. Onze minutos. Tirou a camiseta e as calças e olhou o pedaço de pele ralada pela queda no quadril. Will vestiu moletons limpos. Pegou o celular e clicou no ícone do novo aplicativo. Abriu o laptop e entrou em sua conta de e-mail.

Uma mensagem do pai esperava para ser aberta. Deu um duplo clique. Uma mensagem em branco apareceu. Sem qualquer texto. Havia, contudo, um anexo. Baixou-o, e ele foi transferido para o hard drive. Era um arquivo de vídeo. Seis minutos. Tentou todos os programas que tinha no computador que poderiam rodar vídeos. Nada funcionava. O menino transferiu o Tradutor Universal do celular para o laptop, e, daquela vez, um menu se apresentou. Havia duas opções: Traduzir e Deletar.

Escolheu Traduzir. Ao clicar nela, o vídeo começou a ser reproduzido. Um quarto de hotel genérico surgiu, filmado pela lente embutida de um laptop. À esquerda da tela, podia-se ver um quadro genérico de natureza-morta na parede e parte da janela. Era a voz do pai. Logo em seguida, Jordan West sentou-se em frente à câmera. O rosto e o moletom do homem estavam ensopados, como se tivesse acabado de retornar de um treino de corrida pesado.

Indicou o canto superior direito. Terça-feira, dia 7 de novembro. Em seguida, o pai aproximou o celular da câmera: 8h É para eu saber exatamente a que horas ele gravou isso. Jordan inclinou-se para a tela e falou em voz baixa e controlada: — Filho, estou confiando e apostando tudo que só você vai conseguir abrir este vídeo.

Eu sempre confio e aposto em você. Sei que isso tudo parece muito estranho e assustador, Will. A primeira coisa que precisa saber é que nada do que aconteceu, ou do que ainda pode acontecer, é culpa sua. Nada mesmo. O menino sentiu o pânico se espalhar por suas entranhas. Fizemos tudo que era possível para evitar. Espero que, um dia, você nos entenda e perdoe por nunca termos explicado por que Um bum assustador fez a tela tremer.

Will encolheu-se ao mesmo tempo em que a imagem do pai. A câmera balançou e Jordan West olhou para a sua esquerda: algo potente entrara porta adentro. O homem voltou o rosto para a lente, os olhos atônitos. Sempre e para sempre. Seja a pessoa que sei que você pode ser.

Use as regras e tudo o que lhe ensinamos. Faça o que precisar para sobreviver. Eu vou buscar você. O quarto de hotel encheu-se instantaneamente com uma nuvem de poeira e. Will olhava para a janela que vislumbrara antes, mas, naquele momento, a câmera estava virada de lado. O sinal do vídeo falhou e linhas tomaram a tela.

Depois disso, a tela ficou totalmente preta. Ai, meu Deus. Perplexo demais para se mover, Will encarou a faixa na parede. Ouça bem.

Da maneira como ele o ensinou: racionalmente, sistematicamente, bravamente. Comece fazendo as perguntas corretas: Quando foi que isso aconteceu? Terça-feira, dia 7 de novembro, às 8h Enquanto eu estava na aula de História. Todas as outras que recebi depois dessa hora ou foram mandadas com o papai sendo ameaçado, ou pelos próprios homens que vi no quarto dele.

Mas por quê? O que querem da gente? Virou-se e atirou o objeto pela janela.

Will foi até a janela. Contraiu-se em espasmos uma ou duas vezes, depois ficou inerte. Uma baforada de fumaça subiu do centro do peito da ave: tinha um cheiro acre, quase elétrico. Olhando mais atentamente, o menino notou uma linha irregular por baixo das penas, uma costura da qual a fumaça continuava a vazar. Apanhou o canivete suíço da mesa, puxou a lâmina e pressionou-a contra a sutura até a abrir.

Algo pequeno, preto e insubstancial — como uma sombra — saído da fenda pairou no ar.

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O adolescente alargou ainda mais a fenda. Apenas fios e circuitos. E seus olhos frios e vazios lembravam muito as lentes de câmeras Uma batida forte à porta. A maçaneta girou. Permaneceu imóvel, esperando a porta abrirse e encontrar a resistência da cadeira, revelando, assim, que ele a tinha bloqueado. Houve uma pausa antes da resposta dela: — O que importa é que esteja bem Só tome cuidado.

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Ao voltar para o quarto, ouviu um carro do lado de fora. Pela janela que dava para a frente da casa, viu faróis bem conhecidos aproximando-se vagarosamente. Foi o fator decisivo. Enfiou o material para primeiros socorros em seu kit e voltou apressado ao quarto, pegando sua mala de lona do crosscountry. Ajeitou a fotografia do casamento dos pais sobre tudo. Pegou dólares — suas economias para casos de emergência — de um compartimento secreto na escrivaninha e, por fim, jogou o canivete dentro da mala.

Ao longo dos anos, tinha reunido as regras do pai ali. Enfiou o pacote na mala junto com a carteira e o passaporte e fechou o zíper. Will agachou-se perto da janela quando o Volvo desgastado do pai parou em frente à casa. As portas do carona e traseiras se abriram e três homens de boina escura saíram. A porta do motorista foi aberta também e dali saiu Jordan West. Os Boinas Pretas cercaram o homem enquanto ele fitava o segundo andar da casa.

Outro homem empurrou Jordan rumo à casa. O menino deu-se cinco segundos para passar os olhos pelo quarto. Por todos os. Caminhou silenciosamente até a janela quebrada. Acionou o cronômetro e se mandou para a cidade pela segunda vez naquele dia. Sem medir esforços. Três minutos na dianteira. Podem até bloquear as estradas de saída de Ojai Valley.

Quanto tempo ainda havia até tudo isso acontecer? Meia hora, na melhor das hipóteses. Confiar nos seus instintos e no treinamento. A mulher atendeu ao terceiro toque. Robbins, é Will West. Quer me perguntar alguma coisa? Isso quer dizer que aceita o convite? Will chegou ao fim da estrada, que ia dar em uma barreira de colinas.

Recomendamos que você faça a transferência mais perto dessa data. Baixou o celular, acelerou para fazer uma curva fechada e voltou a levar o aparelho à orelha. Imagino que seus pais estejam de acordo. Ao longe, escutou o ronronar profundo e grave de um helicóptero se avizinhando. Depois, sirenes.

Olhou o cronômetro: Quatro minutos. Os policiais logo estariam por todos os cantos de Ojai Valley, em seguida viriam o xerife de Ventura e a polícia de trânsito da Califórnia.

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A menos que eu continue à frente deles.