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BAIXAR MUSICA DESCANSAR CANTO DOS MALDITOS NA TERRA DO NUNCA


Canto Dos Malditos Na Terra do Nunca - Descansar (Letras y canción para escuchar) - Eu quero descansar no teu peito / O cansaço dessa vida / E o peso de. Letra e música de “Descansar“ de Canto Dos Malditos Na Terra do Nunca. Eu quero descansar no teu peitoO cansaço dessa vidaE o peso de ter que ser alguémEu já não sei o que faço meu bemNem o que farei.

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Aquele moço terno, carinhoso, risonho e que se nomeou seu protetor. Apaixonaram-se perdidamente. Pedira ajuda de Harriet para com Amy. Ontem à noite e hoje à tarde entendi que estava cansada da sua vida. Marvel, queira, por favor, explicar a monsieur Arnould os meus costumes ingleses da infância. Vi algo em seu olhar, desejo, certamente Se algo lhe interessava, se algo lhe emocionava, esquecia tudo aquilo que tinha ao seu redor e focava em alcançar seu objetivo. Respirou fundo para tomar coragem. Por sorte desfrutei de quatro anos disso. Rutland desconfiava sobre a paternidade do menino que ela esperava, posto que Cooper sempre tinha sido muito cuidadoso em suas relações. Ele imaginou que a insistência para ter certa privacidade devia-se à falta de suas carícias, seus beijos, mas naquele dia Caroline somente desejava confessar que esperava um filho seu. Fechou a porta e soltou uma grande gargalhada. A plaqueta no espelho Pendurada junto ao relho Agradece a preferência Nunca falta um guaipeca E um vadio lambendo "séca" Até a hora de fechar Os três periódicos mais importantes da cidade requeriam seus serviços. Mostrava-se carinhosa, atenta e transformava-se naquela mulher que ele teria desejado ter algo mais do que um mísero dia em cada trinta.

Letra e música de “Descansar“ de Canto Dos Malditos Na Terra do Nunca. Eu quero descansar no teu peitoO cansaço dessa vidaE o peso de ter que ser alguémEu já não sei o que faço meu bemNem o que farei. Descansar - Canto dos Malditos na Terra do Nunca música para ouvir e letra no Kboing. Descansar. Canto Dos Malditos Na Terra do Nunca. Letra. Eu quero descansar no teu peito. O cansaço dessa vida. E o peso de ter que ser alguém. Eu já não. Aprenda a tocar a cifra de Descansar (Canto Dos Malditos Na Terra do Nunca) no Cifra Club. Eu quero descansar no teu peito / O cansaço dessa vida e o peso .

Eis o tempo D7 G A7 D Assim devemos viver. Só para amar! Feliz, feliz Natal, feliz Natal, o amor chegou! Feliz Natal! Com B7 Am B7 Em ninguém fez assim, amou até o fim!

Vem nos salvar! Por que tu te escondes? Impedes Jesus de renascer! Nasceu Jesus! Vin-de a - do -re-mos o Sal-va-dor! Dm A7 Aleluia! É Natal! E no meio de nós D quer viver. Ressurgiu o Salvador - Glória, aleluia! Que por nós morreu na Cruz Nossa culpa resgatou És supremo, celestial Honra seja a ti, Senhor Vamos todos celebrar, celebrar!

B7-E B7-E Aleluia, aleluia! Obrigado Senhor! A glória 3. Amem e sejam G D7 amados! Amem e sejam amados! G D7 Vivam iluminados! Eu só encontro a paz e a alegria bem perto de. E E7 ti! Um barco esquecido na praia. G D A D Era o barco dos sonhos que eu tinha, mas eu nunca deixei de sonhar.

Querendo a paz! Vai, confia em mim, D anuncia-me! Senhor, aqui estou! Chegou a minha vez! No céu vai premiar! Vai logo socorrer! D E Bm F m Cristo conta com você! Cristo conta com você! Levanta-te e come! Que o caminho é longo, caminho longo! Por que eu canto? Por quê? E B7 F m Por que eu canto? Ó Cruz! D E 3 - Nada sou na minha justiça que é só aparência.

E deixa a luz do céu entrar! Seguir somente a Ti, Senhor Amar somente a Ti, Senhor E A Serei fiel D7 Gm C7 3 - Seu nome salva, seu nome cura, ele é o Senhor. Dm-Eb-G7-Cm La-la-la-la A minha vida é para ti Grande é teu valor! Filho, é por aqui! Eu te quero bem! Ô, ô, recebe, G Senhor! Ô, ô, recebe, Senhor! Aonde iremos nós? Somos todos teus! Olhai por nós!

A Tristeza do Barão - Cavalheiros 03 - Dama Beltrá by Samara Mendes - Issuu

Eu era prisioneiro e vós me libertastes D A7 D Por meu amor Vinde a mim, vinde a A mim! Gente sofrida, onde a esperança insiste em germinar. Quanta alegria! A7 Dm Gm A7 Anunciai! Trouxe-lhe lindos vestidos, mon cher.

Où est ma robe, Sra. Madeline olhava de um para outro com um riso contido nos olhos. O que ela estava vendo ali? A governanta estava escarlate. Eu sinto muito, miss! Nem para se matar ela podia cometer tamanha gafe. Balançou a cabeça. Fez um gesto com a cabeça e se foi. Olhando para Madeline, ela perguntou : — Mas de quem é tudo isso?

Estou aqui cumprindo as ordens dele. Você precisa conhecer a história de Filippo. Se quiser, um dia eu lhe contarei. Amy balançou a cabeça concordando. Queria conhecer aquele homem que parecia diferente de todos que ela havia conhecido. Um de seus tios foi meu pai. Sou a prima bastarda. Brinquei, mas é verdade.

Na verdade Filippo nunca deixou que me faltasse nada. Morei aqui a vida toda. Quando eu percebi que tinha talento para a moda, Filippo me ajudou a montar a minha própria loja.

Um dia contarei a minha própria história. Mas hoje quero falar de Filippo. É o homem mais íntegro que eu conheço. Amy ficou pensativa. Era difícil confiar em qualquer homem quando seu próprio pai havia-lhe vendido. Ela tinha vergonha daquilo. Jamais contara a alguém e jamais contaria. Concordou que escolheria um vestido, apenas um.

Mas prove todos. Cada um era mais lindo que o outro e ela, por algumas horas, esqueceu-se de quem era e sentiu-se uma verdadeira dama. Esqueceu-se da morte por afogamento, esqueceu-se das dores as quais passara e sorria com Madeline ao combinar cada vestido com um chapéu, com uma capa, com uma luva… Uma batida na porta.

Raspail entrou e viu Amy em um lindo vestido verde que evidenciava a cor de seus olhos e cabelos. O tempo parece que parou. Mas Madeline sabia que aquela jovem também guardava um grande segredo. Estaria ela disposta a tanto? Estava ali, ela sabia, ela reconhecia um homem quando este desejava uma mulher. Os indeléveis minutos foram quebrados por Amy. Ficarei com este.

Nunca tive um vestido verde antes. Muito obrigada. Despediu-se dela e de Madeline e disse que estaria em casa para o jantar. Madeline convidou Amy para um passeio no jardim. Ela foi com seu vestido novo e o chapéu combinado.

Sentia-se diferente, por fora e por dentro. Esta, contudo, uma moça mais velha, bemvivida, intuiu que Amy queria saber mais sobre Raspail. Sem que Amy se desse conta, começou a contar a história do desastroso casamento do primo. E esse homem amou essa mulher a vida toda. Agora ama o fantasma dela. Como era Juillet, ela gostaria de saber, mas temia perguntar. Madeline, entretanto, era perspicaz e deu-lhe a resposta. Você também é uma beldade, Amy.

Disseram-me muitas coisas, mas beldade nunca. É a primeira vez. Obrigada, Madeline. Amy olhou para Madeline por longos minutos. Avaliou até onde podia confiar nela e resolveu falar. Isso ficou no passado. Eu odeio os homens! Nunca se deitou com um? Madeline enrubesceu. Amy achou que tivesse ido longe demais. Quando meu pai Um nó tinha se formado em sua garganta. Vai ajudar se falar. Os homens machucam a gente. Posso lhe garantir.

Que dor aquilo lhe causava. Aquilo nunca sararia? Até que ela fora estuprada e vendida. O que teria acontecido com ela se nada daquilo tivesse acontecido? Teria ela se casado? Era uma prostituta, de luxo, mas uma prostituta que fora usada e reusada. Que homem a quereria como esposa?

Certamente nenhum. Assim ela era com seu vestido verde. Quando ela retornou ao seu quarto para preparar-se para o jantar, pois lorde Raspail mandara avisar que gostaria de sua companhia, ela estava abatida. Num debate acalorado entre Amy que mandava que os vestidos, os chapéus e as luvas fossem imediatamente devolvidos a Madeline, Charlotte entrega-lhe uma nota: Querida Amy, Sei que deve estar furiosa comigo, pois contei apenas parte da verdade.

O pedido de Raspail veio para salvar-nos. Com amor, Madeline. O que farei? Amy estava sentada na cama, olhando para Charlotte guardando seus vestidos e segurava o bilhete. Tudo aconteceu muito de repente e Amy mal se dera conta.

E agora? Depois voltou-se para Amy em inglês : — E a miss vai descer para o jantar. Eu cuidarei dos problemas de Madeline. Ela era mais jovem que Leonora. Santo Deus! Ele logo seria avô do futuro duque de Pudhoe. Naquela tarde mesmo escrevera uma nota para o duque de Belvoir, que estava em Paris, em lua de mel, requisitando que ele e Harriet, sua esposa, viessem em seu socorro.

Aquela sala de jantar é muito grande para duas pessoas apenas, milorde. Estava intrigado com essa jovem. Quem seria ela? O mistério o fascinava. A ideia de abrigar uma completa estranha sob seu teto; uma inusitada e singular jovem; linda, sim, ela era linda; mas queria lapidar aquela pedra bruta e devolvê-la à sociedade. Alguém poderia fazer-lhe feliz e tirar de sua cabeça aquela ideia de se matar.

Se houvesse qualquer semelhança com a sua história ele estaria perdido… perdido? Ele estava lindo. Amy hesitou. O que falaria? Ela é mais jovem que eu. Ela temia aquela pergunta. O que diria. Contudo, foram interrompidos pelo mordomo que estivera fora desde que Amy chegara.

Monsieur Arnould serviu o jantar num aparador de bebidas, um conhaque ao lorde e perguntou o que a hóspede tomaria: — Devo sevir um licor de frutas para mademoiselle, monseigneur? É bom? Tornamo-nos amigos e agora somos sócios, juntos com mais um, o conde de Ponthieu.

Mas que desgraça! Ele sempre visitava o Arundel Castle. Estou perdida, pensou Amy. Raspail também estava suscetível. Aquela jovem escondia algo muito grave. Escreveria a Montgomery ainda naquela tarde. O lorde pediu a monsieur Arnould que servisse um licor tradicional de sua vinícola a Amy, o que ela aceitou e agradeceu com um gesto de cabeça, e os dois sentaram-se informalmente numa poltrona em frente à lareira.

Monsieur Arnould parecia perplexo. Deve estar cansado da longa jornarda — Sim, monseigneur. Agradeço pela bondade. Boa noite, mademoiselle. E o mordomo encurvado saiu como se levasse sobre os ombros todas as dores daquela ancestral família.

Fora mordomo de meu pai a vida toda. Ele estava visitando seus parentes distantes. Eu disse que podia ficar um mês fora, mas ele retornou em uma semana.

Pobre, Arnould. Sofre em silêncio… Amy ficou olhando para aquele homem que solidarizava com seus criados. Era uma pena que o houvesse conhecido somente agora que estava completamente estragada. Ele em breve descobriria tudo e restaria a ela um rio gelado… Pensou por longos instantes enquanto bebericava a deliciosa bebida. Raspail, todavia, também parecia tentar ler os pensamentos dela. Estava calado e da mesma forma apreciava seu conhaque.

Olhava para o fogo e volta e meia para ela. Amy, num rompante, fez uma pergunta. Talvez tivesse pensado alto. O que diria àquela moça? Por que ela lhe fizera tal pergunta?

Titubeou na incerteza do que responder. Amy enrubesceu. Mas Raspail agora estava intrigado. Apenas uma curiosidade. Era em Paris? Ou era em Londres? Teve vontade de fugir dali, daqueles olhos precrustadores, talvez acusadores.

Totalmente enrubescida ela soubera que cavara sua própria cova. Jogar-se-ia no seu antro e passaria seus dias na furna feita por si mesma. Seguramente ele agora a mandaria embora e lhe tomaria todos os seus vestidos ou… a usaria como todos os outros tinham feito. Neste momento, uma grande algazarra fora ouvida pelos dois. Lorde Raspail levantou-se e foi ver do que se tratava tamanho alarido. Vozes de homens, risos de mulheres, como se uma caravana estivesse chegando.

Neste momento, Sra. Marvel chega acompanhada dos novos e barulhentos hóspedes. Estou congelando. Os demais cavalheiros e damas entraram no aposento cumprimentando efusivamente o dono da casa e lorde Raspail nem respondeu a melosa dama.

Estamos a muitos quilômetros de La Peyrouse. Foi uma fatalidade — disse monseigneur Auguste François, naquele momento notando a presença de Amy. O reconhecimento foi imediato. O momento foi de total embaraço para todos.

Era notório o ar de desdém de mademoiselle Adeline para Amy. Olhou para Sra. Marvel e para monsieur Arnould, e com o olhar, os serviçais entenderam que era para levar os hóspedes até os seus aposentos.

Ao chegar ao quarto de Amy, ele disse: — Fique aqui e tranque a porta. Amy sabia ao que ele se referia. Algum tempo depois, Charlotte apareceu com seu jantar. Bateu na porta, pois Amy a trancara. Ela abriu devagar e viu a moça com uma bandeja. Deixou-a entrar. Amy estava abatida, havia chorado, e Charlotte percebeu. Devo chamar monseigneur? Je vais bien. Quando Charlotte saiu, deixou a certeza para Amy de que ela sabia que havia chorado, e agora todos os criados também saberiam.

Precisava sair dali ainda naquela noite. Mas morreria congelada. Sim, ela mesma respondeu. Faz alguma diferença, Amy? Morrer é morrer. Ela ponderava. Ouvira dizer que as cachoeiras estavam congeladas. Você envergonhou lorde Raspail. Viu como ele logo a trouxe para cima?

Mandou que ficasse trancada. Abriu a porta devagar. Perscrutou o corredor de um lado para outro e saiu. Abriu-a e uma lufada entrou na casa fazendo vibrar o quadro de Jean-Baptiste Charpentier no hall de entrada. Ele segurou-a pela cintura e puxou-a com tanta força que seus corpos se chocaram. O dele como uma rocha e o dela macio e, naquele momento, gelado.

Eles sabem Fechou a porta com um chute e manteve-a junto a ele. Mas ele, ainda com ela no colo, abriu a porta de seu quarto, entrou e colocou-a sentada em frente à lareira. Ficou ao lado dela impedindo-a de se levantar. Mas Amy apenas chorava. Seus soluços eram altos. Podiam ser ouvidos dos demais quartos.

Mas Raspail pouco se importava se os demais a ouvissem chorando. Manteria aquela jovem viva, nem que para isso tivesse que dormir à sua porta.

Com ela. Ele olhou para ela e a desconfiança estava estampada em seus olhos. Amy olhou-o demoradamente. Que diferença aquilo faria agora? Quantos homens haviam dormido em seu quarto? Ela perdera a conta. Mas era estranho aquele homem passar a noite ali.

Algo havia mudado e ela sabia o que era. Quando ele passara a ser diferente para ela? Levantou-se, abriu o compartimento de madeira, pegou duas achas e colocou na lareira reavivando as chamas que quase se apagavam. Amy mal podia acreditar, ele lhe serviu o alimento na boca, como se ela fosse uma criança. Ele pareceu desconcertado, mas havia um riso em seus olhos: — Por um momento eu achei que a comida estivesse péssima.

Amy riu e disse que estava ótima. Incentivou-o a comer também e ele o fez. Seriam lembrados para sempre como os mais doces momentos de sua vida. Muito tempo depois ela bocejava e ele a instruiu a deitar-se. Ela temia que ele a acompanhasse na cama, embora no fundo de sua alma desejasse aquilo. Estava perplexa consigo mesma.

Sempre odiara o corpo dos homens, mas desejava o daquele homem.

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Quando o corpo dela pendera para o lado, caindo no ombro de Raspail, ele a pegara no colo, levara-a para cama e a cobrira com uma grossa manta. Lorde Raspail acordara antes dela que mal notara que ele havia dormido do seu lado.

Lembrava-se vagamente de ter se aconchegado a um corpo quente. Alguém bateu à sua porta. Era Madeline Edmond. Como ela conseguira chegar? Pensou Amy, surpresa. Que bom que é você! Estou aqui para lhe dar cobertura. Também teremos a ajuda de Fernand Bournon — disse Madeline e Amy notou que ela enrubesceu. Ela se lembrava de cada ato que aquele pervertido lorde a obrigara a fazer com ele.

Sentia ânsia de vômito só de lembrar-se dele. Raspail o colocaria para fora para morrer congelado. Madeline balançou a cabeça num gesto afirmativo. Quando eles tinham conversado? Quem acreditaria? Como se intuísse a curiosidade de Amy, Madeline respondeu: — Filippo foi ao meu quarto assim que saiu do seu. Amy ficou vermelha e Madeline riu: — Acalme-se. Conheço Filippo. Sei que apenas passou a noite aqui para lhe proteger de monseigneur François. Por que ele lhe protegia?

Charlotte chegou para ajudar-lhe no banho e Madeline ficou à sua espera. Quando estava pronta, ambas desceram. A grande sala de jantar — da qual Amy havia se referido — estava sendo usada e a enorme mesa achava-se quase toda tomada.

Raspail levantou-se assim que a viu entrar. Seus olhos estavam baços, cansados por uma noite mal dormida. As damas olharam para elas num misto de troça e falsa simpatia.

Mademoiselle Adeline foi a primeira a falar: — Oh, mon cher, comment êtes - vous baissés. Perguntaram como ela conseguiu chegar com aquele tempo, e ela respondeu a todos que havia chegado na noite anterior. Como Madeline lhe garantiu, monseigneur Auguste François mal levantou o rosto de seu prato e xícara. A conversa ficou por conta do médico Fernand Bournon, monseigneur Bauchale e madame Dufour.

Eu amo os licores e os vinhos que sua vinícola produz. Todos responderam que sim, exceto Amy, Madeline e o próprio Raspail. A matrona Brette, ansiosa por ajudar a filha — que era apaixonada por Raspail — veio em seu socorro. Nenhum sinal dele. Sabe alguma notícia dele? A mulher enrubesceu.

Madeline e Amy se entreolharam. Raspail e Fernand Bournon bufaram visivelmente entediados com a fofoca. Ele comprou uma propriedade que faz fronteira com a de lorde Percy.

Armara com monseigneur François a mentira da carruagem atolada para poder hospedar-se ali e ninguém atravessaria o caminho da sua primogênita. Se o conde de Ponthieu estava mesmo noivo, o maldito, sua Louise estava perdida. Raspail, acossado por madame Brette e por Adeline, tratou de pedir licença e saiu levando consigo Amy e Madeline. Sentou-se na borda da grande mesa de carvalho e suspirou aliviado.

Fernand gargalhou. Fernand olhou para Madeline antes de responder. Raspail olhou para Madeline, mas ela continuava de cabeça baixa. Sim, havia um segredo entre aqueles dois, se lorde Raspail sabia de alguma coisa era um mistério para Amy. Esta, continuava abatida, envergonhada, mas ao mesmo tempo grata àqueles três que a tinham protegido do restante da comitiva. Passear no jardim era impossível com toda aquela neve, como faria para passar o dia? Madeline leria um livro para Amy. Raspail aceitou o convite de Fernand para jogar cartas.

A parte da tarde Amy usou para descansar, sempre orientada por Madeline que mantivesse a porta do seu quarto trancada. Manteria sua individualidade dentro das roupas que Madeline a ajudara a escolher. Quando, por fim, decidiu que teria que descer para o jantar, saiu de seu quarto e desceu a enorme escadaria com passos duvidosos.

Pensava em voltar e esconder-se em seu quarto, quando ouviu vozes e esgueirou-se para o. As vozes estavam cada vez mais próximas e Amy desesperou-se quando percebeu que elas estavam indo para o mesmo aposento o qual escolhera. Achei que fôssemos amigos. Para que formalidade? Ele ficou em silêncio. Além de eu ser mais Corre o risco de pegar uma doença A mim ou a si mesmo? É óbvio que aquela criança o quer. Vi desejo nos olhos dela por ti.

Amy percebeu que ela o segurava. É impróprio ficarmos aqui sozinhos. Quero ser sua. Sinta-me como estou molhada por ti. É um homem viril, eu vejo. Beije-me, oh Filippo, ardo por ti. Estou ouvindo vozes — Amy notou que a voz dele estava mais rouca. Ele estava quase caindo nas artimanhas daquela Só pode ser por causa dela, daquela prostituta.

Nenhum macho rejeita uma bela mulher. Ela o chupou? Eu também farei isso.

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E Amy, pelo farfalhar do vestido, intuiu que ela abaixava-se à frente dele. Ela deve tê-lo mamado de jeito, só pode. Só pode ser. Mas eu também darei. Eu serei a próxima condessa Raspail. Quando Amy percebeu que estava sozinha saiu de seu esconderijo. Ele rejeitara mademoiselle Adeline Brette. Uma onda de esperança vagava por sua mente, um sussurro ousava murmurar em seus ouvidos de que o que a outra dissera fosse verdade.

O riso se esvaiu. Sim, ele ainda amava Juillet. Quando Raspail a viu, Amy acreditou ter visto um brilho diferente e orgulhoso no olhar dele, mas temia acreditar. Sentou-se entre o doutor Fernand Bournon e Raspail. À sua frente estavam madame Dufour, Madeline e monseigneur Charles Bauchal. O jantar tivera inicio e o acompanhamento foram os vinhos da vinícola La Cave à Liqueur, de Raspail, Montgomery e do conde de Ponthieu. O nome dos dois condes foram os assuntos do jantar.

Amy conhecia ambos, havia conhecido a condessa Montgomery, pois ela era uma boa senhora para seus vassalos, ouvira até alguns boatos da forma como o conde Montgomery a fizera sua condessa. Tenho bons amigos anglais. Pretende passar uma temporada por aqui ou veio para residir? Mademoiselle Adeline e madame Brette viraram os rostos, com seus talheres suspensos, aguardando a resposta. Mas Amy foi salva por Raspail. A matrona empalideceu e emudeceu. Logo depois pediu licença e saiu da mesa. O jantar prosseguiu.

As damas saíram e deixaram os cavalheiros à vontade com seus charutos. Na sala ao lado, mademoiselle Louise Brette sentou-se ao piano e acompanhou com acordes a melodiosa voz de mademoiselle Adeline. Pareciam aguardar um confronto. O confronto tivera início. Mas logo foi interrompido pelo doutor Fernand que atuava como uma espécie de anjo da guarda de Madeline.

Sem demora, Raspail entrou no aposento seguido pelos demais. Mademoiselle Louise tocou uma valsa. Doutor Fernand tirou Madeline para dançar. Monseigneur Bauchal tirou Adeline e tanto seu olhar quanto seu corpo davam sinais de ter aceito o convite contra sua vontade.

Raspail estava encostado na cornija da lareira e bebericava um Porto. Quando Raspail percebeu o que se passava,. Ela vai dançar comigo — a voz saiu como um rugido baixo, mas Amy estremeceu.

François virou as costas e saiu sem dizer sequer uma palavra. Tinha tido aula de dança, mas naquele momento, com todos os olhos sobre eles, esqueceu-se de tudo. Mas Raspail sabia o que estava fazendo e conduziu-a com habilidade e firmeza.

Ele encarou-a. Mas ele queria vê-la daquela forma para sua própria segurança e a dele próprio. A força do que ele estava sentindo assustava-o sobremaneira e ele temia feri-la e ferir a si próprio. Assim que a neve derretesse, ele a largaria ali com Madeline, com Belvoir e Harriet, se eles chegassem, e iria embora para muito longe. Havia escrito para Belvoir no dia em que ela chegara a Baume-lesMessieurs.

Pedira ajuda de Harriet para com Amy. Parecia que meses tinham se passado, mas foram apenas dias. Que Deus tivesse misericórdia dele, e dela. Ninguém até aquele momento a tinha beijado daquela forma, nem tampouco havia sentido como seu corpo era conquistado por um simples beijo.

A língua masculina alcançou o interior de sua boca. Movia-se nela como se quisesse alcançar algo que ninguém tinha obtido. Priscila saboreou o sabor daquele homem, um misto de café e vazio que lhe provocou um efeito narcótico. Aturdida, deixou-se levar.

Ela cobria seu decote com uma renda de seda negra. Priscila tremeu tanto que seus joelhos começaram a dobrar-se. O leve contato provocou um grunhido em quem a assaltava, o que a deixou perplexa.

Canto dos Malditos na Terra do Nunca - Discografia

Mas foi uns milésimos de segundo o que se acalmou esse contato. Quis afastar-se e averiguar do que se tratava, mas… quem é capaz de liberar-se do forte abraço de um urso? Espectadora e sufocada, percebeu que aquela dureza que emergia da parte superior do homem começava a balançar-se nela como se quisesse esfregar-se ou pulverizar seu aroma entre suas roupas. Tinha que gritar. O calor obtido pela corrida deu passo a um intenso fogo.

Um fogo que lhe queimava seu ventre e lhe provocaram necessidades indescritíveis. Só sentiu um pouco de calma quando o homem dirigiu seu joelho para seu sexo e o apertou com força. Aquela boca continuava obstinada à sua. Necessitava daquilo. Agradava-lhe sentir aquilo naquele lugar e, embora ninguém lhe tivesse falado do que provocaria um ato assim, ela suspeitava que o desespero despertado em seu corpo só poderia ser acalmado por ele. Mas os atos temerosos e inocentes de Priscila fizeram com que Leopold reagisse, enfim.

Aquela prudência que tinha desaparecido após estar ao seu. Estava sozinha e seu apaixonado desconhecido partira. Depois de gritar ao cocheiro que retornasse ao escritório, reclinou-se no assento e fechou os olhos.

Tinha cometido uma loucura, uma demência insólita. Como foi capaz de ataca-la? De submetê-la aos seus beijos e carícias? Ele sentia um tremendo respeito por todas as mulheres e daí que se aferrasse ao seu celibato. Colocou as pernas sobre o assento da frente, cruzou os braços e meditou sobre o acontecido.

Terminou por concluir que o desespero que padecia para obter Longher o tinha transtornado por completo. Porque estava seguro que sob seu corpo tinha permanecido uma moça virtuosa. Franziu o cenho e tentou rememorar as palavras que tinham mantido ambas as mulheres.

Se fosse a condessa sua experiência teria florescido com rapidez. Uma mulher com destreza na arte amorosa teria colocado seus braços ao redor de seu pescoço, lhe incitando a. E, é óbvio, teria se aproximado dele com menos decoro.

Afogado pelo desejo, Leopold golpeou-se na cabeça com o respaldo do assento e grunhiu com veemência.

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Quando descobriu a estupidez enfureceu-se ainda mais consigo mesma. Um som surgiu da garganta de Price. Foi como um gemido ou uma espécie de gemido. Priscila a observou com receio e se arrependeu rapidamente de pô-la em tal apuro. Narraram-lhe pinceladas sobre as vivências. Mal tenho vagas lembranças da minha vida em Londres. Aqueles foram outros tempos e agora devia saber em que lugar se encontrava e como atuar a respeito.

Anaís se girou com rapidez para a senhora e a olhou com o cenho franzido. Enquanto a observava atônita, perguntava-se outra vez o que lhe teria acontecido naquela tarde. Tinha que ter acontecido algo mais, algo que a acalorava, que a fazia suspirar e que a transportava a um mundo muito afastado do que se encontravam. Mas… que estímulo acharia num lugar como aquele? Um coelho correr em liberdade? Fosse o que fosse, a condessa tinha mudado, e isso, em certo modo, a atemorizava.

De repente sentiu um calafrio percorrer seu corpo e um inesperado suor provocou um suave resplendor em seu rosto. A estabilidade que sentia sob o amparo da condessa devia permanecer muitos anos mais.

Minhas desculpas. Era a primeira vez que saía às compras sem ninguém que lhe indicasse como atuar, o que devia fazer e, sobretudo, que conversações evitar. De repente, a força que tinha tido horas antes começou a desaparecer, convertendo-a de novo numa mulher indecisa, diminuída e covarde. De verdade seria capaz de confrontar uma vida assim? Viva, muito viva. Primeiro foram seus pais. Deu graças a Deus por tropeçar com aquele homem e que este se interessasse por seu bem-estar.

Entretanto tampouco achou o que procurava. Depois do casamento, entre eles cresceu uma amizade em que nenhum dos dois ocultava nada. Possivelmente esse foi o engano, possuir uma incrível confiança, visto que desde que Anthony lhe revelou seu segredo segurou-se a ela mais do que ansiava. Nunca a deixou assistir ao teatro ou a uma festa sozinha.

Sempre devia permanecer ao seu lado. Se alguém se aproximava para uma conversa ele aparecia com rapidez. Logo a interrogava sobre os temas que tinham falado. Priscila lhe jurava uma e outra vez que ninguém insinuou nada que pudesse lhe machucar, que seu segredo continuava protegido.

Talvez imaginou que a afastando de Bournemouth evitaria que se difundisse o escândalo que tanto temeu em vida. Priscila a olhou de esguelha, observando em silêncio a palidez de seu rosto. O silêncio voltou a reinar entre as duas. Priscila dirigiu seu olhar para o exterior outra vez, retendo em sua mente todos os lugares por onde circulavam. Porque assim se comportaram tanto seus pais como Anthony. Embora eles o chamavam amor, receio e inclusive amparo, ela o chamava cativeiro. Sim, assim se havia sentido cativa de uma ditadura parental e presa de um segredo que, se tivesse saído à luz, a venerabilidade de seu falecido marido teria sido destroçada.

E por respeito a ele e ao seu amante, continuavam fechados. Apesar de ter estado casada durante quatro anos ela mal tinha experiência com homens e muito temia que o que pretendia indicar lhe causaria pânico.

Mas estava segura que mais de um cavalheiro a assaltaria nas festas às quais ela aparecesse. Por sorte desfrutei de quatro anos disso. Priscila se reclinou no assento. Com seus olhos cravados na rua pela qual passeavam repassou as palavras de Anaís. Ela só tentava encontrar aquele homem que a tinha assaltado e que a havia tocado com ternura. Evocando de novo a cena dos dois no bosque, suas bochechas voltaram a tingir-.

Inquieta no assento pelo palpitar que aparecia de novo entre suas pernas, tragou saliva e tentou acalmar-se. Logo, com suspeita, fixou seus olhos verdes na moça.

Tinha as bochechas ardendo e era incapaz de ficar quieta. Aquela intranquilidade passou ao seu corpo, alterando-se ela também. Ocultava algo. Quando a pequena desistiu de seu esforço, ela a premiou com palavras transbordantes de ternura.

O que significa essa palavra, Evelyn? Acalorada, a senhora Bennett tentou procurar um significado lógico àquela palavra, mas… como explicar a uma menina tal coisa?

A marquesa, arrependida, levantou-se de seu assento e a consolou. De repente as campainhas que havia sobre a porta começaram a tilintar, as três dirigiram seus olhares para a entrada e descobriram a presença de duas mulheres. Ambas vestiam-se de rigoroso negro e sobre seus cabelos luziam dois chapéus da mesma cor. Evelyn olhou primeiro a mais alta que ocultava até a pele de seu pescoço. Esta tirou o chapéu com uma elegância que desconcertou a.

Mas Evelyn abandonou a silhueta da mulher para dirigir suas pupilas para o cabelo. Logo observou à mulher menor. Também era mais jovem. Seu aveludado rosto assim o indicava. A largura de seu vestido mostrava que tinha perdido um pouco de peso. A marquesa imaginou que se devia à dor padecida depois do falecimento de um parente, daí o luto.

Ela também perdeu o apetite quando morreu Colin. Prosseguiu admirando o cabelo. Ela timidamente a olhou, como se soubesse que a estava estudando, e se ruborizou. Mas queria fazê-lo sozinha. Ninguém usou em Londres uns objetos semelhantes. Priscila olhou a pequena e sorriu.

Era muito jovem, de uns oito ou dez anos, mas a pose que mantinha lhe dava um ar de absoluta superioridade. Um a um foi admirando os padrões e esboços dos vestidos. Mas isso devia mudar, tinha se proposto a fazêlo e o quanto antes melhor. Inquieta ao evocar de novo a imagem dele apertando-a sob seu corpo, acariciando-a e beijando-a, passou as folhas. Ele os encaderna em sua tipografia e, como pôde apreciar você mesma, transforma-os na preciosa gazeta que oferecemos às nossas clientes — explicou.

Era normal, aqueles vestidos eram magníficos com a tonalidade selecionada, entretanto, sob a sobriedade do luto nada parecia formoso. Teve pena dela ao vêla duvidar. Que injusta era a vida se uma moça como ela devia passar grande parte de sua juventude ocultando-se embaixo daquela cor. Priscila a olhou assombrada. Em frente a ela se encontrava uma mulher formosa. Lhe explicou em detalhes tudo aquilo que demandava. De repente, num abrir e fechar de olhos, criaram uma empatia incomum, uma espécie de insólita amizade.

Pareciam estar muito conectadas.

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Falavam-se com um tom mais quente que o utilizado para o respeito. Anaís inclusive apreciou um sentimento de carinho em lady Riderland.

Como era de esperar, Evelyn também dirigiu seu olhar para a mulher que permanecia em silêncio junto a elas. Aquele descobrimento alterou Priscila. Mas de repente se lembrou dos convites que tinham chegado ao seu lar e da conversa que manteve com Anaís na carruagem. Em milésimos de segundo desapareceu a jovem que tinha decidido aventurar-se a uma nova vida. Queria retornar ao seu lar, voltar para Bournemouth o mais cedo possível.

Isso fez com que Priscila se relaxasse e que a palidez de seu rosto desaparecesse. Natalie tinha se agarrado a ela. Os olhos maternais adivinharam o que desejava a menina. Priscila foi incapaz de mover-se. Seu corpo voltava a ficar tenso, rígido após averiguar que sua presença em Londres era motivo de falatório.

Priscila afirmou e assinalou aqueles que tinha eleito. Ao ver que sua nova cliente arqueava as sobrancelhas em sinal de pergunta, concretizou. Ninguém imaginou que encontrassem uma mulher apropriada posto que para eles todas o eram.

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Mas a pontaria desse marido despeitado foi certeira e o deixou muito ferido. Pelo visto, metade do corpo do bonito duque ficou imobilizado. Graças ao seu amor, o duque se recuperou quase na sua totalidade. Onde quer se fosse, escutava os suspiros das mulheres deslumbradas por sua elegância e saber estar.

Casou-se com a filha dos Midlenton. Uma jovem estranha, se me permite dizer isso. Sua esposa é o trabalho e o mantém ocupado todo o tempo. A primeira a abrir foi a de William. Como pretendia tal coisa? Federith era um dos seus dois melhores amigos e seu eu honesto lutaria com ânsia por sair, quando ambos permanecessem juntos.

Era uma loucura. No fundo de seu ser podia aceitar a postura de William. Para ele era mais importante velar pela segurança de sua esposa e de seu futuro filho que lutar por diminuir as desgraças de Cooper. Esta pertencia ao lorde Spencer. Roger pegou a pluma e respondeu com rapidez. Depois de assinar a carta e estampar seu selo, chamou Anderson.

Roger continuou sentado refletindo nas suas ideias.

Embora o senhor Lawford lhe informara da quantia aproximada que o jovem receberia uma vez tomado o cargo, também foi claro ao lhe explicar a segunda parte do testamento. Entretanto, o falecido tinha dado esse imóvel de presente à sua esposa. Era muito tempo para Roger. Precisava obter seu propósito de outra forma. O senhor Spencer era um homem trabalhador e se apaixonava por tudo o que fazia. Tinha chegado. Podia escutar como se agitava a saia ao caminhar e inclusive podia sentir seu perfume.

Tentou manter-se calado para conseguir ouvir as palavras que ela utilizava para perguntar ao Anderson onde se encontrava. Sempre queria tê-la perto. Onde a encontrava assaltava-a com beijos e abraços. Nada teria sentido se ela se afastava de seu lado.

De repente a tristeza o invadiu e esteve a ponto de dobrar seu corpo pela cruel dor que emergiu de suas vísceras. Viu-se sozinho, desamparado, perdido sem a mulher que amava. Abalado pelo sentimento de dor, franziu o cenho e apertou os punhos sem perceber que ela estava na porta e o observava chocada. Gastou todas as minhas riquezas? Este entrecerrou seus olhos e olhou sua esposa perguntando o que ocorria.

Achou a resposta ao esquivo comportamento na menina com cachos de cabelo agitados que saltava para ele. Evelyn te deixou escolher os mais formosos? Se o fizesse teria consequências fatais essa noite.

Tudo ao seu redor se dissipava, até a vontade de lhe repreender. Todo o aborrecimento que sentia desapareceu com o beijo. Nunca tinha imaginado que Roger a amaria tanto ou que a adorasse daquela forma. Ou isso pensava Roger até que alguém bateu. Olhou zangada para o seu marido enquanto ele exibia o sorriso mais falso que podia mostrar. Adorava provocar em seu amo um pouco de contrariedade.

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Tinha a esperança de que cedo ou tarde obteria algo que ninguém tinha conseguido: humildade. Riderland a olhou com o cenho franzido. Até agora jamais tinha chegado uma nota explícita para a Evelyn. Todas eram dirigidas aos marqueses.

De repente seus olhos brilharam. Fechou a porta e soltou uma grande gargalhada. Com passo firme dirigiu-se para a cozinha para confirmar se o almoço estava preparado. Seu corpo permanecia rígido, muito. Atenciosamente, lady Priscila Appelton, condessa de Crowner. Estava assombrado, atônito e inclusive um pouco atordoado. Por acaso você a conhece? Ruboriza-se com facilidade, como se fosse uma menina inocente.

As pardas sobrancelhas da marquesa se elevaram tanto que Roger jurou que se uniram para formar uma só linha. Repetiu ao mesmo tempo em que a olhava atônito. O anjo de fogo que mais amo e amarei nesta vida. Prometo-te que te soltarei, mas sobre nossa cama. Federith levantou o olhar do prato e fixou-o em Caroline. Como estava acostumado a fazer desde que se casaram, um dia por mês ela adotava o comportamento de uma verdadeira esposa.

Mostrava-se carinhosa, atenta e transformava-se naquela mulher que ele teria desejado ter algo mais do que um mísero dia em cada trinta.

Observou-a almoçar. Mal deu uma bocada e era impossível captar o ruído que provocava sua boca ao mastigar. Tinha desprezado seu futuro, ridicularizado o título de Sheiton como se possui-lo suportasse denotações repulsivas. Ele também desejava que seu filho se convertesse num homem próspero, honesto e sobretudo consciente com seu título.

Esta tarde quero acompanha-lo. A conversa entre eles estava a resultar bastante reveladora visto que nunca imaginou que a conveniência social fosse outro de seus grandes defeitos. Reclinou-se no assento e a escutou perplexo. Cooper negou com um suave movimento de cabeça.

Nenhuma mulher deseja ter um marido sensato ou insosso ao seu lado. Quer viver num contínuo sobressalto, num constante estado de frenesi. Até mantinha uma atitude rotineira que iniciou na infância. Prosseguiu calado, na expectativa das palavras de sua mulher. Para a marquesa foi uma sorte que seu marido decida manter sua promessa. Fez uma pausa outorgando um pouco de tempo a Federith para que revelasse o maior segredo de Londres. Se ela o descobrisse, se ela conseguisse saber a verdade, muitas damas a convidariam às suas residências e possivelmente, embora fosse deste modo, conseguiria chegar ao lar de Eric.

Os dois? Até Lonely? E agora, se me desculpar, vou subir ao dormitório do nosso filho. Manteve-se calada, erguida e com o olhar cravado onde ele tinha permanecido. Em frente à porta respirou profundamente e fez com que todos os pensamentos que o perturbavam desaparecessem.

Junto aos pés da cama em que algum dia descansaria Eric estava no berço coberto com uma suave renda que impedia o passo dos insetos. Federith ficou parado na entrada observando a terna imagem. A senhora Meild acariciava a cabeça do menino ao mesmo tempo em que lhe oferecia seu peito para alimentar-se. Nem meditou sobre isso. Horas depois de conversar com. Falou-lhe sobre uma mulher que duas noites antes tinha tido um bebê mas que, por desgraça, havia falecido horas depois de seu nascimento.

Quando soube a verdade, retornou à carruagem e se dirigiu para o lar da senhora Meild para lhe oferecer o emprego. Assim como notava que seu orgulho paterno aumentava ao ver o brilho de entusiasmo nos olhos do bebê. Pelo menos tinha encontrado algo bom num matrimónio destrutivo, algo pelo qual lutar e levantar-se cada dia.

Ao observar como o senhor enrugava a testa, quis emendar suas palavras. Sorriu ao rememorar as palavras da mulher. Orgulhoso dessa proeza se dirigiu para seu dormitório.

Olhou-se no espelho e se afastou imediatamente. O horror que refletiu, o medo que descobriu ao observar seu rosto, perturbou-a ainda mais. Priscila estava cheia de entusiasmo e, sobretudo, mudada. Parecia uma mulher diferente e devia alegrar-se por isso. Tinha sido uma magnífica conselheira visto que conseguiu despertar a moça em menos de três semanas.

Contudo, e embora estivesse a definir-se como a melhor assessora do mundo, repassou os momentos nos quais tinham dialogado. Priscila se manteve retraída até o dia que passeou pelo jardim. Anaís soprou e vagou seu olhar até a penteadeira.

Franziu o cenho e gritou:. Você foi o culpado disto! Entre as quais se encontrava como sabia uma mulher, ao ser beijada, que era o homem adequado. Isso deixou Anaís petrificada. As casadas deviam ter experiência na arte amorosa, entretanto, lady Appelton mostrava tanto interesse como uma moça inexperiente.

Angustiada, fechou o livro e se centrou no que aconteceria horas depois. Priscila tinha aceito o convite da marquesa e, embora soubesse que era a melhor maneira que tinha sua senhora para aceder à alta sociedade.

Se alguém descobrisse quem era, tudo o que tinha tentado esquecer retornaria. O que diriam de uma jovem que viu interrompido um futuro prodigioso pela insensatez de um pai? Tudo ao seu redor estava como ansiava. Karl o atribuiu ao cansaço. Mas nada nem ninguém lhe faziam sair dali. Parecia que o tinham colado à cadeira. Quando o empregado fechou a porta, Leopold levantou-se de seu assento.

É óbvio que se gargalharia dele se lhe revelasse a verdade. Ele o faria se estivesse em seu lugar. Desde que visitou Longher e a descobriu tinha estado indagando sobre a moça. Nada do que supôs era certo. Horrorizou-se ao conhecer a verdade posto que sabê-lo produziu-lhe a maior vergonha da história. Quis evitar aquele juramento, desejou apaga-lo da memória, mas cada vez que o tentava, ela aparecia de novo. Era uma mulher especial, uma mulher que, embaixo daquele olhar infantil, escondia uma feiticeira.

Leopold grunhiu ao mesmo tempo em que dava um forte murro na mesa. O que havia sentido aquela tarde se tratava só disso, de um feitiço, de um encantamento que despertou o desejo nele. Propôs-se manter-se distante e evitar qualquer novo encontro entre eles.

Mas… e ela? O que pensaria ela se soubesse que o homem que a beijou, que a acariciou, era seu próprio sobrinho? Por que me fez acreditar que era a primeira vez que lhe beijavam, que lhe acariciavam? Afastou ainda mais a. Evelyn se levantou do assento onde tecia enquanto esperava a visita e correu para seu marido. Embora para te ser sincera, escolheu um dia bastante inapropriado para me visitar. Acariciou o cabelo de sua esposa e a apertou contra ele. Ela conhecia o assunto.

Desde que o senhor Lawford lhes informara que os lucros produzidos pela ferrovia diminuiriam, seu marido procurou uma maneira de investir os benefícios obtidos desse negócio. Foi estudando com meticulosidade cada empresa que aparecia na cidade, mas nenhuma lhe.

Um amigo de seu pai lhe falou sobre as ações que alguns cavalheiros estavam adquirindo no transporte de estrada. Apesar de ser arriscado, despertou a curiosidade de Roger. Roger preferia destinar menos quantidade, embora os benefícios fossem insignificantes, a perder a soma empreendida. Evelyn entendia seu temor e se culpava disso. Desde que se recuperou do disparo tudo mudou na vida trabalhista do marquês.

Ao princípio suas viagens comerciais duravam entre quinze e vinte dias, mas pouco a pouco ele foi rejeitando todos aqueles encargos que o afastavam mais de dois dias de seu lado. Evelyn inclusive acreditou que terminaria por vender o navio, mas quando lhe perguntou ele respondeu que tinha a esperança de que Logan fosse seu sucessor.

Era bastante rico, inclusive mais que Rutland. Ele é…? Agora tudo encaixava, a isso se referia Roger quando horas antes lhe agradecia pelo que tinha feito. Sabe o que dizem sobre esse homem? Para o quê?

Sabe que escândalo se formaria se eles se encontrassem? E em nossa casa! Pelo amor de Deus! Roger saltou sobre ela para fazê-la calar com um beijo. Alisou a saia e se retirou de perto de seu marido ao escutar que os convidados falavam com Anderson.

O sorriso zombador desapareceu ao recordar o segundo plano que tinha elaborado após escutar o nome da dama de companhia da condessa. De repente se lembrou de William e o zangado que ficaria quando lhe contasse o ocorrido aquela tarde. Os dois pares de olhos se cravaram na entrada.

Sabia, até os ratos das docas conheciam o tema. Evelyn suspirou ao ver os olhos entristecidos de seu amigo, mas manteve a compostura. Estou segura de que temos muitos temas dos quais falar. Entretanto, o olhar que lhe dedicou lhe provocou arrepios. Permaneceria uma tarde com as duas mulheres mais importantes de Londres.

Manteve-se calada e intrigada em saber quem visitaria naquela mesma tarde aos marqueses. Embora parecesse que todos seus planos deviam mudar se na residência havia mais gente. Sem poder afastar o olhar da outra carruagem, observou como o lacaio descia e abria a porta. Algo lhe disse que a pessoa que ocupava o interior, posto que o criado afirmou com a cabeça.

Este se afastou para deixar espaço, Priscila sorriu ao ver que se distanciava muito para lhe ajudar. Esticou seu traje uma vez que saiu e olhou ao seu redor. Inclinou-se levemente deixando Anaís boquiaberta ante o inesperado comportamento. Priscila continuou observando-o.

Deviam existir muitos cavalheiros como o que se encontrou em seu jardim escondido. Reclinou-se no assento e suspirou enquanto se arrependia de ter aceito o convite da marquesa.

Leopold subiu os degraus que lhe conduziam para a entrada da residência pisando-os da mesma forma como esmagasse pedras. Que diabos pretendia o marquês? Sem ser capaz de olhar de novo em volta da carruagem que mostrava o escudo do título que logo possuiria, tentou manter a calma e deixar que a ira se aplacasse.

Mas… como fazer tal coisa? Assim, quando o mordomo de Riderland lhe abriu, o senhor Spencer entrou no hall como se sua vida dependesse disso. Nem quis fazê-lo. Que seria difícil verificar a quem pertence a carruagem que se encontra na entrada de sua casa? Olhou ao Federith e, por como abria os olhos, soube que tinha escutado tudo o que se falava em Londres sobre eles dois. Exclamou Leopold zangado.

Caminhou para o assento contíguo ao Cooper e se sentou. Quando conseguiu manter a calma, Spencer lhes narrou tudo o que ansiavam saber. Talvez fossem as três taças do Porto, o magnífico charuto que fumou ou a comodidade que terminou por sentir com aqueles dois cavalheiros o que lhe impulsionou a expressar-se com sinceridade.

Isso só importava a ele. Estiveram conversando durante um bom bocado. O marquês tinha outro plano para fazer com que lorde Spencer conseguisse o dinheiro requerido e, com paciência, o fez saber. Federith o olhava surpreso, agradecendo a Deus por lhe haver feito chegar àquele cavalheiro um pouco de julgamento e pelo relaxamento que todos mantinham naquele momento.

Seu corpo ficou rígido e mal pôde respirar. Seu rosto alterado, o rosto avermelhado e o olhar de atordoamento indicaram ao marquês que Federith sofria por causa de uma lembrança. Assim tirou os documentos que Spencer devia assinar e os estendeu para ele.

Logo em seguida, Roger se levantou e caminhou para a janela cristalizada para pegar outra garrafa de Porto. Todo seu ser lhe gritava que ele estava ali, que permaneceria no mesmo lugar que ela, mas tinha que ser incerto. De repente apareceu um sem-fim de perguntas em sua mente. Mas agora, tomando um pouco de sensatez, fluíam sem cessar. O que fazia aquele homem em sua casa? Por que a espiava? Estas e outras mais ocasionaram no pequeno corpo uma forte sacudida.

Estaria a marquesa envolvida naquela visita? Devia ser algo assim. Olhou-a com desespero, lhe pedindo ajuda em silêncio. As duas se desfizeram das capas e com suavidade tiraram as forquilhas que imobilizavam os chapéus. Evelyn foi a primeira a elevar-se da cadeira.