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SAMBA ENREDO DA GAVIOES DA FIEL 2010 BAIXAR


G.R.E.S. Gaviões Da Fiel (SP) - Samba Enredo - Corinthians Minha Vida, Minha História, Meu Amor (Letras y canción para escuchar) - Eu sou a garra. Pitico - Samba Enredo Gaviões da Fiel (Letra e música para ouvir) - De jorge a força que vem lá do céu / A ti serei fiel / / Corinthians é o meu amor / O. Mais acessadas de G.R.E.S. Gaviões Da Fiel (SP) Samba Enredo - Verás Que Filho Fiel Não Foge a Luta · Samba Enredo - Corinthians Minha.

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Entre e , jogou vezes pelo Corin- thians e fez 4 gols. E teve mais, em Carruagem da Vitória. Pode ficar vinte anos na espera. O goleiro Velloso vê, assustado, Marcelinho se agachar e conversar com a bola. Veio do Flamengo quase por acaso, meio brigado que andava. Naquele tempo, os calções eram amarrados com um cinto de couro. Viola, agora no Vasco, podia colaborar. Fernando Baiano.

Pitico - Samba Enredo Gaviões da Fiel (Letra e música para ouvir) - De jorge a força que vem lá do céu / A ti serei fiel / / Corinthians é o meu amor / O. Mais acessadas de G.R.E.S. Gaviões Da Fiel (SP) Samba Enredo - Verás Que Filho Fiel Não Foge a Luta · Samba Enredo - Corinthians Minha. GAVIOES FIEL SAMBA ENREDO BAIXAR - Consultado em 21 de dezembro de No ano de foi inaugurada a quadra atual, no Bom Retiro. Consultado em. Samba enredo Gaviões da Fiel OUÇA O ÁUDIO (no Internet Explorer) ou FAÇA O DOWNLOAD Corinthians é o meu amor. O samba é minha paixão. Venha ouvir Vou Cantar Pro Timão Ganhar, Rema, Rema, Rema, Remador, Samba-Enredo - A Saliva do Santo e o Veneno da Serpente e muitas outras.

É ela, a deusa da passarela - Olha a Beija-Flor aí gente! Samir Trindade, Jr. Ponha um pouco de amor numa cadência e vai ver que ninguém vence a beleza que tem o samba: anos de samba, minha vida, minha raiz. Do Canindé ao samba no pé, a Vila Madalena nos passos do balé. No Xirê do Anhembi, a Oxum mais bonita surgiu Wander Pires Grazzi Brasil. Aparecida - A Rainha do Brasil. Clóvis Pê Reginaldo Manzotti. René Sobral Fagner e Chambinho do Acordeon.

Coré Etuba. A ópera de todos os povos, terra de todas as gentes, Curitiba de todos os sonhos. Zé do Brasil, um nome e muitas histórias. Toque sanfoneiro: forró, frevo e xaxado Bruno Ribas Elba Ramalho. Abram a porteira para essa gente caipira e feliz. René Sobral Sérgio Reis. Grazzi Brasil Belo. Pelas estradas da vida, sonhos e aventuras de um herói brasileiro. Suspeitei desde o principio! Wander Pires Dudu Nobre.

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Uma Noite no Museu. Eduardo, Gustavinho Oliveira e Tinga. A Amizade: a Mancha agradece do Fundo do nosso Quintal. Freddy Vianna Fundo de Quintal. Peruche celebra Martinho: 80 anos do Dikamba da Vila.

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Em cartaz: Luz, câmera e… Terror! Bravos Guerreiros - Por Deus, pela honra, pela justiça e pelos que precisam de nós. A Saga de uma Guerreira Negra. Penso, logo existo O Show Tem Que Continuar! Meu lugar é cercado de luta e suor, esperança num mundo melhor.

Darlan Alves Arlindinho. Brasil, eu quero falar de você! Que país é esse? Douglinhas Tinga. Liberdade - o canto retumbante de um povo heróico. Era como que um torneio início da sua despedida dos campos. Ah: em 29 ainda o Corinthians ganha o título paulista, um pas- seio invicto. Demais, demais. O Corinthians tem um grande time.

A torcida parece que entendeu o grande momento. Valeu a pena. Conta-se que muitos corinthianos voltaram cantando em cima do trem, pelo frio da serra, sem camisa, o que resultou em alguns casos fatais de pneumonia. Em julho de , o time americano do Hakoah, que incluía alguns jogadores ingleses, veio disputar alguns jogos no Brasil. Um deles contra o Corinthians, claro. Ficou chocado quando soube que aqueles eram os profissionais.

E mais chocado ainda quando, no dia seguinte, seus gigantescos titulares tomaram 5 a 1 daqueles moleques ariscos, Rato, Nerino, Gambinha Agora, as marcas. Essa época ficou marcada pelo apelido de Mosqueteiro dado ao Corinthians. Mas que teriam a ver com Rato, Nerino, Gambinha e o resto da turma? Bem, num tempo de muitos romances e, depois, de muitos fil- mes de capa e espada, o herói mosqueteiro era visto como um símbolo de valentia, lealdade e senso de humor.

Tudo o que a torcida esperava dos seus ídolos em campo. Outro fato vem provar que mosqueteiro era uma palavra da época. Três grandes guerreiros.

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Foi dessa época também um outro epíteto glorioso, este uma homenagem aos torcedores. Essa fidelidade seria provada em curtas, médias e longas traves- sias. Mas, antes, vamos nos despedir do Neco.

Foi o quarto maior goleador do time, com gols. Cada jogo era, para ele, uma guerra. Em campo, dava a alma. Naquele tempo, os calções eram amarrados com um cinto de couro. Tira a cinta, Neco!

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E parece que tudo começou, dizem, num jogo contra o Pales- tra, quando Neco tirou o cinto para amarrar melhor enquanto gesticulava reclamando com o juiz. Outros garantem que ele tirou o cinto foi durante um embate com o goleiro Primo, do Palestra. Meses depois é per- doado, para delírio da torcida e discreto apoio da imprensa. Em , joga poucas partidas. Em que pese seu temperamento complicado.

Morreu aos 82 anos no dia 31 de maio de Neco permanece uma referência eterna para os ideais do Corinthians. A taça Washington Luiz celebra o tricampeonato de Impossível, porque desse truque o Corinthians sairia como um complicadas.

Ninguém trai impunemente seu destino e qualquer torcedor sabe que ser Essa primeira, de corinthiano é com o mesmo ânimo dispor-se ao êxtase e à agonia, a eternas idas e vindas entre o céu o inferno. Levou jogadores do Palestra, Mussolini É bom lembrar que, nessa época, o futebol nem era ainda oficialmente profissionalizado, mas informalmente a grana corria solta. E quem foi, entre nós, o experiente olheiro que em- presariou tal êxodo? Um corinthiano ilustre, Amílcar Barbaixar, que saíra do Corin- thians meio brigado alguns anos antes.

Amílcar viria a estabelecer Foto: Arquivo Corinthians. Que ano, Neco, ídolo e alma do time, acabara de dei- xar o futebol depois de 17 anos de excelentes serviços prestados. Existem jogadores insubstituíveis? Ou mesmo um Cris- tian, um André Santos, um Douglas. Um simples William que vai pra Ucrânia em pleno campeonato pode encurtar o caminho para uma série B. Resultado: especialmente entre os anos de 31 e 33, o Mosque- teiro andou um bom tempo de mosquete emperrado, espada sem fio e capa caída.

Chegou ao ponto de tentar evitar, em novembro de 33, um en- contro com o Palestra. Seria expor sua torcida a um vexame anun- ciado. E que sacrifício, levou uma baita goleada de 8 a 0. Com um time, claro, bastante improvisado.

O goleiro, que tinha o apelido de Onça, era, dizem, um excelente eletricista. E também um tal de Chola, que só naquele dia ousou vestir a camisa do Corinthians. Levamos uma baita goleada. A crise se alastra, o presidente Alfredo Schürig renuncia. A torcida anda impaciente, revoltada.

Da inteligência em formar ou contratar bons jogadores. Apesar do nome bíblico, um atacante absolutamente endiabrado. Ninguém sabia como aquele mulatinho magro virava o corpo no ar e, de costas para o goleiro, acertava o canto, direitinho. Foi o maior goleador por média de partida da história do Corinthians e do futebol brasileiro. E talvez do mundo. Que outro jogador anotou mais por partida, pergunta o pesquisador espor- tivo Celso Unzelte. Teleco fez gols em jogos. Média: 1,02 por partida.

Ele estreou em dezembro de 34, quando substituiu o atacante Mamede num jogo contra o Vasco. Mas o mais promissor es- tava por vir no amistoso seguinte, contra o Palestra, vitória do Corinthians, 1 a 0. O Corinthians ganhava tranquilamente, 2 a 0, quando tem um pênalti a seu fa- vor. Prevendo o pior, os argentinos decidem engrossar e se retiram do campo.

Mas a mais simbólica de suas vitórias nesse ano talvez tenha sido aquela contra o Vasco no Rio. O Corinthians perdia por 3 a 0.

Aí, uma virada histórica e vitória de 4 a 3. Nítido sinal de que as coisas estavam, virando! De que o Corin- thians tem como nenhum time esse imitar, em campo, o perde- ganha da vida da batalha aqui fora. O Corinthians é como a vida. Depois da goleada do Palestra, a bonança.

A primeira travessia chegava ao fim. Outras viriam, que este parece ser o nosso alvine- gro destino.

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Por isso, vamos em frente, para tempos de glória. C Craques voltam aro leitor, vem mais um tri aí, 37, 38, O terceiro em 29 anos de existência — é pouco? É muito, demais. Entre dezembro de e março de , ganhou 28 dos 31 disputados. E três empates. Só que o campeonato foi decidido no ano seguinte, 37, entre começa a brilhar, abril e maio de No domingo seguinte, 0 a 0 no Parque. Ê Corinthians Mas o time era bom, sabia que era bom. Que venha o Palestra.

Foto: Gazeta Press E o Palestra veio, no fim daquele ano mesmo. Resultado: Teleco em campo, contundido e tudo. O fato é que, aos 20 minutos, ele, Teleco, de cabeça, 1 a 0.

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Mau prognóstico: o Corinthians, invicto, vinha liderando o campeonato e um empate bastava. Isso todo corinthiano sabe. Só que, dessa vez, os deuses entraram em campo pelo menos duas vezes. Na terça, jogou-se o que faltava do primeiro tempo, 24 minu-. O Corinthians vai pra cima com tudo, mas o jogo caminha para o fim, e nada. Saiu ali o empate do título. Farta de gols: o time fez 57 e só sofreu Foram tempos de glória.

Glória, pois, aos grandes heróis dessa época. E depois, para mais um título paulista, este de , vieram o goleiro Ciro Portieri, mais Agostinho e o mineiro Chico Preto, beques de lei, e ainda Joane e Milani, goleadores de respeito. Para cumular, dois grandes técnicos, Neco e Del Debbio, que Troféu comemorativo do sabiam tudo de bola e eram, acima de tudo, corinthianos. S Olha eles outra e esta fosse uma história sagrada, e de certa forma é, este capítulo deveria assim começar: Leitura da Segunda vez aí, os anos Travessia do Corinthians, Sim, porque, como anunciamos, vem aí mais um destes períodos difíceis.

O time nem de deserto, como que nos preparando para o maior deles, no qual por enquanto nem é bom pensar. Os jogos foram no recém-inaugu- rado Pacaembu. Dele foi, nesses dois anos, o artilheiro: Milani em 42, com 24 gols, e Hércules em 43, com Teve mais, nesses dois anos.

E ainda: na primeira vez, ganhou a Taça justo em cima do Pa- lestra, goleada de 4 a 2. Na segunda, outra vitória sobre o rival favorito, agora por 3 a 1. Perdeu de novo, 3 a 1 de novo. Invicto pra cima de nós? Perdeu por 2 a 1, escapou de goleada, pois este jogo ficou famoso pelas cinco bolas na trave que o Cor- inthians mandou. Uma quinela do azar.

Mas olha como as coisas se formam. Que década, essa de Brilhante e azarada. Dos 20 jogos disputados no campeonato de 46, o Corinthians ganha 18 e Servílio é de novo o artilheiro, faz O ano de foi particularmente maluquinho. No Paulista, ainda em 47, o time é vice pela quinta vez em seis anos e faz de novo o artilheiro, Servílio. Baltazar brilha, Luizinho ensaia As poucas alegrias no Paulista de 48 quarto lugar e 49 quin- to foram compensadas com duas importantes vitórias interna- cionais.

Começou mal, 6 a 2 para o Flamengo. O Torneio entra adentro e o Corinthians firme, picado. Passa pelo Palmeiras, 3 a 2, e encara um Vasco que tinha a base. Começa perdendo e vira gloriosamente, 2 a 1. Depois foi a vez do Fluminense, 3 a 1.

Depois a Portuguesa, 5 a 3. O título veio em casa com o empate, 1 a 1, contra o Botafogo. O pior é que o time era bom. Faltavam alguns ajustes e eles começaram sob a regência de José Castelli, o Rato, um grande técnico e um saudoso ídolo dos anos A tor- cida chegava mais cedo só para vê-lo jogar Em dezembro de 48, durante um amistoso em Lorena, o Pequeno Polegar faz sua estreia no time principal.

Como que se guardando para o que viria. Alguma brincadeira com a Portuguesa? Tempos de bola quadrada No início dos anos 50 ninguém segurava o Corinthians. E olha que ainda falta gente boa nesse samba. Que grande ano, Nosso, claro, foi o artil- heiro do ano, Carbone, meia-esquerda. Luizinho, 1,64 metro de altura, o Pequeno Polegar, moleque driblador, alegria do povo.

Ali pelo meio, Baltazar, Cabecinha de Ouro, dos seus gols em jogos pelo Corinthians, pelo menos 70 foram de cabeça. Nem precisava. O Corinthians nem aí, 4 a 1. Dois de Baltazar, um do Luizinho e um do Nelsinho. Os uruguaios fincam o pé e o Corinthians fez o que tinha de fazer, veio embora. Na virada dos anos 50, Assim reforçado, o time voa mais alto. Faz, pela Europa, um o time inteiro voa. O jogo seguinte, contra o Peñarol, se transforma num pesa- delo. Foi uma batalha, com três corinthianos gravemente feridos.

Roberto Belangero teve um dedo do pé quebrado, Baltazar, o mo- lar fraturado e Murilo nunca mais se recuperou completamente de uma fratura na perna. Ghiggia, o carrasco do Brasil na final da Copa de 50, fez 1 a 0, mas no no fim deu Corinthians de virada.

Desfalcado, exaus- to, o Corinthians perde o primeiro, 2 a 0, e empata o segundo num jogo duríssimo, 2 a É vice, um respeitado vice. No segundo semestre, mais duas alegrias para a torcida. O Campeonato Paulista de 52 é decidido no começo de Antes um pouco, e o melhor de tudo, um 6 a 4 contra o Palmeiras. Voltou com muita festa no aeroporto de Congonhas. E tudo caminhava para isso.

Mesmo com aquele timaço, tinha que haver um toque corinthiano de sofrimento na sonhada conquista. O Palmeiras entra em campo de azul. Ordem, dizem, de um pai-de-santo. Esplêndida cabeçada do mignon avante alvinegro!!! Segundo tempo duríssimo, o Palmeiras empata e, a favor do vento, ataca sem parar. Gilmar faz milagres, inclusive num chute à queima-roupa de Humberto, o artilheiro daquele histórico campeonato paulista.

Municipal do Pacaembu. Ganhando com o Corinthians, os dez maiores jogadores da história do Corinthians. A partir des- ganhando pelo Corinthians, ganhando sa enquete, Celso publicou o livro Os Dez Mais do Corinthians, para o Corinthians o campeonato onde traça um rico perfil dos eleitos.

É justo que se faça aqui uma breve memória desses ídolos. Bom de bola, fez carreira com- pleta no time: infantil, juvenil, amador e aspirante. Em no- vembro começa um jogo como titular em pleno Pacaembu. É o começo de uma carreira gloriosa. Era pura verdade e muita gente se lembra. No embalo da torcida, ele às vezes exagerava.

Tinha o seu lado Garrincha. Dizem que um dia ousou sentar na bola diante do centromédio argentino Luiz Villa, do Palmeiras. Entre os anos de 65 e 67, Luizinho chegou a jogar algumas vezes ao lado de Rivellino. Mais Taça do Campeonato Paulista de , tarde foi técnico das categorias infanil e juvenil. No dia 25 de janeiro de , entrou breve- mente em campo no jogo de estreia de Edmundo contra o Cori- tiba no Pacaembu.

Cada vez que tocava na bola a torcida gritava emocionada o seu nome. A Fiel bem tinha plena consciência de que estava aplaudindo uma lenda viva.

Luiz Trochillo morreu de parada respiratória no dia 17 de ja- neiro de Foi o segundo jogador que mais vestiu a camisa do Corinthians, vezes, depois de Vladimir, O baixinho corinthiana, gols em jogos.

Baixinho, 1,62 de altura, 60 Luizinho fez 1 a 0, de cabeça, logo aos quilos. Apelido: Gerente. Talvez porque usasse pastinha, era con- 10 minutos de jogo tador e despachante marítimo. Talvez porque fosse um líder em campo, um regente, mais do que um gerente.

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Baixinho danado. Quando, na Copa de 50, estava no auge da sua forma, foi preterido por um certo Alfredo II. Certamente mais do que Alfredo II faria. Era perito em bola parada. Mais que gerente, um contador: corria, batia — e caixa!

Mais ou menos como Popeye com o espinafre. Logo no primeiro ano no Parque, vive um drama. Em 58, na Suécia, só foi tomar gol no quinto jogo, contra a França.

Em 62, no Chile, foi bi mun- dial com o Brasil. Baltazar, glória e crepusculo Ficou famoso como Baltazar, mas, na verdade, se chamava Os- waldo, Oswaldo Silva. E Baltazar ficou. Foto: Rômulo Fialdini — Memorial Corinthians. Em 54, na Copa da Suíça, foi tirado do time a partir das quartas de final. O maior goleador corinthiano de todos No Corinthians, encerrou discretamente sua carreira com um os tempos, em jogos, gol contra num jogo com o Santos, em Santos, o time, muitas frustrações haveria de causar ao Corin- thians.

Mas a Santos, a cidade, o time muito deve sua era dourada dos anos Claudio, baixinho, levantava e Baltazar, mais alto, cortava. Exatamente como faziam no Corinthians. Mas é justo que ele se faça algumas perguntas. Foi, como tudo na vida, um processo. Em , quase foi bi. No jogo decisivo, Gilmar chegou a defender um pênalti.

O time fica em terceiro. Depois da era de ouro, começa a do quase. Termina em terceiro outra vez. O Cabecinha de Ouro: dos Em 58, terceiro de novo. Um ano vibrante para o Brasil, gols que fez, 71 foram de cabeça. O time fica em terceiro pela quarta vez seguida. Pior: o Corinthians fica em quinto. E nada. Entre contusões e confusões, Almir mal consegue fazer cinco gols em 29 jogos.

E ainda por cima larga o time para brilhar justo onde? No Boca Juniors da Argentina. Tristes tempos. E, no horizonte, um longo deserto pela frente.

O Como se explica? Os minuciosos amenizam um Quase 23 anos Nem tudo foi, o tempo inteiro, humilha- e cruel espera. O Corinthians atravessou esses 22 anos corinthia- namente, aos trancos e relâmpagos.

Quedas cruciais e, aqui e ali, Houve alegrias, luzinhas de esperança. Vamos agora atravessar um longo deserto de títulos, isso é ver- dade. Deserto é lugar propício a miragens, isso também é verdade. Elas aconteceram de fato. Sim, ganhamos muito. Ora, vejam só. E mais: com final contra o Santos, 3 a 1 no Parque e 3 a 3 na Vila Belmiro. No fim do ano,.

Palmeiras em 71, dois corinthianos E tem mais. Deu empate, Benê aos 44 do se- gundo tempo, só para sacanear. Como a gente. Uma alegria menor, vamos reconhecer. A maior, em 68, 6 de março de 68, foi derrotar enfim o Santos de Pelé depois de dez anos e 22 jogos pelo Paulista.

Alegrias, alegrias. No tempo normal, 1 a 1 contra o Barcelona. Vieram as prorrogações, quatro prorroga- ções de 15 minutos cada uma! Com tanta experiência internacional, ganhamos, em 70, a Copa do Mundo no México? Alegrias, mais alegrias. Ganhamos, em 71, o Torneio do Povo, que reunia os times de maior torcida no país, Flamengo, Internacional, Atlético Mineiro.

Logo aos cinco minutos um gênio em fazer e perder gols, Mirandinha, deixou 2 a 1. E aí veio. Aquilo parece que desequilibrou. Nem o gol do Leivinha con- seguiu mudar o espírito do jogo.

Mirandinha, em tempo de fazer, fez. Corinthians 4 a 3. Ninguém esquece esse jogo. Bem, talvez ainda se possa dizer que em 73 ganhamos o Tor- neio Laudo Natel, e contra o Palmeiras, e de virada. Mas poucos. O time até andou ganhando o apelido de Faz-me Rir, um bolero que a cantora Edith Veiga na época consagrou. Dos 11 primeiros jogos disputados, o time perdeu sete. Gilmar foi brilhar no Santos. Nono colocado entre os 16 participantes do Paulista. Mas, nada. Nem encostou na concorrência.

Em pleno Pacaembu, sofreu uma derrota histórica para o Juventus, 1 a 0, gol de Brecha. O que só foi bom para um certo Dudu da Loteca, que acreditou na zebra e ganhou sozinho o concurso 85 da Lote- ria Esportiva.

E esses foram muitos.

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No Paulista, emparelha firme com o poderoso San- tos. Mas que jogo para a memória do futebol. Em 66, o Corinthians vem bem no campeonato, mas termina vice do Palmeiras, e pior: apenas quase quebra o tabu de nove anos sem vitórias contra o Santos. O jogo estava 1 a 1 e — pênalti a favor do Corinthians! É hoje? Começa perdendo, Rivellino empata, mas ele, Dirceu Lopes, faz 2 a 1. E corresponde. Abre os trabalhos com uma goleada contra o Santa Cruz 4 a 1 e é o. Foto: Gazeta Press melhor dentre os 20 na primeira fase.

Nas finais, ganha duas, em- pata uma e perde três. Mas o jogo é complicado. No fim, vitória bem Luís Carlos Galter segura Pelé corinthiana, gol do cabeludo meia-direta Sicupira, aos 45 do se- no jogo da quebra do tabu. Um gol bem corinthiano: antes de entrar, a bola diga-se, no Paulista. Fora dele,. Basta um empate e sai na frente, Nélson Lopes, aos 10 do primeiro tempo. Mas o Botafogo tinha Jairzinho, que marca aos 15 do segundo tempo.

O empate basta. Botafogo 2 a 1. Quem aguenta tanto quase? Políticas, sociológicas, místicas e psicológicas É falta de profissionalismo, vociferavam sociólogos em geral, especialmente os alviverdes e os tricolores.

Disse mais: que o time andava era mal sugestionado da cabeça e que devia ser tratado com mais sabedoria. Os jogadores tinham de assinar uma espécie de contrato moral com o clube: ser campeões. Nesse clima, floresciam também os místicos penitentes, gente que por qualquer motivo se sente culpada perante os céus. Foi porque, em 14 e em 16, por exemplo, ganhamos tudo sem der- rota e nem empate?

Ou foi por acaso aquele 11 a 0 no Santos em ? E que agora em aumentaram para cinco? Sim, porque para os deuses o futuro é logo ali. E nos anos 90, três brasileiros, uma Copa Brasil e mais três paulistas? A busca de explicações era intensa, delirante.

Seria fazer pouco da grande alma corinthi- ana. Do jeito que ela vive suas dores e esperanças. Aquela derrota em 74 e aquele levante em 76 merecem um capítulo à parte.

Foi neles que 77 começou. Em , o espírito corinthiano era de agora vai. E o time justificava esse senti- espera chega ao mento.

Em cinco segundos, caixa. Bons sinais, bons sinais, a goleada e o gol. Basta um empate. Aos dois do segundo tempo, Zé Roberto, a ser lavada de cabeça. Cutuquei, reconheceria ele mais tarde. Logo aos 58 segundos, Edu faz 1 a 0 para o Palmeiras. Dois minutos depois, Lance empata. E ficou nisso. O mando do segundo jogo era do Corinthians e tudo apontava para o velho e bom Pacaembu.

Morumbi, 22 de dezembro de , um domingo nublado e triste. Nas arquibancadas, Destes, segura- mente, cem mil corinthianos. Ele se referia à comovente entrada do time em campo. Porque o jogo em si se desdobrou insosso, travado, com toda a pinta de 0 x 0. O jogo termina. Jogadores tentavam entender a derrota. De repente o time inteiro foi tomado de uma apatia profunda, como se a gente tivesse tomado tranquilizante, disse Wladimir.

Pensou até amanheceram alvinegras. Meio em deixar o futebol, se esconder em Botucatu. Depois foi só injusto que o Orelhinha estivesse levando sozinho uma culpa que, Tobias segurar nos pênaltis. Enquanto afinal, era de todos. Depois lamenta- ria o lamaçal em que se transformara o campo com aquela grama recém-plantada. Roberto Rivellino. Rejeitado no Palmeiras por ser considerado um tanto miudinho, foi levado ao Parque pelo pai palmeirense, onde se firmou e terminou fazendo, entre a , jogos pelo Corinthians.

Entre 65 e 67, Rivellino jogou partidas seguidas com a camisa do Corinthians, sem ser suspenso e sem se machucar. Rela- tivamente baixinho, 1,68 m de altura, seu chute potente um dia imprimiu um crucifixo no peito do goleiro Buticce, do San Loren- zo, que tentou encaixar uma falta por ele cobrada. Em 74, na Copa da Alemanha, fez três dos seis gols brasileiros. Uma glória nacional e ao mesmo tempo um atormentado destino corinthiano.

Estrela Um êxodo, um levante entre estrelas na Copa de 70 no México, melhor jogador do Brasil Quando é que um time, ou alguém, junta os cacos, sacode a Foto: Gazeta Press. Abalado, ainda penou no uma das suas mais dolorosas fases Paulista de 75 e depois no de Como sempre, a Fiel foi a primeira a farejar esse novo Co- rinthians no ar. Como sempre, generosa. Lotou o Morumbi para esse jogo contra o Inter, torcedores.

E o que era uma faísca virou um incêndio de grandes propor- ções. O início da segunda parte é o melhor momento da obra.

A segunda parte é a melhor do samba, com variações interessantes e o arrojamento de dois versos cantados rapidamente, em meio a tantos trechos cadenciados. Uma verdadeira porrada! Quem é amante de sambas-enredo precisa ter em seu acervo esta obra-prima da Princesa.

Me arrisco a dizer: o samba-enredo é perfeito em todos os sentidos. Outro maravilhoso samba. Outra porrada do disco! Aí o que acontece? No Brasil, as verdadeiras pestes seriam a Xuxa e a Preta Gil. Em tom escrachado, é claro! Obra bacana para descontrair o carnaval virtual. O intérprete Leonardo Cantalice possui uma voz bastante grave, que lembra até a do cantor Zé Ramalho. Mas o samba possui muitas qualidades! O melhor samba do Acesso, ao lado da Raízes.